Promotor recorre e pede anulação de julgamento do assassino do irmão do vereador Marcial Lima

O Ministério Público do Estado do Maranhão interpôs recurso contra a decisão do Conselho de Sentença que desclassificou o crime imputado ao réu Mauricio da Mota Dutra (foto), acusado de matar o ex-secretário de Cultura de Grajaú José de Andrade Arruda Filho, crime ocorrido em 28 de julho de 2003.

No julgamento, realizado no último dia 18, o crime cometido por Maurício da Mota Dutra, o Docó, foi qualificado pelo júri como homicídio culposo, aquele praticado quando não há a intenção de matar.

Foragido há 14 anos, Maurício foi preso no Rio de Janeiro e encaminhado a São Luís para ser julgado.

Segundo o MP, a decisão dos jurados é manifestamente contrária às provas dos autos, que são claras no sentido de ter sido o crime doloso.

No recurso, assinado pelo promotor de Justiça Crystian Gonzalez Boucinhas, o MP requer que o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão proceda a anulação do julgamento, para que o acusado seja submetido a novo julgamento pelo tribunal do júri.

Entenda o caso – Maurício Dutra responde à ação penal por ter supostamente matado, no dia 28 de julho de 2003, José de Andrade Arruda Filho, irmão do prefeito de Grajaú, Mercial Arruda, e do vereador de São Luís Marcial Lima.

O crime ocorreu dentro da casa da vítima, durante a madrugada.

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