Ônibus quebrados motivam manifestação e interdição de terminal

Usuários do transporte público interditaram, na manhã desta quinta-feira (25), o Terminal do São Cristóvão, em São Luís, para cobrar mais ônibus na zona rural da capital e reclamam dos veículos em condições precárias.

Os moradores das comunidades Tajipuru, Mato Grosso, Coquilho, Caracueira e Conceição pedem socorro e relatam diversos problemas: ônibus ficando no “prego” constantemente, ônibus rodando sem porta, longa espera nas paradas e outros.

Durante o protesto, manifestantes bloquearam duas entradas do terminal e exibiram cartazes com reclamações sobre a precariedade do transporte público.

A mobilização reúne passageiros que denunciam dificuldades para se deslocar diariamente para o trabalho, escola e demais compromissos devido à redução da frota que atende a região.

O protesto provocou impactos na circulação de passageiros e veículos no Terminal do São Cristóvão durante a manhã. Por causa da manifestação, quem esperava ônibus no terminal teve que procurar o transporte alternativo ou carros/motos de aplicativos para conseguir se deslocar.

Em nota, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informou que uma equipe técnica esteve no local, dialogando com os manifestantes e que agendou uma reunião para a próxima semana junto à comunidade e a presença do consórcio responsável, visando o encaminhamento e a tratativa das questões apresentadas.

Leia a nota da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) na íntegra: 

“A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa que uma equipe técnica esteve no local, dialogando com os manifestantes, a fim de compreender as reivindicações apresentadas. As linhas afetadas são de responsabilidade operacional do Consórcio Upaon-açu, que foi devidamente notificado para adotar as providências cabíveis.

Em resposta às demandas identificadas, a Secretaria agendou uma reunião para a próxima semana, com a realização de oitivas junto à comunidade e a presença do consórcio responsável, visando o encaminhamento e a tratativa das questões apresentadas.”

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Investigação contra Josimar teve origem com prisão de Eduardo DP

A operação Afluente da Polícia Federal (PF) contra o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), que ocorreu nesta quinta-feira, 25, tem origem em uma investigação que começou ainda em 2022 quando houve a prisão do empresário Eduardo Barros, conhecido como Eduardo DP.

A operação Odoacro contra Eduardo DP tem relação com desvio de recursos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Na ocasião, o empresário foi preso e mais de R$ 1 milhão em espécie foram apreendidos com ele.

Segundo as informações, nesta operação, o celular de Eduardo DP foi apreendido e nele a polícia descobriu conversas dele com o deputado Josimar de Maranhãozinho. A partir de então, o parlamentar começou a ser investigado.

Da operação de 2022 também nasceram as investigações contra outro parlamentar maranhense, Juscelino Filho (PSDB), já denunciado pela Procuradoria Geral da República por desvio de recursos de emendas parlamentares.

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TJ dá 10 dias para Brandão explicar omissão em nomeações na vice

O desembargador Paulo Velten, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), solicitou nessa segunda-feira (22) que o governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), envie explicações sobre suposta omissão referente à apreciação e deliberação de processos administrativos de exoneração e nomeação de servidores na vice-governadoria. A manifestação deverá ser enviada em dez dias.

A decisão do magistrado foi motivada por um mandado de segurança impetrado na qual o vice-governador Felipe Camarão (PT) acusa o chefe do Executivo de manter cargos vagos, o que estaria dificultando a recomposição da equipe de assessores e prejudicando o andamento das atividades institucionais da Vice-Governadoria.

Em decisão publicada ontem, o desembargador também determinou que seja dada ciência do mandado de segurança à Procuradoria Geral do Estado (PGE), para que, caso deseje, possa ingressar no feito. “Ultimadas essas providências e esgotados os prazos concedidos, autos conclusos para apreciação do pedido liminar”, destacou.

Baixe a decisão

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Obras em Mata Roma e Chapadinha são alvos no Ministério Público

O Ministério Público do Maranhão abriu um Procedimento Administrativo para acompanhar obras da educação que estão paradas ou sem previsão de conclusão em Chapadinha e Mata Roma. A medida foi adotada pelo promotor Carlos Rafael Fernandes Bulhão e publicada em 18 de junho de 2026. O objetivo é fiscalizar a retomada dos empreendimentos.

A investigação acompanha obras incluídas no Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação. Entre elas está a cobertura da quadra do Centro Educacional Raimundo Araújo, em Chapadinha. Segundo o Ministério Público, a obra chegou a apenas 23,09% de execução. Portanto, ainda está longe de ser concluída.

Além disso, o procedimento monitora a construção de uma escola com 12 salas no povoado Bom Sucesso, em Mata Roma. Conforme a apuração, a obra ainda depende da autorização da licitação e da definição dos recursos necessários para começar.

O promotor informou que o prazo da Notícia de Fato terminou. Por isso, o caso passou para Procedimento Administrativo, que permite acompanhamento contínuo. O Ministério Público pediu que a Seduc informe, em até 30 dias, se firmou novo termo com o FNDE para retomar a obra da quadra.

Também solicitou atualização sobre a escola de Mata Roma, incluindo a situação da licitação e da dotação orçamentária.

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TCE-MA investiga concurso da Guarda Municipal de Santo Amaro

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) abriu investigação sobre o concurso da Guarda Municipal de Santo Amaro do Maranhão após receber uma denúncia encaminhada à Ouvidoria da Corte.

O caso questiona o número de candidatos nomeados depois da conclusão de todas as etapas do certame, incluindo o Teste de Aptidão Física (TAF).

Segundo a denúncia, a Prefeitura nomeou apenas cinco candidatos aprovados, apesar da existência de vagas previstas e da necessidade de reforço no efetivo da Guarda Municipal. Por isso, o TCE instaurou procedimento para verificar se houve irregularidades na condução do concurso e na convocação dos aprovados.

O procedimento tem como alvo a gestão do prefeito Leandro Oliveira da Silva e é relatado pelo conselheiro Marcelo Tavares Silva. Após a fase inicial da apuração, o gestor foi citado oficialmente em 1º de junho de 2026 para apresentar esclarecimentos no prazo de 30 dias.

Antes do fim desse prazo, a defesa do prefeito pediu prorrogação, em 16 de junho, com base na legislação do TCE. Então, o relator concedeu mais 30 dias para a apresentação da manifestação. A decisão foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do TCE-MA em 17 de junho de 2026.

O Tribunal ainda não analisou o mérito da denúncia. A investigação segue em andamento para verificar se a Prefeitura cumpriu as normas legais e os princípios da administração pública ao realizar as nomeações.

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