
O Ministério Público do Maranhão aprofundou uma investigação em Estreito após suspeitas sobre certificados e diplomas usados por servidores para obter progressão funcional e aumento de remuneração. A apuração avançou com a transformação de um procedimento administrativo em inquérito civil.
A 2ª Promotoria de Justiça de Estreito quer saber se houve irregularidades na apresentação dos documentos e se vantagens salariais foram concedidas sem respaldo legal. Por isso, o promotor Lindomar Luiz Della Libera determinou novas diligências para esclarecer os casos.
Entre as medidas, a Prefeitura de Estreito terá dez dias úteis para enviar cópia completa do Relatório Técnico de 18 de fevereiro de 2026, citado pela Procuradoria-Geral do Município no Ofício nº 071/2026-PGM. Além disso, deverá encaminhar os documentos que serviram de base para o relatório.
O MPMA pretende verificar a validade dos certificados e a legalidade dos benefícios concedidos aos servidores. A abertura do inquérito, porém, não confirma que houve fraude ou outra irregularidade. Caso os problemas sejam comprovados, o Ministério Público poderá adotar novas medidas.
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O delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, desmentiu nesta quarta-feira (9) a informação de que as duas crianças desaparecidas em Bacabal teriam sido encontradas nos Estados Unidos. A versão passou a circular desde terça-feira (8) em portais e páginas na internet e chegou à família como esperança de que uma das crianças estivesse viva.
“Há uma quantidade massiva de desinformação sobre esse caso”, afirmou Barros. Segundo o delegado, não existe nenhuma criança maranhense relacionada ao caso sob poder das autoridades americanas. “Isso não aconteceu. Não há nenhuma criança maranhense nos Estados Unidos hoje procurando sua mãe que esteja em poder das autoridades americanas”, reforçou.
O boato ganhou força depois que imagens de crianças resgatadas em uma operação nos Estados Unidos passaram a ser associadas a Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde 4 de janeiro na zona rural de Bacabal. A mãe chegou a procurar a Polícia Federal após identificar semelhanças entre Allan e uma das crianças mostradas nas imagens. A PF informou nesta quarta que nenhuma criança brasileira está entre as 163 resgatadas na operação.
Augusto Barros lamentou o impacto da informação falsa sobre a família e disse que as forças de segurança continuam mobilizadas na tentativa de localizar os irmãos. “Todos nós alimentamos a esperança de encontrar essas crianças, mas a partir de fatos reais”, disse.
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O presidente do STF, Edson Fachin, resolveu nesta quarta-feira (9) intervir de vez na crise aberta dentro da Corte. Em uma só decisão, suspendeu os atos de André Mendonça e Flávio Dino na disputa pelo comando da Polícia Federal e retirou das mãos de Alexandre de Moraes o inquérito das fake news.
Fachin derrubou a decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da direção-geral da PF e também a de Dino que, menos de 24 horas depois, havia reconduzido o delegado ao cargo.
A marretada alcançou ainda Alexandre de Moraes. Fachin tirou do gabinete de Xandão o inquérito das fake news, aberto em 2019 e usado nos últimos anos como base para uma série de investigações e decisões. Os atos já praticados foram preservados, mas a condução do caso passa para a Presidência do STF. Dias antes, Fachin já havia retirado da investigação o pedido de Moraes para apurar a atuação de André Mendonça.
O conflito fratricida explodiu após uma sequência de choques entre ministros. Moraes mirou Mendonça, Mendonça afastou a cúpula da PF e Dino desfez a medida poucas horas depois.
Fachin, que já defendia o encerramento do inquérito das fake news, puxou para si o controle da crise antes que o embate interno descambasse de vez para um vale-tudo. O presidente do Supremo também convocou uma sessão plenária extraordinária para o próximo dia 15, quando os ministros vão discutir em colegiado a crise autofágica que ameaça arruinar a Corte.
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Haakon Lorentzen, de 72 anos, primo do novo rei da Noruega, Haakon 8º, doou R$ 100 mil à campanha de Duarte Júnior (Avante-MA). A transferência ocorreu entre 1º e 2 de setembro, durante as eleições deste ano. No total, o empresário destinou R$ 700 mil a sete candidatos de quatro estados. O motivo das doações não foi informado. A informação consta em registros de financiamento eleitoral e foi publicada pelo jornalista Carlos Petrocilo, da coluna Painel da Folha de São Paulo.
Além de Duarte Júnior, Lorentzen repassou R$ 100 mil para Flavio Valle, Pedro Duarte, Daniel Soranz e Joyce, candidatos a deputado no Rio de Janeiro pelo PSD. Susane Vidal, do Republicanos de Sergipe, e Juliana Prates, do Republicanos da Bahia, também receberam a mesma quantia.
Lorentzen vive no Brasil desde os três meses de idade e preside o grupo Lorinvest, com negócios em gás natural, serviços financeiros, tecnologia industrial e imóveis. Ele é filho da princesa Ragnhild, irmã do rei Haroldo 5º e tia do atual soberano norueguês.
Em 2022, o empresário já havia participado do financiamento eleitoral no Brasil. Naquele ano, doou R$ 75 mil para Renan Ferreirinha, que foi eleito deputado federal e depois ocupou o cargo de secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro. O Painel tentou contato com Lorentzen, mas não recebeu resposta.
Ragnhild nasceu no Palácio Real, em Oslo, em 9 de junho de 1930, e era a filha mais velha do rei Olavo 5º. Ela veio ao Brasil em 1953, após se casar com o empresário norueguês Erling Lorentzen, e morreu no Rio de Janeiro em 2012, aos 82 anos.
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A Justiça de São Vicente Férrer deu andamento a uma ação do Ministério Público do Maranhão nesta segunda (7) que cobra concurso para a Guarda Civil Municipal. O MPMA aponta que a Prefeitura mantém 13 temporários e apenas três servidores efetivos em funções ligadas à segurança patrimonial.
A Ação Civil Pública nº 0800816-83.2026.8.10.0130 surgiu após uma denúncia enviada à Ouvidoria do MPMA. Além dos 13 temporários, o órgão informou que o município mantém oito agentes de trânsito contratados de forma precária, situação que pode contrariar a regra constitucional do concurso público.
A Prefeitura confirmou os números ao Ministério Público. Segundo o município, as contratações garantem a continuidade de serviços essenciais. A gestão também informou que avalia preencher cargos efetivos, levando em conta a disponibilidade orçamentária e os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Na ação, o MPMA pediu que o município apresente, em até 120 dias, um cronograma para o concurso e um estudo técnico sobre o quadro necessário. Também requereu a conclusão do certame em até 180 dias e a proibição de novas contratações temporárias para essas funções, sob multa diária de R$ 1 mil.
O juiz Camus Soares Pinheiro, da Vara Única da comarca, destacou a diferença entre o número de efetivos e temporários. Porém, não decidiu de imediato sobre a liminar.
Antes de analisar o pedido, determinou que a Prefeitura seja ouvida e deu prazo de 72 horas para o município se manifestar.
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