Se está mesmo rompendo com Dino, como disse Louro, Maranhãozinho pode atirar no pé

Se atuou como porta-voz do seu partido, o PL, na entrevista que concedeu ontem à TV Mirante, o deputado estadual Vinícius Louro praticamente consumou o rompimento entre o deputado federal Josimar de Maranhãozinho e seu grupo com o governador Flávio Dino (PSB) e a aliança governista. De acordo com o Vinícius Louro, os quatro deputados do PL na Assembleia Legislativa – Detinha, Leonardo Sá, Hélio Soares e ele próprio – migrarão da base governista para a oposição, deixando de votar com o Governo para votar contra o Governo. Serão quatro votos que, somados aos dois de oposição assumida, formação um contingente de seis votos contrário ao Governo num plenário com 42 votos. Na prática, a bancada do PL no parlamento estadual, que tinha certo peso e mantinha as portas do Palácio dos Leões abertas, está optando por mergulhar no isolamento, já que em nada mudará a estabilidade da base parlamentar governista. Se o chefe maior do grupo, Josimar de Maranhãozinho, resolver partir para atacar o Governo com discursos, poderá crivar de balas os próprios pés, pois o que não falta aos líderes e porta-vozes governistas é munição pesada para revidar. No duro, no duro, Josimar de Maranhãozinho não dispõe de arsenal que possa disparar contra o atual Governo, o que tornará sua estratégia um fracasso retumbante. Além do mais, o Governo Flávio Dino tem pouco mais de cinco meses, com um recesso parlamentar bem à frente e um Carnaval logo depois, o que tornará absolutamente inócua qualquer estratégia de ataque. Sobrará a possibilidade de ele e sua tropa tentar pregar contra a eleição do governador Flávio Dino para o Senado. Difícil acreditar que o eleitorado lhe dê ouvidos, se comparar os fatos com o discurso. Ou seja, todos os fatores demonstram que, por onde entrar contra o Governo Flávio Dino, Josimar de Maranhãozinho terá pouco a comemorar. Já traquejado nesse jogo, inclusive por conhecer as agruras de ser oposição nessas circunstâncias, o deputado Vinícius Louro fez suas declarações consciente de que esse rompimento pode ser um mau negócio político e eleitoral para Josimar de Maranhãozinho e sua tropa.


