Dinheiro público pagou mototáxi, gasolina e até supermercado de vereadores em São José de Ribamar

O 2º capitulo da “série gastos secretos”, iniciada pelo blog na semana passada, revela hoje mais um abuso com o dinheiro público na Câmara de São José de Ribamar. Trata-se das prestações de contas das despesas da verba indenizatória que a contabilidade da Casa não consegue controlar. O descontrole vem fazendo os vereadores ribamarenses botar o pé na estrada e pisar fundo nos gastos com o erário.

Vereadores ribamarenses receberem R$ 7 mil para trabalharem duas vezes por semana

Vereadores ribamarenses receberem R$ 7 mil para trabalharem duas vezes por semana

Apesar de receberem R$ 7 mil de salário para trabalharem duas vezes por semana, os parlamentares põem na conta do contribuinte despesas mais pessoais e até bizarras. Só no mês de fevereiro do ano passado, o vereador Celso dos Santos, o Celso da Kiola (PTdoB), por exemplo, colocou na conta do ribamarense compras no Supermercado Carone Ltda, no Bairro Maiobão, em Paço do Lumiar. As notas e recibos variam entre R$ 49 a R$ 1.775,91 reais. No mesmo mês, Celso informou despesas de combustíveis, lubrificantes e peças no valor de R$ 5.577,65.

Vereador Celso da Kiola botou o pé na estrada e pisou fundo nos gastos com o dinheiro público

Vereador Celso da Kiola botou o pé na estrada e pisou fundo nos gastos com o dinheiro público

 

Gasto com verba indenizatória incluiu até nota de supermercado

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Levantamento realizado pelo blog constatou que a verba mensal de R$ 6 mil a que cada vereador tem direito para o custeio da atividade parlamentar vem sendo gasta em passagens aéreas, moto táxi, pagamento de conta de luz e despesas exageradas com combustível. O vereador Henrique José Ramos da Silva, o Henrique Queen (PDT) apresentou em uma única nota o valor de R$ 1.600 com gasto com gasolina em um posto da capital maranhense. No entanto, a despesa total com combustíveis informada por ele foi de R$ 3.950,00. Foi reembolsado.

Vereador Henrique Quem também não fez inveja aos colegas com a verba indenizatória

Vereador Henrique Quem também não fez inveja aos colegas com a verba indenizatória

Em apenas uma nota fiscal, Queen gastou R$ 1.600 com gasolina

Em apenas uma nota fiscal, Queen gastou R$ 1.600 com gasolina

‘VOU DE MOTOTAXI, CÊ SABE’… – O vereador Antônio Augusto da Costa Melo (DEM) espetou no bolso do contribuinte R$ 600 reais que foram usadas em pagamento de mototaxi para transportar um assessor parlamentar nos 17 a 21 e 24 a 28 de fevereiro do corrente ano.

Despesa do vereador Antônio Augusto com a indenizatória incluiu até mototaxi

Despesa do vereador Antônio Augusto com a indenizatória incluiu até mototaxi

TÔ NA MÍDIA – O vereador Lister Castello Branco Leão, o Professor Lister (PDT) ensinou como se gasta o dinheiro do povo. Em fevereiro, ele fez o contribuinte pagar R$ 1.600 por sua “divulgação”. O dinheiro foi pago a duas mulheres que sequer atuam no meio jornalístico: Sônia Tereza Freitas Santos e Maria Célia Machado dos Santos.

Vereador professor Lister deu uma aula com despesas da verba indenizatória

Vereador professor Lister deu uma aula com despesas da verba indenizatória

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DIÁRIA SALGADA – O vereador Elias Rabelo Vieira Junior, o Teté Vieira (PV), também informou despesa com verba indenizatória. O parlamentar pediu reembolso no valor de R$ 2.544,84 referentes a duas viagens: São Luís (SLZ) a Brasília (BSB) e Guaruíhos (GRU) a São Luís (SLZ).

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O blog apurou que os gastos com combustíveis, materiais de expedientes, passagens aéreas, aluguel de escritórios de apoio, telefone, divulgação do mandato, entre outros, são ressarcidos, mediante apresentação de nota fiscal. É a chamada verba indenizatória. Criada em 2008, por meio da Portaria Nº 01/08, cada um tem direito mensalmente a R$ 6 mil para custear o mandato, mas só recebe o dinheiro se for apresentado comprovante da despesa. No entanto, na maioria dos casos, as despesas estão sendo justificadas com notas fiscais frias. E é aí que ocorrem a farra e o descontrole com os recursos públicos: para mostrar que tiveram realmente os gastos e embolsar a verba, os parlamentares recorrem a notas idôneas, superfaturadas ou fornecidas por fornecedores de fachada.

O blog vai seguir a série mostrando diversas irregularidades. No próximo episódio, vamos mostrar que a farra com o dinheiro público fez um vereador ribamarense apresentar uma nota fiscal de um supermercado para justificar gastos com gasolina. Aguardem!

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