Orleans causa boa impressão tanto com público quanto em discurso

A campanha ainda não está na rua, mas o jogo começou oficialmente hoje com o lançamento da pré-candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Maranhão, em um evento que reuniu lideranças políticas de diversas regiões do estado, em São Luís.

Como todos já esperavam, o emedebista deu a largada causando boa impressão tanto na quantidade de público quanto em seu discurso. Ao falar no ato, Orleans rebateu críticas sobre sua juventude e afirmou que está preparado para o desafio político. “Não tenho preguiça de trabalhar. Uso a juventude para andar, para conversar e para realizar”, frisou.

Na ocasião, ele também não perdeu a oportunidade para alfinetar os adversários que tentam desqualificar sua pré-candidatura por ser o mais jovem da disputa e declarou que já fez muito mais do que muito marmanjo que está na política. “Sou jovem, sim, mas já fiz muito mais do que muito marmanjo que está na política há mais tempo”, completou.

Somando sem dividir

O evento contou com grande número de pessoas e a presença de prefeitos, vereadores, deputados e integrantes da base governista, consolidando o movimento político em torno do nome do pré-candidato do MDB para a sucessão estadual.

A badalada pré-convenção de Orleans colocou hoje na mesa uma máxima antiga da política brasileira. E que, no fim das contas, está na prática de esquerdistas e conservadores quase sempre: política é soma e voto não se recusa.

A ‘matemática’ do emedebista reuniu no ato quem simpatiza com os dois espectro que polarizam na disputa nacional. Figuras do PT e do PL deram as caras para manifestar apoio ao pré-candidato.

Em tempos de radicalismos e de divisão, Orleans tem tentado enxergar a soma – embora ela esteja ainda em fase embrionária. Do ponto de vista pragmático, está correto.

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Audiência vai definir futuro da Federação Maranhense de Futebol

O futebol maranhense passa por um período de definição em seu cenário institucional, com uma audiência de conciliação, marcada para as 9h desta segunda-feira, 16, na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, conforme determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O encontro tem como objetivo central encerrar o período de intervenção judicial na Federação Maranhense de Futebol (FMF) e estabelecer as diretrizes para a sucessão do comando da entidade. A audiência, que ocorrerá em formato híbrido, reunirá a interventora Susan Lucena, o presidente afastado Antônio Américo, o Ministério Público e representantes da CBF sob a expectativa de um cronograma eleitoral definitivo.

Embora a Justiça tenha facultado à Confederação Brasileira de Futebol a indicação de um co-interventor, a entidade máxima do futebol nacional optou por não realizar a nomeação, preferindo monitorar o processo de forma externa e direta.

O impasse na gestão estadual acendeu o alerta em instâncias globais. A FIFA, que possui regulamentos rigorosos contra a ingerência estatal ou externa na administração do esporte, já emitiu comunicados advertindo sobre possíveis punições em casos de instabilidade institucional prolongada.

Em cenários extremos, o descumprimento dos estatutos de autonomia da federação pode resultar em sanções que impactariam não apenas os clubes locais, mas também a Seleção Brasileira e a participação de equipes do país em competições internacionais.

O desfecho da audiência de amanhã é considerado vital para restaurar a segurança jurídica da FMF e garantir a continuidade das competições estaduais sem riscos administrativos.

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TCU apura irregularidades em verbas para enchentes no Maranhão

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou indícios de irregularidades em pedidos de recursos federais feitos por dois municípios maranhenses para ações emergenciais após chuvas em março de 2024. A decisão consta em acórdão da Primeira Câmara do órgão, que considerou a denúncia parcialmente procedente.

Por unanimidade, os ministros do TCU determinaram o envio de cópia do processo ao Ministério Público Federal (MPF) no Maranhão. O objetivo é que o MPF avalie a adoção de possíveis medidas na esfera federal sobre o caso.

As prefeituras de Carutapera e Lagoa Grande do Maranhão solicitaram verbas à Defesa Civil Nacional. Elas justificaram os pedidos alegando que fortes chuvas haviam causado impactos significativos à população local, com milhares de pessoas desabrigadas, desalojadas ou afetadas.

Os relatórios enviados ao governo federal pelos dois municípios apontavam números expressivos. Os dados informavam 80 pessoas doentes, 270 desabrigados e 1.240 desalojados em decorrência das chuvas na região.

Com base nessas informações, o governo federal autorizou o repasse de aproximadamente R$ 486 mil. Esse montante seria destinado a ações emergenciais de assistência à população afetada especificamente em Lagoa Grande do Maranhão.

Os auditores do TCU verificaram que os pedidos foram apresentados em março de 2024. Embora os recursos tenham sido liberados cerca de dois meses depois, o dinheiro acabou não sendo utilizado pelas prefeituras.

Após notificações feitas pelo tribunal aos gestores municipais, o valor integral foi devolvido aos cofres federais em julho de 2025. Mesmo com a devolução, a equipe técnica do TCU identificou outro aspecto preocupante nos documentos.

A análise revelou uma grande semelhança entre os formulários enviados pelos dois municípios. Justificativas, metas e valores muito parecidos levantaram dúvidas sobre a veracidade e a consistência das informações registradas nos sistemas oficiais.

Paralelamente à auditoria federal, a própria prefeitura de Lagoa Grande do Maranhão instaurou um procedimento interno para apurar as falhas. A investigação municipal concluiu que três servidores inseriram informações inconsistentes no sistema federal de desastres.

O caso também passou a ser investigado pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA). O atual prefeito do município, Neres Policarpo, já figura como réu em uma ação que tramita na Justiça Estadual sobre o ocorrido.

Segundo o promotor Aarão Castro, as diligências realizadas pelo MPMA não confirmaram os números apresentados ao governo federal. As visitas técnicas e entrevistas com moradores mostraram uma realidade diferente da descrita nos documentos.

As inspeções confirmaram a ocorrência de chuvas intensas na região. No entanto, elas não apontaram a situação de calamidade pública nem o elevado número de pessoas afetadas que foi informado nos relatórios oficiais das prefeituras.

O promotor informou que o Ministério Público já ingressou com ação judicial contra o gestor e outros agentes. Os investigados apresentaram contestação e informaram à Justiça sobre a devolução dos recursos federais.

Após a manifestação do MP, o processo na esfera estadual entrou na fase de instrução. Agora, com a decisão do TCU, o caso foi encaminhado ao MPF para possível abertura de investigação federal.

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Corregedoria investiga delegada que denunciou assédio do ex-chefe

Procedimento foi instaurado para apurar postagens em redes sociais sobre criminalidade durante o Carnaval; caso pode resultar em demissão

A Corregedoria do Sistema de Segurança Pública do Maranhão instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra a delegada Viviane Fontenelle, que recentemente registrou um boletim de ocorrência relatando ter sido constrangida durante reuniões institucionais com o então secretário de Segurança Pública do Estado, Maurício Ribeiro Martins.

Martins acabou sendo exonerado do cargo nesta semana após a repercussão das denúncias feitas pela delegada.

A abertura do procedimento disciplinar foi determinada pelo corregedor-geral do sistema de segurança, Nordman Ribeiro, em decisão assinada no dia 9 de março de 2026. Na mesma data, Viviane Fontenelle comentou pela primeira vez sobre o episódio em um grupo de aplicativo de mensagens. O boletim de ocorrência relatando o constrangimento foi formalizado no dia seguinte, 10 de março.

De acordo com a portaria, o PAD foi instaurado para investigar uma possível infração funcional relacionada a publicações feitas pela delegada em sua conta pessoal em rede social. Nas postagens, divulgadas em 20 de fevereiro, ela comenta dados sobre a criminalidade registrados durante o período do Carnaval no Maranhão.

Embora a decisão de abertura do processo tenha sido assinada no dia 9, o documento só foi publicado no Diário Oficial do Estado na quinta-feira (12), após a denúncia da delegada se tornar pública e a exoneração do então secretário de Segurança.

Caso sejam confirmadas irregularidades no decorrer da apuração, a delegada pode ser penalizada administrativamente, inclusive com a possibilidade de demissão do serviço público.

Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão informou que o procedimento que resultou na instauração do PAD começou no dia 2 de março, quando a administração teria tomado conhecimento de condutas consideradas incompatíveis com o exercício da função pública.

Segundo a pasta, o processo foi iniciado antes da publicação da portaria no Diário Oficial e também antes da denúncia pública apresentada pela delegada.

A secretaria também ressaltou que o objeto do procedimento disciplinar está restrito à análise das postagens feitas nas redes sociais e não tem relação com a denúncia de constrangimento apresentada pela delegada contra o ex-secretário de Segurança.

De acordo com o órgão, o PAD é um instrumento administrativo previsto para investigar eventuais infrações funcionais, garantindo ao servidor investigado o direito ao contraditório e à ampla defesa, podendo ser arquivado caso não sejam constatadas irregularidades.

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Vereadora denuncia compra de combustíveis em Lago dos Rodrigues

O caso vem sendo investigado pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA)

Seis contratos firmados pela Prefeitura de Lago dos Rodrigues (MA), sob a administração do prefeito Didi Moita (PSB), com as empresas Geane S Bezerra (Posto Modelo) e Posto Elisson Ltda-ME, sem atender aos requisitos fundamentais da legislação que trata das normas gerais de licitação e contratação para as administrações públicas, entraram na mira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).

A denúncia, apresentada pela vereadora Maria Horas (MDB), envolve supostas irregularidades na dispensa de licitação emergencial nº 001/2025 para fornecimento de combustíveis. O processo, que tramita sob com o número 1556/2026, tem a relatoria do conselheiro Marcelo Tavares Silva.

A modalidade de contratação foi realizada por meio da ata de registro de preços, procedimento para aquisições futuras e eventuais de bens ou serviços. Nesse sistema, a administração pública registra preços vantajosos sem a necessidade imediata de contratação.

Segundo informações obtidas pelo blog do Antônio Martins, ao longo do ano passado, foram celebrados seis contratos com as duas empresas para o mesmo objeto, conforme detalhado a seguir:

Dois para fornecimento de gasolina comum, um no valor de R$ 471.750,00 e outro de R$ 157.250,00.

Quatro para a oferta de diesel S 500 e S 10, com preços de R$ 237.750,00, R$ 395.625,00, R$ 713.250,00 e R$ 1.186.875,00, respectivamente.

Na petição, a denunciante aponta uma série de ilegalidades como montagem processual e falta de planejamento, opacidade e falta de concorrência, habilitação de empresas irregulares e inexistência de capacidade técnica.

Quais são as medidas?

Ante o exposto, a parlamentar requer que o TCE-MA adote as seguintes medidas:

O recebimento e o processamento da presente representação;

A concessão da medida liminar de urgência para determinar que a Prefeitura de Lago dos Rodrigues a suspensão imediata de quaisquer pagamentos decorrentes da dispensa, a fim de evitar dano ao erário

A determinação de apuração de responsabilidade dos agentes públicos e aplicação de sanções às empresas contratadas.

Baixe aqui a Representação

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