Polícia investiga agiotagem no município de Estreito

ESTREITO – A polícia ainda ontem estava investigando o crime de agiotagem que está ocorrendo no interior do estado, principalmente na cidade de Estreito. Os policiais, inclusive, já conseguiram reunir várias evidências desse crime como cheques, títulos, blocos de anotações, computadores, cartões bancários, além de armas e munições. Segundo a polícia, até o momento, esse esquema criminoso tem como base um empresário da cidade e um escriturário de um banco, que estariam cedendo dinheiro às vítimas em troca de juros de 8% ao mês.

O trabalho investigativo está sendo realizado pela equipe da delegacia de Polícia Civil de Estreito, sob a coordenação do delegado Felipe Costa. Ele disse que ainda ontem pessoas envolvidas compareceram à delegacia onde prestaram esclarecimentos e no decorrer desta semana algumas buscas de apreensões serão realizadas pela polícia mediante a ordem judicial.

Para o delegado, há várias pessoas envolvidas nesse esquema criminoso e até mesmo que moram em outras cidades. Todo material apreendido está sendo analisado pelos policiais. “O objetivo do trabalho agora vai ser para identificar os outros que estão participando desse ato ilegal”, declarou o delegado.

Esquema criminoso

De acordo com as informações do delegado, esse esquema criminoso foi descoberto após uma investigação feita pelos policiais em um cartório, instalado na cidade, onde foram descobertos títulos protestados pelo empresário. Na última sexta-feira, a polícia deu cumprimento a um mandado de busca e apreensão na empresa do suspeito.

No local, os policiais apreenderam 30 cheques emitidos por diversas pessoas físicas e jurídicas da cidade e também encontraram blocos de anotações com nome das pessoas e os valores devidos. Além disso, vários comprovantes de depósito para a conta da empresa, três cartões bancários e uma CPU.

O empresário também foi ouvido na delegacia e assumiu a prática ilícita. Ele declarou aos policiais que cedia dinheiro e cobrava juros de 8% ao mês e contava com o apoio do bancário. “A função do bancário era emprestar o dinheiro ao empresário cobrando juros de 3% ao mês”, informou o delegado.

Ainda de acordo com as informações de Felipe Costa, foi feita a representação de busca e apreensão no quarto do hotel onde estava residindo o bancário e no local foram apreendidas anotações de valores de dívidas em nome do empresário e munições de calibre 22. O suspeito foi preso pelo crime de posse ilegal de munição, mas liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 2.640,00.

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