
O deputado Federal Duarte Júnior (PSB) subiu o tom, em entrevista à Band News, contra o que chamou de “relações promíscuas” entre parlamentares e o setor financeiro, após revelações de dados colhidos pela PF diretamente do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master.
O foco das críticas foi a atuação do senador Ciro Nogueira (PP) e sua suposta ligação com o empresário alvo da operação Compliance Zero.
Segundo o parlamentar, a quebra de sigilo de mensagens revelou uma proximidade alarmante entre o senador e Vorcaro. Duarte Júnior destacou a apresentação, pelo piauiense, de uma emenda a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que, segundo ele, não guardava relação temática com o texto original, mas beneficiava diretamente o Banco Master.
A medida, se aprovada, permitiria que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aumentasse o teto de garantia para aplicações, saltando de R$ 250 mil para mais de R$ 1 milhão. “O Ciro Nogueira é um senador da República, não um assessor de um banqueiro, não um despachante de luxo, um office-boy de luxo, de um banqueiro”, disparou o deputado.
Questionado sobre o possível constrangimento de investigar colegas parlamentares na CPMI, Duarte Júnior foi enfático ao afirmar que sua prioridade é o interesse público e o combate à corrupção:
”Não contem comigo para fazer aliança com o crime ou para agir como um alienado. Ser aliado é diferente de ser alienado. Meu compromisso é com quem votou em mim e com a transparência pública.”
As conversas obtidas mostram Vorcaro celebrando a aprovação da emenda em grupos de mensagens, o que, para o deputado, reforça a tese de que a função legislativa foi utilizada para fins privados. Duarte Júnior defende que a CPMI deve avançar sobre esses nomes, independentemente do cargo que ocupam, para assegurar que o Congresso não seja “refém de ideologias ou interesses corporativistas”.
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Alguns presidentes de subseções da OAB-MA iniciaram uma articulação visando o imediato afastamento do atual presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Maranhão (CAAMA), Gustavo Mamede, devido à completa ingovernabilidade no comando do órgão focado em oferecer benefícios, serviços de saúde, convênios e apoio à advocacia e seus dependentes.
De acordo com as informações, alguns advogados do interior do estado estão criticando retiradas de serviços importantes que beneficiavam a classe. É o caso, por exemplo, de Imperatriz onde o representante da CAAMA na região sugeriu o fim do atendimento com fisioterapeuta.
“Se a intenção é fortalecer a CAAMA, que se ampliem os serviços – não que se retirem conquistas já consolidadas. A advocacia merece avanço, não retrocesso”, desabafou um causídico indignado com a atual gestão da caixa, conforme informações obtidas pelo blog do Antônio Martins.
Nos bastidores, alguns causídicos suspeitam que um pedido de licença do presidente estadual da Ordem, Kaio Saraiva, pode ter sido uma estratégia para evitar esse período turbulento na gestão do aliado no comanda da CAAMA. Neste mês, a advogada Tatiana Maria Pereira Costa, vice-presidente da instituição, vai comandar a Seccional interinamente.
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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Farândola, com o objetivo de desarticular esquema de caixa dois eleitoral e de corrupção eleitoral no município de Caxias.
A investigação revelou que recursos não contabilizados foram utilizados para financiar o oferecimento de vantagens ilícitas e a realização de gastos paralelos por candidatos durante o pleito eleitoral.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela 19ª Zona Eleitoral, com diligências realizadas nos municípios de Caxias/MA e de São Luís/MA. O esquema investigado baseava-se na atuação de um operador financeiro interposto, responsável por receber e por distribuir valores a mando de candidatos eleitos ao cargo de vereador durante o pleito de 2024.
O objetivo das medidas é a apreensão de dispositivos eletrônicos, de documentos, de registros contábeis informais, de valores em espécie e de outros elementos capazes de comprovar a origem e a destinação dos recursos ocultos.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral e de corrupção eleitoral.

O líder do União Brasil na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas Fernandes (MA), reafirmou que a bancada do partido é favorável à redução da maioridade penal e não pretende abrir mão do tema nas discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que deve ser analisada pela Câmara nesta semana.
Em manifestação nas redes sociais, o parlamentar destacou que o partido está unido em torno da defesa da medida. Segundo ele, o debate sobre a responsabilização de adolescentes envolvidos em crimes graves precisa ser enfrentado com firmeza. “É um tema que precisa ser tratado com responsabilidade e coragem. O União Brasil está fechado nessa posição, defendendo medidas mais efetivas para fortalecer a segurança pública no país”, afirmou.
A proposta em discussão na Câmara prevê que a população brasileira seja consultada, por meio de plebiscito em 2028, sobre a possibilidade de reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes cometidos com violência ou grave ameaça. A medida foi incluída no relatório apresentado pelo deputado Mendonça Filho (União-PE).
O trecho, no entanto, gerou divergências entre os parlamentares. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), criticou a inclusão da proposta no texto e defendeu que o tema não faz parte da ideia original da PEC, que trata da criação de uma política nacional de enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, a mudança também não passou pela análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) durante a fase de admissibilidade.
Diante das divergências, Mendonça Filho se reuniu com lideranças partidárias para buscar um acordo em torno da proposta. Durante as negociações, integrantes do PT pediram a retirada do trecho que trata da maioridade penal, enquanto o União Brasil mantém posição contrária à exclusão do dispositivo.
A participação do partido nas articulações é considerada estratégica, já que o União Brasil possui uma das maiores bancadas da Câmara, com 58 deputados. A expectativa entre os líderes é de que o texto seja ajustado antes da votação em plenário, prevista inicialmente para esta semana.
O MDB anunciou o lançamento da pré-candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, para o Governo do Maranhão.
O evento, que vai ocorrer num sábado, dia 14 de março, no Multicenter Sebrae, deve contar com a presença de dez partidos, além do MDB, e com políticos nacionais.
O convite do MDB “Por Todo Maranhão: União, Trabalho e Evolução” já está sendo distribuído, inclusive com a logomarca das dez legendas que irão marcar presença no evento. O detalhe foi a ausência da logomarca do PT, que apesar de fazer parte da gestão do governador Carlos Brandão, ainda não se posicionou oficialmente sobre o caminho nas eleições de 2026 no Maranhão. No entanto, vários petistas devem marcar presença.