
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Farândola, com o objetivo de desarticular esquema de caixa dois eleitoral e de corrupção eleitoral no município de Caxias.
A investigação revelou que recursos não contabilizados foram utilizados para financiar o oferecimento de vantagens ilícitas e a realização de gastos paralelos por candidatos durante o pleito eleitoral.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela 19ª Zona Eleitoral, com diligências realizadas nos municípios de Caxias/MA e de São Luís/MA. O esquema investigado baseava-se na atuação de um operador financeiro interposto, responsável por receber e por distribuir valores a mando de candidatos eleitos ao cargo de vereador durante o pleito de 2024.
O objetivo das medidas é a apreensão de dispositivos eletrônicos, de documentos, de registros contábeis informais, de valores em espécie e de outros elementos capazes de comprovar a origem e a destinação dos recursos ocultos.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral e de corrupção eleitoral.

O líder do União Brasil na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas Fernandes (MA), reafirmou que a bancada do partido é favorável à redução da maioridade penal e não pretende abrir mão do tema nas discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que deve ser analisada pela Câmara nesta semana.
Em manifestação nas redes sociais, o parlamentar destacou que o partido está unido em torno da defesa da medida. Segundo ele, o debate sobre a responsabilização de adolescentes envolvidos em crimes graves precisa ser enfrentado com firmeza. “É um tema que precisa ser tratado com responsabilidade e coragem. O União Brasil está fechado nessa posição, defendendo medidas mais efetivas para fortalecer a segurança pública no país”, afirmou.
A proposta em discussão na Câmara prevê que a população brasileira seja consultada, por meio de plebiscito em 2028, sobre a possibilidade de reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes cometidos com violência ou grave ameaça. A medida foi incluída no relatório apresentado pelo deputado Mendonça Filho (União-PE).
O trecho, no entanto, gerou divergências entre os parlamentares. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), criticou a inclusão da proposta no texto e defendeu que o tema não faz parte da ideia original da PEC, que trata da criação de uma política nacional de enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, a mudança também não passou pela análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) durante a fase de admissibilidade.
Diante das divergências, Mendonça Filho se reuniu com lideranças partidárias para buscar um acordo em torno da proposta. Durante as negociações, integrantes do PT pediram a retirada do trecho que trata da maioridade penal, enquanto o União Brasil mantém posição contrária à exclusão do dispositivo.
A participação do partido nas articulações é considerada estratégica, já que o União Brasil possui uma das maiores bancadas da Câmara, com 58 deputados. A expectativa entre os líderes é de que o texto seja ajustado antes da votação em plenário, prevista inicialmente para esta semana.
O MDB anunciou o lançamento da pré-candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, para o Governo do Maranhão.
O evento, que vai ocorrer num sábado, dia 14 de março, no Multicenter Sebrae, deve contar com a presença de dez partidos, além do MDB, e com políticos nacionais.
O convite do MDB “Por Todo Maranhão: União, Trabalho e Evolução” já está sendo distribuído, inclusive com a logomarca das dez legendas que irão marcar presença no evento. O detalhe foi a ausência da logomarca do PT, que apesar de fazer parte da gestão do governador Carlos Brandão, ainda não se posicionou oficialmente sobre o caminho nas eleições de 2026 no Maranhão. No entanto, vários petistas devem marcar presença.
O deputado Catulé Júnior (PP) usou a tribuna da ALEMA, nesta quarta-feira (4), para cobrar a responsabilização pela má qualidade do serviço de recuperação asfáltica realizado na MA-034, rodovia que liga o município de Caxias ao povoado Baú e serve como importante corredor de ligação para cidades da região leste do estado.
O parlamentar relembrou que, em agosto do ano passado, esteve na própria tribuna celebrando a recuperação da estrada, fruto de indicação apresentada por ele ao Governo do Estado. Na ocasião, Catulé Júnior destacou a importância estratégica da via para a mobilidade regional.
No entanto, a situação atual da rodovia é motivo de indignação. Catulé relatou que utilizou a via no último domingo (1) e constatou pessoalmente o estado precário da estrada. “A minha grande decepção é que aquela estrada está imprestável, semelhante, como a gente diz popularmente, a uma tábua de pirulito. É inconcebível que um serviço público realizado em agosto, agora no início do ano, já esteja tão comprometido”, afirmou.
Catulé Júnior informou que já comunicou formalmente o problema ao secretário de Infraestrutura do Maranhão, Aparício Bandeira, enviando inclusive registros fotográficos que mostram as condições atuais da via.
O deputado também pretende levar o caso ao conhecimento do governador Carlos Brandão. “Tenho certeza absoluta que o governador não tem conhecimento de como esse serviço foi prestado”, ressaltou.
Além da cobrança por providências, o parlamentar solicitou informações à Secretaria de Infraestrutura sobre qual empresa foi responsável pela obra e qual o valor pago pelo serviço. “Acredito que uma empresa que presta um serviço tão ruim como aquele deve ser banida do serviço público e não deve mais ser contratada para fazer nenhum serviço para o Estado do Maranhão”, declarou.

A Polícia Federal deflagrou a Operação “Tá na Conta”, visando desarticular esquema criminoso de corrupção eleitoral e violência política contra a mulher no município.
A operação policial é um desdobramento da análise de materiais apreendidos na fase anterior da investigação.
Ao todo, foram cumpridos 07 Mandados de busca e apreensão, expedidos pela 19ª Zona Eleitoral, abrangendo endereços residenciais e órgãos públicos, com diligências realizadas em Caxias/MA e Teresina/PI. Entre os investigados estão 02 agentes públicos.
As investigações apontam que lideranças políticas locais atuavam como autores intelectuais no oferecimento de vantagens ilícitas para que candidatos adversários desistissem de suas candidaturas. O objetivo era desestabilizar partidos oponentes e burlar a cota de gênero, forçando a renúncia de candidatas mulheres para inviabilizar chapas inteiras.
Mensagens interceptadas revelam que os investigados chegaram a oferecer R$ 50.000,00 e promessas de cargos públicos para que uma única candidata renunciasse ao pleito.
Evidências mostram que os chefes do esquema acompanhavam as investidas dos “executores” em tempo real, recebendo fotos das residências das vítimas durante as tentativas de suborno.
Foram autorizadas as apreensões de valores em espécie, dispositivos eletrônicos e documentos.
Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção eleitoral e assédio eleitoral contra mulheres.
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