Ulisses Martins é suspeito de receber propina para facilitar pagamentos

Advogado teria solicitado vantagem indevida para facilitar o pagamento de valores devidos à Odebrecht; Ele disse estar surpreso por estar na lista.

O advogado Ulisses César Martins de Sousa é suspeito de ter solicitado, na época em que foi Procurador-Geral do Maranhão, vantagem indevida ao Grupo Odebrecht. Em troca, ele facilitaria o pagamento de valores devidos à empresa decorrentes de contrato administrativo, segundo consta na delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, autorizou as investigações a partir do pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A PGR fez o pedido com base nas delações dos ex-executivos da Odebrecht.

De acordo com o inquérito, João Antônio Pacífico Ferreira, Raymundo Santos Filho e Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, ex-funcionários da construtora, disseram que o pagamento da propina foi efetuado por meio do Setor de Operações Estruturadas e em remessa de recursos financeiros ao exterior sem o cumprimento dos requisitos normativos.

O Ministério Público suspeita da conivência de José Reinaldo Tavares, que era mandatário do Executivo, pois a expressividade econômica do contrato e a facilidade de adimplemento experimentada após o pagamento da propina sugerem isso. Contudo, o órgão destaca a necessidade de apuração aprofundada dos fatos.

O advogado Ulisses César Martins de Sousa disse que recebeu, com surpresa, a notícia de que seu nome teria sido incluído na denominada “lista da Odebrecht”. Ele não pode se manifestar sobre as delações antes de conhecer seu conteúdo.

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