
“Quem faz três gols pede música no Fantástico” é a regra criada, em 2007, pelo jornalista Tadeu Schmidt ao assumir o quadro de gols da rodada na atração da TV Globo, com o objetivo de inovar e engajar o público. Por isso, na visão de alguns luminenses, o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos é um ‘artilheiro musical’ e também já pode pedir música.
O mandatário luminense, indiciado pela Polícia Federal na Operação 18 Minutos pelo crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa no esquema de liberação de R$ 17 milhões em alvarás do Banco do Nordeste, também foi citado pela Revista Piauí por participação em novo esquema de corrupção envolvendo venda de sentenças – desta vez, com a Vale, maior mineradora do país.
Agora, Fred Campos voltou ao radar da Polícia Federal em nova fase da Operação Sem Desconto. A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apura um esquema de lavagem de dinheiro derivado de fraudes em descontos irregulares de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Além do prefeito, a operação cumpriu mandados contra outros investigados, entre eles o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz.
De acordo com a PF, esta etapa foca na identificação de movimentações financeiras e patrimoniais suspeitas. A suspeita é de que os investigados tenham utilizado pessoas físicas e jurídicas, contas de terceiros, empresas e transações em dinheiro vivo para ocultar a origem e o destino dos recursos. Durante as buscas, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que passarão por perícia.
A regra é clara: fez três gols, pede música! Com um ‘hat-trick’ em dois anos, Fred se tornou um ‘artilheiro musical’ e pode escolher uma música para tocar durante a exibição dos imprevistos. O leitor, que está atento a tudo, pergunta: qual seria a música mais adequada para representar essa situação?
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O presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Paulo Victor (PSB), anunciou, na sessão desta segunda-feira (3), que o Projeto de Lei Complementar Nº 0077/2026 – que institui a nova Lei de Zoneamento, Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo da capital maranhense – será discutido e votado na próxima segunda-feira, dia 10. Na ocasião, o presidente da Câmara destacou que o texto já passou por audiências públicas e que, atualmente, tramita na Comissão de Orçamento.
Paulo Victor ressaltou que o debate sobre o projeto foi ampliado antes da definição da pauta. “O projeto foi discutido em audiências públicas e agora está pronto para avançar”, afirmou. O presidente também destacou que o Legislativo buscou garantir espaço para contribuições durante a tramitação da proposta.
A tramitação do projeto tem sido marcada por debates e mudanças no cronograma. Após a aprovação em primeiro turno, a votação foi adiada para análise de mais de 130 emendas apresentadas pelos vereadores. O processo também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA).
Relator do projeto na Comissão de Orçamento, o vereador Raimundo Penha (PDT), afirmou, durante audiência pública realizada em julho, que ainda concluiria a análise das emendas. Entre as principais discussões está a alteração das regras para a Zona Rural.
Na ocasião, o parlamentar destacou a necessidade de visitas às comunidades, antes de finalizar o parecer sobre o texto. A ideia era ouvir moradores para saber suas realidades e como serão afetadas por essa medida. A iniciativa contou com apoio da Mesa Diretora e Procuradoria da Câmara, com suporte às visitas e estrutura administrativa.
Outra contribuição ao projeto foi apresentada pela vereadora Concita Pinto (PSB), que protocolou, também no mês passado, emenda supressiva e outra aditiva para proibir o uso de materiais, estruturas, equipamentos e técnicas construtivas hostis em espaços públicos, que afastem pessoas em situação de rua, idosos, crianças, jovens, pessoas com deficiência e outros grupos vulneráveis.
A atualização da legislação substitui a Lei Nº 3.253, em vigor desde 1992, e estabelece novas regras para o zoneamento urbano, o parcelamento, o uso e a ocupação do solo em São Luís. O texto complementa o Plano Diretor do Município e define parâmetros para a expansão urbana, áreas ambientais, adensamento de regiões próximas à orla e normas para a Zona Rural.
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O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) e o Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) realizaram, nesta terça-feira (5), uma vistoria no Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos, em São Luís, para verificar as medidas adotadas pela Prefeitura após as irregularidades apontadas em inspeções anteriores nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas.
A inspeção ocorreu após fiscalizações realizadas por órgãos como o Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), o Ministério Público e a Defensoria Pública, que investigam denúncias relacionadas ao funcionamento das UTIs e ao aumento de mortes de crianças na unidade.
Vistoria aponta adequações nas UTIs
Durante a inspeção, os órgãos constataram que as principais exigências sanitárias e técnicas apontadas anteriormente foram atendidas pela gestão municipal.
Entre as mudanças verificadas estão a retomada da gestão das três UTIs pelo Município, após o encerramento do contrato com o Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), o preenchimento das escalas de médicos plantonistas e diaristas durante 24 horas, o reforço das equipes de enfermagem e a contratação de mais fisioterapeutas para atender os leitos de terapia intensiva.
Segundo o promotor de Justiça Herbert Figueiredo, a vistoria também identificou que foi ampliado o número de médicos nas UTIs, corrigindo um dos principais problemas apontados pelos órgãos de fiscalização: o dimensionamento insuficiente das equipes e a realização de jornadas consideradas incompatíveis com a legislação trabalhista.
Investigação sobre mortes continua
Apesar das adequações identificadas durante a vistoria, as investigações sobre as mortes registradas no Hospital da Criança seguem em andamento.
De acordo com o Ministério Público, cada óbito continuará sendo analisado individualmente, por meio da avaliação dos prontuários médicos, para verificar se houve falhas na assistência prestada aos pacientes.
O promotor informou ainda que dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, indicam 71 mortes registradas na unidade entre janeiro e julho deste ano. No mesmo período, foram contabilizados 117 óbitos em 2024 e 123 em 2025, números que, segundo a análise do órgão, apontam uma tendência proporcional aos anos anteriores.
Caso motivou auditorias e denúncias
O Hospital da Criança passou a ser alvo de investigações após denúncias de familiares, profissionais de saúde e órgãos de controle sobre possíveis falhas no atendimento das UTIs pediátricas. Entre os problemas relatados estavam redução das equipes médicas, suposta atuação de profissionais sem a especialização exigida, falta de insumos e aumento no número de mortes de crianças.
As denúncias também levaram o Ministério da Saúde, por meio do DenaSUS, a realizar uma auditoria na unidade e motivaram investigações conduzidas pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública e pela Polícia Civil.
IBMED continua sendo investigada
Embora o contrato entre a Prefeitura de São Luís e o Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED) tenha sido encerrado, a empresa continuará sendo investigada para apurar se possuía condições técnicas e estruturais para assumir a gestão das UTIs pediátricas do Hospital da Criança.
Relembre o caso
O Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos passou a ser alvo de investigações após denúncias sobre a estrutura e o funcionamento das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas. Familiares, profissionais de saúde e órgãos de fiscalização relataram problemas como redução das equipes médicas, suposta atuação de profissionais sem a especialização exigida, falta de insumos e aumento no número de mortes de crianças.
Diante das denúncias, o Ministério da Saúde, por meio do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), realizou uma auditoria na unidade. O Ministério Público do Maranhão, a Defensoria Pública e a Polícia Civil também abriram procedimentos para apurar as circunstâncias dos atendimentos e dos óbitos registrados no hospital.
Após as fiscalizações, a Prefeitura de São Luís encerrou o contrato com o Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), responsável pela gestão das UTIs, e reassumiu a administração dos leitos. Entre as medidas anunciadas pela gestão municipal estavam a contratação de novos profissionais e a reorganização das escalas médicas.
Apesar das adequações verificadas na vistoria desta terça-feira (5), o Ministério Público informou que as investigações sobre as mortes continuam. Segundo o órgão, cada caso seguirá sendo analisado individualmente por meio dos prontuários médicos para verificar se houve falhas na assistência prestada aos pacientes.
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O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) oficializou, nesta terça-feira (4), a candidatura do ex-senador Roberto Rocha ao Governo do Maranhão durante convenção estadual realizada em São Luís.
Na chapa majoritária, o partido homologou o nome de Sidônio Gonçalves como candidato ao Senado. O nome do candidato a vice-governador foi apresentado durante o evento. A legenda também confirmou as candidaturas proporcionais para as eleições de 2026.
A convenção reuniu dirigentes partidários, filiados, apoiadores e lideranças políticas do PRTB.
Quem é Roberto Rocha
Roberto Coelho Rocha é administrador de empresas e empresário.
Foi deputado estadual, deputado federal por três mandatos, vice-prefeito de São Luís e senador da República pelo Maranhão entre 2015 e 2023.
Atualmente, preside o diretório estadual do PRTB e disputa o Governo do Maranhão nas eleições de 2026.
Declarações
Após ter a candidatura oficializada, Roberto Rocha afirmou que, se eleito, terá como prioridade o combate ao crime organizado, à violência e à pobreza no Maranhão. Segundo o candidato, a segurança pública será o principal eixo de sua gestão.
“Nós temos o objetivo… O primeiro é combater o crime organizado. É tolerância zero. Nós não podemos admitir que seja normal conviver com tanta bandidagem. Quando eu falo em combater a violência, é sob todos os aspectos: violência contra o ser humano de modo geral, mas violência contra a mulher, contra a criança, violência no meio rural, violência sob todos os aspectos. Nós temos compromisso inarredável com essa causa, a causa da segurança pública.”
Roberto Rocha também afirmou que pretende enfrentar a pobreza no estado e disse que decidiu disputar o Governo do Maranhão por entender que representa um campo político que, segundo ele, não estava contemplado na eleição.
“Nós temos o compromisso de atacar firmemente, combater firmemente a pobreza do Maranhão. Nós não podemos continuar vendo a política tirar proveito dessa pobreza. Isso é desumano, é cruel. Nós estamos aqui para entregar um mundo melhor para a próxima geração. Eu larguei uma candidatura de senador para enfrentar essa realidade do Maranhão, porque eu vi que não tinha opção capaz de levantar a bandeira dos que defendem a Deus, família, pátria e liberdade.”
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Familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) são alvos da nova fase da operação Sem Desconto deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (4). O advogado Willer Tomaz também figura entre os investigados. Inicialmente a PF (Polícia Federal) tinha divulgado que o parlamentar era alvo, mas a informação foi corrigida na sequência.
Os investigadores estão cumprindo 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e no Maranhão. Eles servem para apurar a suposta lavagem de dinheiro entre os fatos investigados na Operação Sem Desconto.
As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam utilizado pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.
As investigações pretendem esclarecer a origem e a destinação dos recursos, o objetivo dos repasses e a individualização das condutas dos investigados.
Advogado se manifesta
O advogado Willer Tomaz se manifestou por meio de nota e afirmou não ser investigado. Ele argumentou que foi alvo de mandado de busca e apreensão porque é dono de uma aeronave usada por Weverton Rocha.
Confira a íntegra da nota.
Willer Tomaz, advogado e empresário, esclarece que a diligência de busca e apreensão a que foi submetido nesta manhã decorre exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada, em caráter estritamente particular, pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público. Willer Tomaz não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal.
A disponibilização da aeronave teve caráter pessoal e amistoso, sem qualquer relação com os fatos investigados. O advogado reitera que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e confia na apuração serena dos fatos, certo de que sua conduta em nada se relaciona com o objeto da operação.
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