Partiu Cunha Santos, o Jornalismo maranhense perdeu um gigante

A morte, ontem, do Jornalista Cunha Santos, privou os maranhenses de um gigante da profissão e de um craque do texto. Poucos dos muitos que enveredaram por essa estrada pedregosa, sinuosa e perigosa de busca, embalagem e divulgação dos fatos, principalmente na área política, foram tão corretos, precisos e originais como Cunha Santos. Codoense de nascimento, Cunha Santos se tornou ludovicense por estado de espírito e pela profundidade com que amou e viveu São Luís em todos os seus meandros, sentidos, becos e bares. Na sua rica trajetória jornalística, foi uma das mais importantes referências do Jornal Pequeno, tendo vivido, integralmente, a ascensão e o auge do matutino dos Bogea, cujas páginas enriqueceu com artigos cortantes, colunas brilhantes, reportagens precisas e editoriais fulminantes durante décadas. Sempre com textos corretos, ricos, inteligentes e absolutamente fieis à técnica jornalística, sem, no entanto, se deixar amarrar pela aridez vocabular exigida por equivocados teóricos da comunicação moderna. Fez Jornalismo com a argúcia do escritor produtivo e a sensibilidade do poeta que foi. Seus livros, entre eles “A Odisseia dos Pivetes”, “Paquito, o Anjo Doido” e “Comunidade Rubra” mostram o talento do Jornalista que enveredou pela literatura usando com habilidade e talento os caminhos do Jornalismo. Além do talento e da habilidade com a palavra escrita, Cunha Santos foi um ser humano pleno, com montanhas de virtudes e defeitos, mas sustentado na consciência política e na dignidade pessoal. E viveu a plenitude do intelectual inquieto e inconformado mergulhando fundo na boêmia, encontrando nos bares o refúgio do poeta que carregou dentro do peito por quase sete décadas de existência.

A Coluna e seu autor lhe rendem homenagens plenas, sinceras e justas, associando-se às manifestações de pesar de familiares, amigos, entidades profissionais

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