Irmão de Rildo Amaral tem pedido negado para ser candidato no PV

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) negou pedido de liminar apresentado por Flamarion de Oliveira Amaral, irmão de Rildo Amaral (PP), e Jacimar Dias de Sousa Jovencio para que fossem incluídos nas vagas remanescentes da chapa de candidatos a deputado estadual da Federação Brasil da Esperança. Eles são filiados ao Partido Verde (PV).

A decisão monocrática foi proferida pelo juiz eleitoral Neian Milhomem Cruz, após parecer no mesmo sentido emitido pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Os dois requerentes haviam solicitado que a federação, formada por PT, PCdoB e PV, fosse obrigada a analisar, no prazo de 72 horas, o pedido de inclusão dos nomes na nominata.

Eles também pediram a suspensão da deliberação da Federação Brasil da Esperança que, em 4 de agosto, não conheceu do recurso apresentado, além da reserva imediata de duas vagas na chapa proporcional.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou que a convenção estadual do Partido Verde, realizada em 1º de agosto, decidiu expressamente não apresentar candidatos a deputado estadual. A legenda optou por concentrar seus esforços na disputa por vagas na Câmara Federal.

Segundo a decisão, Flamarion manifestou discordância durante a convenção, e sua posição foi registrada na ata partidária. O relator considerou, entretanto, que a definição sobre o lançamento de candidaturas integra a autonomia dos partidos políticos.

Neian Milhomem afirmou que a Justiça Eleitoral somente pode intervir em disputas internas quando houver ilegalidade manifesta. Para o magistrado, não cabe ao Judiciário substituir a avaliação política feita pela legenda sobre a conveniência e a viabilidade de lançar candidaturas.

O juiz também ressaltou que a participação do PV na Federação Brasil da Esperança não retira da legenda a autonomia para escolher seus representantes. Na avaliação do relator, a direção da federação não pode criar ou impor candidaturas rejeitadas pela convenção do partido ao qual os interessados estão filiados.

A decisão acrescenta que a filiação partidária, a postulação interna e a existência de vagas remanescentes não garantem direito automático à candidatura. Para ocupar uma vaga, é necessária a indicação válida do órgão partidário competente.

“Não vislumbro a presença da probabilidade do direito sustentado pelos autores”, afirmou o relator ao indeferir a tutela de urgência.

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CRM-MA diz que não ajudou a elaborar edital do Hospital da Criança

O CRM-MA informou que não participou da elaboração do seletivo aberto pela Semus para contratar médicos temporários para o Hospital da Criança, em São Luís. O processo busca reforçar as três UTIs pediátricas. O Conselho só entrou nas discussões após convite da secretaria, feito em julho.

Em agosto, representantes do CRM-MA e da Semus participaram de uma reunião. Então, ficou acertado que a secretaria enviaria a minuta do edital ao Conselho antes da publicação. A análise inclui qualificação profissional, titulação, Registro de Qualificação de Especialista, tamanho das equipes médicas e segurança do atendimento.

O CRM-MA confirmou que já recebeu a minuta. Comissões especiais e Câmaras Técnicas analisam o documento. Segundo o Conselho, o objetivo é contribuir para valorizar os médicos, manter escalas regulares e aumentar a segurança das crianças internadas na unidade.

O seletivo oferece 59 vagas imediatas e outras 118 para cadastro de reserva. Há oportunidades para plantonistas de UTI pediátrica, médicos rotineiros, coordenadores e responsáveis técnicos. A Semus fará a seleção pela análise de títulos e da experiência profissional dos candidatos.

A prefeitura abriu o processo após cobranças de órgãos de fiscalização. Ministério Público, polícia e Ministério da Saúde apuram denúncias sobre mortes e problemas estruturais nas UTIs. Além disso, auditorias identificaram falhas nas escalas médicas e cobraram reforço e substituição imediata do quadro técnico terceirizado.

Confira a íntegra da Nota do CRM-MA:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Maranhão, CRM-MA, esclarece à comunidade médica que não participou da elaboração do Edital de Processo Seletivo Simplificado 1/2026, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde de São Luís, SEMUS, destinado à contratação temporária de médicos para as Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital Dr. Odorico Amaral de Mattos, nem foi previamente consultado sobre o seu conteúdo.

Em 16 de julho de 2026, a Secretaria Municipal de Saúde convidou formalmente este Conselho a colaborar tecnicamente com o processo seletivo. O CRM-MA acolheu o convite e adotou as providências internas necessárias, entre elas a instituição de comissão especial de acompanhamento e a convocação de suas Câmaras Técnicas para exame da matéria.

Em reunião institucional realizada em 19 de agosto de 2026, na sede do Conselho, com representantes da Secretaria Municipal de Saúde, ficou ajustado que a minuta do próximo instrumento de seleção seria encaminhada ao CRM-MA antes da publicação, para análise técnica dos requisitos relacionados ao exercício da Medicina e à qualificação dos profissionais.

O compromisso foi cumprido. A minuta do novo edital já foi recebida por este Conselho e encontra-se sob análise das suas instâncias técnicas, que examinam as exigências de titulação e de Registro de Qualificação de Especialista, o dimensionamento das equipes e os requisitos necessários à segurança da assistência.

O CRM-MA esclarece que sua atuação tem caráter técnico e institucional, não substitui as competências administrativas da Secretaria Municipal de Saúde nem implica assunção de responsabilidade pela condução do processo seletivo.

O Conselho reafirma seu compromisso com a regularidade das escalas médicas, com a valorização dos médicos e com o atendimento seguro às crianças de São Luís.

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Precariedade no transporte escolar de São Luís vira alvo do MPMA

Discurso de uma capital “transformada” esbarra em problemas que continuam afetando diretamente a população.

Um ofício do Ministério Público do Maranhão expõe uma situação preocupante no transporte escolar da rede municipal, especialmente nas comunidades da Zona Rural da capital. No documento, a 5ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Educação de São Luís informou ter tomado conhecimento de “graves reclamações” relacionadas à precariedade das condições de trabalho e da remuneração dos monitores escolares que acompanham diariamente crianças nos ônibus do município. Saiba mais aqui.

Segundo o documento, há relatos de que a remuneração média desses profissionais estaria abaixo do salário mínimo nacional. O Ministério Público também aponta uma redução considerada “acentuada e injustificada” no quadro de monitores, situação que, segundo o órgão, seria resultado de um “reiterado abandono administrativo nos últimos anos”.

Crianças podem estar sendo transportadas sem acompanhamento suficiente

O problema ganha uma dimensão ainda mais grave porque os monitores são responsáveis pelo acompanhamento e monitoramento das crianças durante o trajeto entre suas residências e as escolas.

O próprio Ministério Público afirma que a insuficiência quantitativa de servidores para essa atividade “vulnerabiliza diretamente as crianças” durante o deslocamento diário e compromete o direito à educação com padrão de qualidade e segurança.

MP quer saber se os ônibus escolares oferecem segurança

Diante das denúncias, o Ministério Público requisitou à Secretaria Municipal de Educação informações detalhadas sobre a situação do serviço.

Entre os documentos cobrados estão os laudos de vistoria técnica emitidos pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes, a SMTT, para verificar as condições de segurança, manutenção preventiva e qualidade mecânica da frota de ônibus escolares utilizada pelo município.

O MPMA também quer saber quantos monitores efetivos estão atualmente em atividade, onde estão lotados, quais são suas jornadas e vencimentos e como esses profissionais estão distribuídos pelas rotas escolares da Zona Rural.

Além disso, a Prefeitura deverá informar quais empresas são contratadas para realizar o transporte escolar, quanto é gasto anualmente com o serviço e quantos monitores terceirizados estão trabalhando, incluindo suas respectivas rotas e remunerações.

Prefeitura terá 10 dias para responder

O Ministério Público estabeleceu prazo improrrogável de 10 dias para que a Secretaria Municipal de Educação apresente as informações solicitadas.

O objetivo, segundo o documento, é subsidiar eventual inquérito ou outras medidas destinadas a garantir a legalidade e proteger o direito à educação.

O ofício foi assinado pelo promotor de Justiça Lindonjonson Gonçalves de Sousa em 28 de agosto de 2026.

O problema que não pode ser escondido

O documento do Ministério Público coloca uma questão que precisa ser respondida pela administração municipal: enquanto o discurso oficial apresenta uma São Luís em transformação, como explicar problemas apontados pelo próprio MP em um serviço essencial que transporta diariamente crianças da rede pública?

Não se trata apenas de discutir números ou contratos. Trata-se da segurança de crianças que dependem do transporte escolar para chegar à sala de aula.

A população de São Luís merece saber em que condições esses ônibus estão circulando, se a frota passa pelas vistorias necessárias e se existe quantidade suficiente de profissionais para acompanhar os estudantes.

A “São Luís transformada” precisa ser mais do que discurso. Precisa aparecer na realidade de quem depende dos serviços públicos todos os dias.

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Petista é obrigado a apagar post que associava Lula a Orleans no MA

A Justiça Eleitoral determinou na sexta-feira (28) a remoção de uma postagem de Washington Oliveira (PT) no Instagram que associava Lula (PT) a Orleans Brandão (MDB). A determinação ocorreu após denúncia anônima enviada pelo Sistema Pardal.

Petista histórico e ex-secretário de Carlos Brandão (MDB), Macaxeira usou fotos de Lula e Orleans lado a lado para divulgar o “Sextou com Lula e Orleans”, promovido no Centro Histórico de São Luís.

O encontro reuniu setores do PT favoráveis ao emedebista, entre eles o ex-presidente estadual da legenda Francimar Melo, além de figuras históricas do partido e integrantes do movimento Juventude Com Orleans. O PT tem candidatura própria ao Palácio dos Leões, encabeçada por Felipe Camarão.

Na decisão, o desembargador José Nilo Ribeiro Filho afirmou que não havia demonstração de autorização de Lula para o uso da imagem nem manifestação de apoio a Orleans.

Para o magistrado, a peça poderia induzir o eleitor a uma percepção equivocada sobre o posicionamento político do presidente na disputa estadual.

O TRE-MA fixou prazo de 24 horas para o cumprimento da ordem e também oficiou a Meta para remover o conteúdo do Instagram.

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Fortuna de Ilson Mateus e família desaba R$ 6,4 bilhões, diz Forbes

A fortuna de Ilson Mateus Rodrigues e de seus dois filhos caiu R$ 6,4 bilhões em apenas um ano, segundo o novo ranking de bilionários brasileiros da revista Forbes, divulgado na sexta-feira (28). O patrimônio conjunto dos três ligados ao controle do Grupo Mateus passou de R$ 11,9 bilhões em 2025 para R$ 5,5 bilhões em 2026, uma redução de 53,8%.

O maior tombo foi justamente o do fundador do grupo. Ilson Mateus aparecia na lista de 2025 com patrimônio estimado em R$ 7,7 bilhões. Agora, a fortuna atribuída ao empresário caiu para R$ 3,5 bilhões, perda de R$ 4,2 bilhões, ou 54,5%, o suficiente para tirar o maranhense do Top 10 de bilionários brasileiros.

Os filhos Denilson Pinheiro Rodrigues e Ilson Mateus Rodrigues Júnior também perderam mais da metade de suas fortunas. Cada um possuía patrimônio estimado em R$ 2,1 bilhões no ano passado e aparece agora com cerca de R$ 1 bilhão. Os três continuam sendo os únicos empresários do Maranhão presentes no ranking de bilionários brasileiros. Maria Barros Pinheiro, que aparecia em 2025 com mais de R$ 2,3 bilhões, deixou a lista deste ano.

Nos últimos meses, o Grupo Mateus promoveu mais de seis mil desligamentos em seis estados, fechou unidades e adotou medidas de redução de custos e endividamento. Em junho, uma subsidiária do grupo também recebeu autuação de R$ 1,28 bilhão da Receita Federal, relacionada à tributação de créditos presumidos de ICMS.

O conglomerado maranhense ainda decidiu retirar a bandeira Mateus de Pernambuco, Paraíba e Alagoas, concentrando as operações nesses estados na marca Novo Atacarejo, adquirida no fim de 2024.

Confira a matéria completa aqui

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