
Uma grande movimentação política chacoalhou a estrutura do Governo do Maranhão neste final de semana. O deputado federal Duarte Júnior (Avante) anunciou a entrega de todas as indicações do seu grupo político na administração estadual. O movimento culminou no desligamento de sua esposa, a advogada Karen Barros, da presidência do Procon Maranhão, encerrando um ciclo de quatro anos à frente do órgão durante a gestão do governador Carlos Brandão (MDB).
Despedida e desabafo nas redes sociais
Em pronunciamento oficial publicado nas redes sociais na última sexta-feira (1º), Karen Barros confirmou seu desligamento e atribuiu a saída a episódios de perseguição política e desrespeito que, de acordo com seu relato, passaram a afetar diretamente seus familiares.
“A política, a perseguição e o desrespeito atingiram quem eu amo. O preço disso tudo é muito alto. Nenhuma missão pode custar a paz da nossa família”, declarou a advogada.
A declaração faz alusão ao recente impasse em que o Avante negou legenda para que Duarte Júnior disputasse uma vaga no Senado Federal nas próximas eleições.
Rompimento e entrega de cargos
No sábado (1º), em reunião com apoiadores e indicados do seu grupo na administração pública, Duarte Júnior formalizou a decisão de abrir mão de centenas de cargos na estrutura do Executivo estadual. A medida sinaliza um reposicionamento político do parlamentar, desocupando espaços estratégicos que vinham sendo mantidos na gestão de Brandão.
Balanço da gestão no Procon-MA
Ao fazer um balanço de sua trajetória, Karen Barros enfatizou a expressiva expansão da rede Viva/Procon pelo estado:
Início da gestão: 50 unidades distribuídas em 34 municípios.
Cenário atual: 134 unidades presentes em 124 cidades (sendo dez na capital, São Luís, e duas em São José de Ribamar).
A projeção à frente do órgão maranhense rendeu a Karen destaque nacional, levando-a a ser eleita presidente da Associação Brasileira de Procons (Procons Brasil).
Ao se despedir, a ex-presidente ressaltou que deixa o cargo de “cabeça erguida”, com a consciência tranquila e sem qualquer investigação ou registro que comprometa sua carreira profissional. Ela agradeceu aos servidores, parceiros e consumidores maranhenses e afirmou que seguirá atuando na advocacia e na defesa dos direitos dos cidadãos, independente de ocupar cargos públicos.
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Dois maranhenses disputarão a Presidência da República nas eleições de 2026. Hertz Dias, do PSTU, e Edmilson Costa, do PCB, tiveram as candidaturas oficializadas em convenções nacionais realizadas em São Paulo.
Professor da rede pública e rapper, Hertz Dias foi confirmado pelo PSTU na sexta-feira (31), tendo Vanessa Portugal como candidata a vice-presidente. Ele já disputou o Governo do Maranhão e foi candidato a vice-presidente em 2018, na chapa encabeçada por Vera Lúcia.
Já Edmilson Costa, natural do município de Pedreiras, foi homologado pelo PCB no sábado (1). Doutor em Economia e secretário-geral da legenda, ele concorrerá ao lado da professora Cleusa Santos. Em 2010, Edmilson disputou a Vice-Presidência na chapa de Ivan Pinheiro.
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Trabalhadores que prestam serviços no Hospital Veterinário Municipal de São Luís como vigilantes e profissionais e outras áreas iniciaram uma greve na manhã desta segunda-feira (3). Segundo o sindicato da categoria, os funcionários acumulam dois meses de salários atrasados e três meses sem receber o tíquete-alimentação.
“Como vive um pai de família desse? Como é que está o psicológico do trabalhador que tem que pagar água, luz e telefone?”, questionou um representante do Sindicato dos Vigilantes do Maranhão (SindVig-MA).
O sindicato afirma ter procurado o Instituto Transformar e a empresa Brantex, mas nenhuma solução teria sido apresentada. A categoria também cobra providências da Prefeitura de São Luís, responsável pelo serviço.
Os trabalhadores pretendem permanecer de braços cruzados até a regularização dos pagamentos. “Trabalhador trabalha, tem que receber seu salário em dia”, declarou o sindicalista.
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Um avião bimotor , de matrícula PT-WRV, foi o responsável por transportar nessa sexta-feira (31) o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), da capital maranhense para Balsas, pousando no Aeroporto Prefeito Renato Moreira.
A aeronave, que chamou atenção da mídia, pertence à empresa F de A S Campos e Cia LTDA, razão social do Posto Julia Campos, rede de propriedade do prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB), segundo apurou o blog do Antônio Martins.

De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o avião não é autorizado para operar com serviço de táxi aéreo. Por conta disso, se descarta a possibilidade de que jatinho executivo tenha sido alugado pela equipe de Braide, para o transporte do ex-prefeito ludovicense entre as cidades do interior do estado durante a pré-campanha e a campanha.
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O juiz Paulo Afonso Cavichioli Carmona, da 7ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, homologou um acordo entre o Banco de Brasília e o advogado Daniel de Faria Jerônimo Leite, procurador do Município de São Luís, apontado como possível “figura instrumental” de Daniel Vorcaro e do Banco Master. As informações são do Metrópoles.
Segundo investigação da Kroll, contratada pelo BRB, Daniel Leite adquiriu 10,6 milhões de ações do banco, avaliadas em R$ 90,5 milhões. A operação teria sido financiada por um empréstimo de R$ 93,7 milhões concedido pela Qista, empresa apontada como integrante do ecossistema do Master.
Segundo o Metrópoles, a investigação considerou a aquisição incompatível com o patrimônio do procurador e levantou a suspeita de que ele teria sido usado como “laranja” para permitir que o grupo de Vorcaro obtivesse participação relevante no BRB sem revelar os verdadeiros donos das ações.
O BRB acionou a Justiça para recuperar os papéis e cobrar prejuízos das pessoas e empresas envolvidas no chamado “círculo econômico investigado”. No acordo, assinado em abril, Daniel Leite se comprometeu a devolver as ações e, em troca, foi retirado do processo.
Antes da negociação, o procurador havia afirmado à Justiça que não possuía relação com o Banco Master nem com os demais réus. Na decisão, o juiz determinou que a B3 efetive a transferência das ações para o BRB e extinguiu o processo em relação a Daniel Leite.
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