Prefeito de Buriti diz em áudio que sua cassação ‘dedo do Palácio dos Leões’

O prefeito do município de Buriti, Rafael Mesquita (PRB), acusou o Governo do Estado de interferir em decisão judicial do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão que resultou na cassação de seu mandato e do vice, Raimundo Nonato Mendes Cardoso.

Mesquita havia sido cassado primeiro pela Justiça de base, sob a acusação de corrupção e fraude eleitoral na eleição de 2012. Em setembro, o TRE manteve a decisão de primeiro grau por 4 votos a 3 e o deixou fora do cargo.

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Na última quinta-feira, contudo, o prefeito obteve liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que garantiu o seu retorno ao comando do município. Foi então que, em entrevista a um blog do município, que teve áudio gravado e publicado em rede social, ele fez a acusação.

“Sempre acreditei que iríamos conseguir [decisão favorável], pelo fato das declarações que aconteceram no TRE. Eu tinha certeza de que o processo era a nosso favor, mas infelizmente a gente sabe que nem sempre o direito leva ao êxito. Acho que no Maranhão teve dedo do Palácio dos Leões, mas sempre confiando em meus advogados e em Deus, e agora é voltar ao trabalho”, disse, sem explicar como se deu ou qual foi o tipo da suposta interferência do Executivo Estadual na ação.

OUÇA O ÁUDIO

Mesquita afirmou que já tem programada uma agenda de trabalho no seu retorno ao município, e assegurou que caberá agora, dar continuidade às obras. “Tem a obra do asfalto que nós conseguimos a liberação, a unidade móvel odontológica que amanhã [hoje] eu já vou chegar com ela no município e as obras que já estavam em andamento”, disse.

CASSAÇÃO
O processo de cassação ao qual Rafael Mesquita fez referência na entrevista foi julgado no dia 15 de setembro pela Corte do TRE. Na apreciação, o desembargador Guerreiro Júnior, presidente da Corte, foi quem desempatou a votação e efetivou assim, a cassação do mandato do gestor público. “Apesar de sustentadas no depoimento de apenas uma testemunha, as referidas declarações foram corroboradas pelos demais elementos probatórios trazidos ao processo, especialmente nas mídias de áudio e vídeo”, justificou.

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