O fim de uma greve que já nasceu morta
A dramática novela sobre o impasse da greve dos professores da rede municipal de ensino de São Luís chegou ao capítulo final nesta sexta-feira, 1º. Assembleia geral da categoria, promovida pela direção do Sindicato dos Professores (Sindeducação), deixou bem claro que a maioria dos docentes não queria a manutenção do movimento paredista. Basta observar que 233 votos foram favoráveis ao fim da greve, enquanto apenas 28 se decidiram pela manutenção do movimento. Uma tremenda lavada da maioria.
Desde o dia 25 de maio deste ano, uma parcela de professores municipais decretaram greve por tempo indeterminado, deixando mais de 80 mil alunos fora da sala de aula. A categoria exigia um reajuste de 11,36%, enquanto o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) oferecia 10,67% de correção salarial.
Depois de um mês de impasse, o prefeito venceu a batalha ao encaminhar para a Câmara Municipal de São Luís um projeto de lei determinando a correção de 10,67%, sendo pagos na folha de junho 3,5%, retroativo a janeiro deste ano; e 4,9% a ser quitado em novembro. A matéria foi aprovada no Legislativo por 27 votos favoráveis e apenas 4 contra.
Com a aprovação do projeto na Câmara de Vereadores, o movimento paredista dos professores perdeu o sentido de existir e não restou outra alternativa a não ser acabar com uma greve que já nasceu morta.



6 Comments
Gianini
julho 03, 07 2016 01:31:49O governo de Edivaldo Holanda Junior (inclusive apoiado por você) gastou mais de 25 milhões com comunicação. Tenho certeza que está inserido no recebimento desses milhoes. Blog ANTONIO MARTINS governista. Só quero saber quanto vc ta ganhando de Edivaldo Holanda Junior para defender essa gestão incapacitada para administrar a a cidade?
Cristiane
julho 04, 07 2016 06:27:59A verdade por trás dessa greve, é que Elizabeth está com medo de perder a presidencia do Sindeducação, por isso ela friamente arquitetou esse movimento grevista, saiu mendigando adéptos de escola em escola, nada de precocução com os alunos ou situação das escolas, só queria era saber do aumento, pois se os 11% viessem, ela achava que com isso iria ter moral perante os magistrados. Mas a verdade, é que a grande maioria dos profesores era contra essa greve, assim com a grande maioria já não quer mais ela liderando o sindicato, todos já tem um novo favorito na votação para presidente do órgão.
Jorge
julho 04, 07 2016 07:22:46Em momento algum a prefeitura negou-se em dar o aumento, só que os professores queriam um aumento acima do permitido. Desse jeito não haveria condições mesmo. Sem contar que os professores estavam se apoiando, porque a população que é a maior prejudicada não tava nada contente com essa greve, vendo seus filhos quase perderem o ano letivo.
Leonardo
julho 04, 07 2016 08:10:44Agora me diga se essa paralisação não foi uma atitude política? Eles aceitaram o valor que a Prefeitura propôs desde o início, que sempre foi um valor bom, como Professor sempre repudiei essa greve, agora Elizabeth deveria repor todas essas aulas aos fins de semana por causa dessa palhaçada toda que ela fez.
Rafael
julho 04, 07 2016 08:11:08Essa greve nunca teve sentido, os salários dos professores estavam sendo negociados, mas o sindicato queria aumento maior que o que a prefeitura, desde o princípio, informou que poderia dar. A presidente do sindicato também não é for que se cheire, então já se sabe o porquê de tanta relutância em firmar o acordo.
Lucas
julho 04, 07 2016 08:16:47Finalmente, uma grande notícia para começar a semana bem. Parabéns pelo empenho na mesa de negociação, chegaram a conclusão mais coerente.