
Um relatório da organização ambiental Mighty Earth apontou riscos socioambientais na cadeia de carne bovina comercializada nas unidades do Grupo Mateus. A investigação analisou mais de 400 produtos coletados em 38 lojas da rede e classificou 40% da amostra como “ruim” ou “muito ruim” em critérios relacionados a desmatamento, fiscalização, transparência e trabalho análogo à escravidão. As informações são do Brasil de Fato.
O levantamento teria identificado nove frigoríficos com relações diretas ou indiretas com propriedades incluídas na lista suja do trabalho escravo. Três das unidades citadas pertencem à multinacional JBS.
A ferramenta de rastreamento da ONG também encontrou 5.147 hectares desmatados na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal potencialmente associados à cadeia de fornecedores do grupo entre 2024 e 2025.
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Mais de 100 cruzes foram colocadas em frente ao Hospital da Criança, em São Luís, na manhã desta quinta (16). O protesto reuniu familiares e apoiadores para cobrar respostas sobre mortes nas UTIs pediátricas.
O Ministério Público do Maranhão, a Defensoria Pública, o Ministério da Saúde e o Ministério Público Federal apuram denúncias sobre o funcionamento das unidades.
Segundo informações apresentadas ao MPMA, o hospital registrou 113 mortes em 2025, sendo 101 nas três UTIs pediátricas. As denúncias afirmam que o aumento ocorreu após a contratação do Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), em outubro de 2025.
O Ministério Público também informou que o contrato teria reduzido recursos e o número de médicos previstos.
O IBMED negou as irregularidades e afirmou que mais de 20 médicos atuam nas UTIs. Além disso, profissionais ouvidos nas investigações disseram que recusaram permanecer na equipe por considerarem insuficiente o número de médicos.
Familiares também relataram falta de medicamentos, demora em exames e dificuldades no acompanhamento dos pacientes.
A Prefeitura de São Luís declarou que o DenaSUS realiza auditoria e que todas as mortes são notificadas oficialmente. O município informou ainda que não houve aumento expressivo de óbitos, mas sim uma variação de 112 para 117 casos entre 2024 e 2025, e afirmou que as UTIs atendem às exigências da Anvisa.
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta (16), a segunda fase da Operação R2 para investigar um esquema de fraude no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED).
A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Barretos, Paragominas e Imperatriz. Os policiais apreenderam celulares durante a operação.
Segundo a PF, três médicos são suspeitos de contratar pessoas para fazer a prova no lugar deles. A investigação aponta que o grupo usava documentos de identidade falsificados para permitir a fraude.
Além disso, outros três médicos são investigados por supostamente recrutar candidatos interessados no esquema. Os nomes não foram divulgados e todos respondem em liberdade.
A nova fase da investigação é um desdobramento da Operação R1, realizada em outubro de 2025. Na ocasião, a Polícia Federal prendeu oito pessoas em flagrante durante a aplicação da prova em Juiz de Fora. Portanto, as investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer como a organização criminosa atuava.
De acordo com a PF, o grupo transmitia respostas por dispositivos eletrônicos, como minicelulares e relógios inteligentes. Além disso, contratava “laranjas” para realizar a prova com documentos falsificados. Os candidatos envolvidos pagariam até R$ 140 mil em caso de aprovação.
O ENAMED avalia estudantes e médicos e também pode ser usado na seleção para programas de residência médica.
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O ex-prefeito de Codó, José Francisco Lima Neres, ingressou com uma ação anulatória na 1ª Vara da Comarca do município para tentar invalidar o Decreto Legislativo nº 13/2024, que resultou na cassação de seu mandato. No processo nº 0804676-89.2026.8.10.0034, a defesa também requereu a concessão de tutela provisória de urgência, pedindo que os efeitos da cassação sejam suspensos até o julgamento definitivo da ação.
Na petição, protocolada em 1º de julho, o ex-prefeito sustenta que, embora seu mandato tenha se encerrado em 31 de dezembro de 2024, a cassação continua produzindo efeitos jurídicos, especialmente a inelegibilidade prevista na Lei Complementar nº 64/1990, que poderá alcançar futuras eleições. A ação também questiona a legalidade do procedimento que culminou na perda do mandato, apontando supostos vícios processuais, cerceamento de defesa e irregularidades na condução da Comissão Processante e da sessão de julgamento da Câmara Municipal.
No pedido liminar, a defesa argumenta que a manutenção dos efeitos do decreto legislativo pode causar prejuízos de difícil reparação, razão pela qual solicita uma decisão urgente suspendendo a eficácia da cassação enquanto o mérito da ação é analisado pela Justiça. O magistrado responsável pelo caso ainda não apreciou o pedido de tutela de urgência.
Uma eventual concessão da liminar terá caráter provisório e não representará uma decisão definitiva sobre a validade da cassação. A medida poderá ser revista ou revogada ao longo da tramitação do processo, cabendo ao julgamento do mérito definir, em definitivo, se o Decreto Legislativo nº 13/2024 será mantido ou anulado. Até lá, a expectativa permanece voltada para a decisão inicial da 1ª Vara de Codó sobre o pedido de urgência formulado pelo ex-prefeito.
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O defensor público Davi Rafael Silva Veras, titular do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente de São Luís, afirmou nesta quarta-feira (15) que a Defensoria Pública identificou ainda em julho de 2025 uma série de inconformidades no processo de contratação da empresa responsável pela UTI pediátrica do Hospital da Criança. Segundo ele, os alertas antecipavam problemas que agora são investigados por diferentes órgãos.
Entre os pontos questionados estavam o número reduzido de profissionais, a possibilidade de contratação de médicos sem especialização em pediatria e a previsão de apenas um coordenador técnico. Davi Veras declarou ainda que a empresa vencedora da licitação não possuía equipe pronta e tentou absorver médicos que já trabalhavam na unidade.
O defensor também revelou a existência de informações preliminares sobre supostos erros na administração de medicamentos. “Temos informações preliminares que até medicações foram colocadas de forma equivocada em crianças”, afirmou. Segundo ele, será necessário analisar prontuários e individualizar cada caso antes de estabelecer responsabilidades de gestores ou profissionais de saúde.
Davi Veras declarou que uma intervenção federal, estadual ou judicial no Hospital da Criança não está descartada caso as falhas não sejam corrigidas.
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