
Uma operação realizada nos Estados Unidos para localizar crianças desaparecidas reacendeu a esperança de famílias brasileiras que há meses convivem com a falta de respostas sobre o paradeiro de seus filhos. A ação, realizada no fim de agosto, localizou 163 crianças e adolescentes com idades entre dois meses e 17 anos, em diferentes regiões dos Estados Unidos, Porto Rico e outros 12 países, entre eles o Brasil.
Batizada de Operation Statewide Shield, a operação foi coordenada pelo Departamento de Aplicação da Lei da Flórida (FDLE) e durou cinco dias. As equipes utilizaram informações de inteligência, recursos tecnológicos e agentes especializados para identificar e localizar menores que estavam desaparecidos ou em situação de vulnerabilidade.
As crianças encontradas foram encaminhadas para serviços de proteção e atendimento especializado. Segundo as autoridades, parte delas estava em contextos relacionados a abuso, negligência, exploração e possíveis crimes envolvendo tráfico humano.
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, afirmou que a ação teve como foco retirar crianças de situações de risco e responsabilizar pessoas suspeitas de envolvimento nos crimes investigados.
Maioria dos resgates ocorreu na Flórida
A maior concentração de ocorrências foi registrada na Flórida. Foram 46 crianças localizadas na região de Tampa Bay, 41 em Miami, 32 em Jacksonville, 21 em Orlando, 12 em Fort Myers, oito em Pensacola e três em Tallahassee.
As investigações também alcançaram outros estados americanos, além de Porto Rico. Fora dos Estados Unidos, foram identificadas crianças relacionadas aos casos no Brasil, Canadá, Colômbia, República Dominicana, Finlândia, Gana, Guatemala, Itália, Jamaica, México, Espanha e Taiwan.
A operação também terminou com prisões de suspeitos investigados por crimes como delitos sexuais e interferência em casos de custódia.
O governo da Flórida classificou a iniciativa como a primeira operação estadual desse tipo e afirmou que se trata da maior ação de recuperação de crianças desaparecidas já realizada no estado.
Bebê desaparecido no Pará
O resultado da operação levou a família de José Arthur Sousa Barros, desaparecido em Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará, a procurar as autoridades brasileiras.
O menino desapareceu em 26 de março, quando tinha um ano e seis meses. De acordo com os familiares, ele brincava com primos na área externa da residência, localizada na zona rural do município, quando desapareceu.
As buscas foram realizadas nas proximidades da casa, de uma rodovia federal e de um rio. Drones, cães farejadores e mergulhadores chegaram a ser utilizados, mas o menino não foi encontrado.
Dois homens chegaram a ser presos temporariamente durante as investigações, mas foram liberados após o fim do prazo da prisão.
Diante das informações sobre a operação nos Estados Unidos, o advogado da família encaminhou um pedido à Superintendência da Polícia Federal no Pará. A solicitação é para que sejam feitos contatos com os órgãos americanos responsáveis pela operação e uma eventual comparação dos dados de José Arthur com os menores encontrados.
Entre as informações que poderiam ser analisadas estão características físicas, registros oficiais, reconhecimento facial, impressões digitais e possíveis documentos migratórios. Até o momento, porém, não há confirmação de que José Arthur esteja entre as crianças localizadas nos Estados Unidos.
Desaparecimento em Bacabal
No Maranhão, a operação também despertou expectativa entre os familiares de Ágatha Isabelly e Allan Michael, duas crianças desaparecidas em Bacabal.
Na última sexta-feira, o caso completou oito meses sem que o paradeiro das crianças fosse esclarecido. Desde o desaparecimento, familiares e moradores da região aguardam informações que possam ajudar a esclarecer o que aconteceu.
A possibilidade de que crianças de diferentes nacionalidades tenham sido encontradas durante a operação nos Estados Unidos levou a advogada da mãe de Ágatha e Allan a procurar o consulado brasileiro no país.
A intenção é verificar se existem informações que possam ajudar a identificar as duas crianças entre os menores localizados durante a operação. Até o momento, entretanto, também não há confirmação de que Ágatha ou Allan estejam entre os resgatados.
Uma reunião virtual com representantes do consulado brasileiro está prevista para esta segunda-feira (7), quando a família pretende buscar esclarecimentos sobre o caso.
Maranhão amplia buscas
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que já mantinha contato com a Organização das Nações Unidas (ONU) e outros organismos internacionais antes mesmo da operação realizada nos Estados Unidos.
A estratégia busca ampliar a divulgação de informações e imagens de crianças desaparecidas para outros países, aumentando as possibilidades de identificação e localização.
Em maio, representantes da Comissão Externa sobre Prevenção e Enfrentamento à Violência Sexual Infantojuvenil estiveram em Bacabal para acompanhar a situação e discutir medidas relacionadas ao desaparecimento e à proteção de crianças e adolescentes.
Enquanto novas informações são buscadas, as famílias de José Arthur, Ágatha Isabelly e Allan Michael continuam aguardando respostas. A operação americana, embora não tenha estabelecido até agora qualquer ligação confirmada com os três casos, abriu uma nova possibilidade de investigação e reforçou a necessidade de cooperação entre autoridades de diferentes países.
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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou uma reclamação contra a nomeação de Amanda Almeida Waquim como procuradora-geral de Timon. A ação questionava a escolha por ela não integrar a carreira da Procuradoria Municipal.
Heonin Basílio da Silva Rocha apresentou a Reclamação nº 96.552 contra o Município de Timon. Ele alegou que a nomeação violaria princípios como moralidade, impessoalidade, eficiência administrativa e unicidade. Além disso, apontou suposto nepotismo indireto.
O argumento sobre nepotismo se baseava no fato de Amanda Waquim ser filha da vice-prefeita de Timon, Socorro Waquim. Zanin, porém, entendeu que o caso não tinha relação direta com as decisões vinculantes do STF citadas na reclamação.
Segundo o ministro, esse tipo de ação não pode substituir recursos ou outras medidas previstas no processo comum. “O papel constitucionalmente reservado a esse instituto é o de garantir a integridade do ordenamento jurídico mediante a tutela da efetividade das decisões desta Suprema Corte, bem como de sua competência jurisdicional”, afirmou.
Com esse entendimento, Zanin julgou a reclamação improcedente. Por isso, o pedido de liminar apresentado no processo também ficou prejudicado.
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Processos individuais e coletivos sobre empréstimos consignados continuam suspensos no Judiciário do Maranhão. A medida vale até o julgamento dos recursos contra a decisão do TJMA sobre o Tema 05, que trata de regras aplicadas a esse tipo de contrato.
A Seção de Direito Privado do TJMA determinou a suspensão em 4 de julho de 2025. A decisão alcançou processos em todo o estado e estabeleceu prazo de até um ano. Mesmo assim, os juízes podem analisar pedidos considerados urgentes durante esse período.
O TJMA julgou o mérito do caso em 17 de abril de 2026 e fixou cinco teses vinculantes. Depois disso, foram apresentados Recursos Especiais e Extraordinário. Por isso, o tribunal entendeu que a suspensão dos processos deve continuar até a análise desses recursos.
A Vice-Presidência do TJMA citou decisões do Superior Tribunal de Justiça para manter a paralisação. Segundo esses precedentes, a suspensão evita atos desnecessários, decisões diferentes sobre o mesmo assunto e tratamento desigual enquanto os tribunais superiores analisam a questão.
A orientação foi enviada a magistrados de primeiro e segundo graus. O ofício foi assinado pelo vice-presidente do TJMA e presidente da Comissão Gestora de Precedentes, desembargador Gervásio Santos.
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A ex-prefeita Paula da Pindoba, de Paço do Lumiar, declarou apoio à candidatura de Júlio Filho (PL) para deputado estadual durante encontro político realizado na noite de segunda-feira (7).
A reunião foi organizada pela ex-gestora luminense contou com a presença do prefeito de São José de Ribamar, Dr. Julinho (Podemos), da ex-presidente estadual do PMB (atual Democrata) Efigênia Tavares e de lideranças da Grande Ilha.
“Estamos reunindo pessoas que acreditam na boa política. A política que serve, que escuta e que transforma realidades. É esse o caminho que eu acredito: um caminho construído com responsabilidade e compromisso”, declarou Júlio Filho.
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Na contabilidade pública do Maranhão, o débito é da competência e o crédito parece ser do improviso. Nenhum dos 217 municípios alcançou nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal do Tesouro Nacional, referente a 2025. São Luís ficou com C, Caxias caiu para D e Rosário mergulhou na faixa E, com apenas 44,67%. Ao todo, 48 municípios ficaram entre D e E. Os erros envolvem depreciação de bens, estoques, provisões trabalhistas, Fundeb, SIOPE, restos a pagar e disponibilidade de caixa. Há demonstrativos que não conversam entre si nem por bilhete.
Diante desse vexame, a pergunta é inevitável: onde está a associação dos contadores e quem se diz representante da classe? Representação não pode servir apenas para ocupar mesa de honra, aparecer em fotografias e publicar mensagens em datas comemorativas. Quem se apresenta como porta-voz dos profissionais precisa explicar quais ações concretas promoveu para capacitar, orientar e defender tecnicamente os contadores que trabalham nos municípios. Enquanto isso, parte da categoria continua presa ao ritual de empenhar, fechar balanço, transmitir arquivos e torcer para ninguém conferir.
Sistemas deficientes, equipes reduzidas e gestores desorganizados não podem servir eternamente de desculpa. Quem assume responsabilidade técnica precisa estudar, atualizar-se e recusar a assinatura de informações inconsistentes. Os erros podem provocar pareceres desfavoráveis, responsabilizações e reprovação das contas dos gestores, atingindo a credibilidade de toda a classe contábil. Enquanto faltar qualificação e sobrar silêncio entre os representantes, as contas continuarão fechando apenas no papel — porque, na vida real, a conta sempre sobra para o povo.
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