Maranhão renova bancada na Câmara Federal e expõe divisões

A bancada do Maranhão na Câmara dos Deputados terá nove novos ocupantes a partir de fevereiro de 2027. Dos 18 parlamentares eleitos em outubro, nove já integravam a representação maranhense na legislatura iniciada em 2023 e conquistaram um novo mandato. A composição reúne trajetórias políticas distintas e alianças construídas durante a disputa pelo governo estadual.

A nova representação inclui nomes ligados aos dois principais grupos que disputaram o governo maranhense. Eduardo Braide (PSD) venceu a eleição no primeiro turno, com 54,02% dos votos válidos, enquanto Orleans Brandão (MDB) recebeu 34,76%. A campanha também evidenciou divisões entre grupos políticos que, em diferentes momentos, integraram a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Quem chega e quem permanece

Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), Amanda Gentil (PP), Juscelino Filho (PSDB), Júnior Lourenço (MDB), Marreca Filho (PRD), Rubens Pereira Júnior (PT), Josivaldo JP (União Brasil), Aluísio Mendes (Republicanos) e Márcio Jerry (PCdoB) renovaram seus mandatos. O grupo reúne parlamentares com experiência na Câmara e trajetórias ligadas a diferentes segmentos políticos.

Os outros nove eleitos são Iracema Vale, Vinicius Ferro e Larissa DP, pelo MDB; Fabiana Vilar, Aldir Júnior e Dr. Orlando, pelo PL; Erlanio Xavier, pelo PDT; Hildo Rocha, pelo MDB; e Mariana Carvalho, também pelo PL. Hildo Rocha já exerceu mandato federal em legislaturas anteriores e retorna à Câmara.

Entre os demais, Iracema presidiu a Assembleia Legislativa do Maranhão, enquanto Erlanio foi prefeito de Igarapé Grande (MA) e presidiu a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem).

O resultado ampliou a presença do MDB na bancada maranhense: o partido passou de um deputado eleito em 2022 para cinco em 2026. O PL manteve quatro cadeiras, enquanto o União Brasil ficou com duas.

A nova distribuição partidária altera o peso das siglas na representação do estado, com avanço do MDB e manutenção da presença do PL.

Mudanças espelham disputa pelo governo do estado

A candidatura de Orleans Brandão reuniu o apoio de dirigentes de diferentes partidos, entre eles lideranças do MDB, União Brasil, PP, Republicanos e PRD. Pedro Lucas Fernandes, presidente estadual do União Brasil, e Aluísio Mendes, do Republicanos, manifestaram apoio desde o início ao projeto político do candidato emedebista. Amanda Gentil, do PP, e Júnior Lourenço, do MDB, também integraram o campo político que apoiou Orleans durante a campanha.

Grupos aliados também possuíam divergências

Entre os parlamentares eleitos, Iracema Vale e Vinicius Ferro, ambos do MDB, participaram da campanha de Orleans, enquanto Erlanio Xavier, do PDT, também esteve em atos do candidato. A articulação aproximou candidaturas proporcionais de uma estrutura política que tinha no governador Carlos Brandão seu principal fiador estadual.

A vitória de Braide, no entanto, expôs outra dimensão da disputa: as divergências entre grupos que integravam, em diferentes momentos, a base política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PT maranhense lançou o vice-governador Felipe Camarão ao governo, enquanto outra ala, ligada a Carlos Brandão, endossou Orleans.

A eleição de Braide ocorreu em meio a essas divergências e tornou mais visíveis as disputas internas entre aliados do governo federal no estado.

Rubens Pereira Júnior, reeleito pelo PT, esteve em agendas políticas com Braide durante a pré-campanha, movimento que provocou reações de correligionários. A direção petista defendia a candidatura de Felipe Camarão, e o episódio tornou pública a divergência sobre a estratégia eleitoral da legenda no Maranhão.

As votações e os alinhamentos no congresso

A redução da jornada de trabalho, a política de segurança pública e a dosimetria das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro ajudam a identificar posições dos deputados maranhenses em temas nacionais.

As votações oferecem referências para examinar como parlamentares de partidos que estiveram em campos distintos na eleição estadual se posicionaram diante de propostas debatidas na Câmara.

Na votação em primeiro turno da proposta que prevê o fim da escala 6×1, em maio de 2026, 472 deputados votaram a favor e 22 contra. Entre os representantes do Maranhão presentes à votação, Paulo Marinho Jr. foi o único a registrar voto contrário. Pedro Lucas Fernandes, Amanda Gentil, Juscelino Filho, Júnior Lourenço, Josivaldo JP, Márcio Jerry e Rubens Pereira Júnior votaram a favor.

O resultado mostra a adesão majoritária dos parlamentares maranhenses presentes à votação, inclusive de integrantes de partidos associados a campos ideológicos distintos.

A votação do projeto de Dosimetria, em dezembro de 2025, revelou divergências entre integrantes da bancada maranhense. Aluísio Mendes e Josivaldo JP votaram a favor do texto, enquanto Márcio Jerry e Rubens Pereira Júnior se posicionaram contra.

Os registros mostram que parlamentares ligados a campos políticos distintos na disputa estadual também adotaram posições diferentes sobre a proposta, enquanto as divergências alcançaram deputados que estiveram em campos semelhantes.

Os dois debates legislativos ajudam a identificar convergências e pontos de tensão entre os representantes do Maranhão em temas nacionais, indicando possibilidades acerca do modo como a bancada poderá se comportar junto ao poder executivo.

O posicionamento dos deputados diante de uma eventual administração Lula IV ou de um governo de Flávio Bolsonaro dependerá também das propostas em discussão, das negociações políticas e das alianças construídas em Brasília.

Os registros legislativos oferecem um ponto de partida para acompanhar essas relações, que poderão ser avaliadas a partir das votações e dos posicionamentos dos parlamentares na próxima legislatura.

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José Sarney deixa UTI após cirurgia e segue sob cuidados médicos

O ex-presidente da República José Sarney deixou, neste domingo (12), a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital UDI, em São Luís, após passar por uma cirurgia abdominal. Ele foi transferido para um quarto no fim da noite e continua sob observação médica.

Sarney comemorou a evolução do quadro de saúde nas redes sociais e demonstrou expectativa de receber alta hospitalar em breve.

“A cada dia, me sinto melhor! Já estou no quarto, me recuperando muito bem e, se Deus quiser, logo, logo estarei em casa”, escreveu o ex-presidente.

Sarney permanece internado após uma cirurgia realizada na sexta-feira (9) para tratar uma obstrução intestinal, após apresentar desconforto na região. O hospital ainda não informou uma previsão de alta.

A cirurgia abdominal ocorreu poucos dias depois de o ex-presidente concluir um tratamento contra pneumonia.

Ex-presidente agradeceu equipe médica

Na publicação, o ex-presidente também agradeceu aos profissionais responsáveis pelo tratamento e destacou o apoio recebido durante a internação.

Sarney fez uma homenagem especial à sobrinha, a médica Júlia Bacelar, a quem chama carinhosamente de “Dra. Julinha”, pelo acompanhamento durante a recuperação.

O ex-presidente também agradeceu ao médico Roberto Cunha e à equipe responsável pela cirurgia, realizada sob a supervisão de Carlos Gama.

Entre os profissionais citados estão Márcio Gonçalves, o anestesiologista Letácio Garcia, o intensivista Hiago Sousa e o fisioterapeuta Adriano Araújo, além dos integrantes da equipe de enfermagem do Hospital UDI.

Ao final da mensagem, Sarney manifestou gratidão pelas mensagens de carinho e pelas orações recebidas.

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Ex-prefeitos e auditores se tornam alvo de investigação criminal

O Ministério Público do Maranhão abriu uma investigação criminal sobre suspeitas de vantagens indevidas envolvendo ex-prefeitos de Barra do Corda, São João dos Patos e Viana e auditores do TCE-MA. A apuração busca esclarecer fatos que, em tese, podem configurar corrupção ativa e passiva.

Segundo informações, a investigação foi aberta por portaria da Assessoria de Investigação de Ilícitos Praticados por Agentes Políticos com Foro por Prerrogativa de Função, ligada à Procuradoria-Geral de Justiça. O órgão converteu uma denúncia em Procedimento Investigatório Criminal para aprofundar o caso.

O MPMA também determinou que o Tribunal de Justiça do Maranhão seja comunicado sobre a abertura da investigação. Além disso, estabeleceu prazo inicial de 30 dias para a conclusão dos trabalhos. Esse período poderá ser prorrogado mediante pedido fundamentado ao órgão judicial competente.

A portaria ainda determinou sigilo sobre os autos. Segundo o documento, a medida busca preservar as diligências, ajudar no esclarecimento dos fatos e proteger a intimidade dos investigados.

A apuração ainda está em fase investigativa. Portanto, o Ministério Público pretende reunir elementos para verificar se houve infrações penais e, então, decidir se adotará outras medidas no caso.

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Secretário teria sido exonerado após recusar pagamento milionário

O ex-secretário Márcio Ribeiro Machado foi exonerado do cargo na Secretaria de Estado de Governo (Segov) na última quarta-feira, 7, após se recusa a autoriza pagamentos de valores milionários a fornecedores. Segundo o blog do Antônio Martins apurou, os fatores que influenciaram a decisão foram a alegação de que Machado estaria dificultando alguns pagamentos nesta etapa final do governo.

Por essa razão, ele acabou sendo trocado de pasta e agora comanda a Secretaria de Estado de Monitoramento de Ações Governamentais do Maranhão. Quem sucedeu Márcio Machado na Segov foi Jeonys Caldas Carvalho Aguiar, considerado homem de confiança da secretária Chefe do Gabinete do Governador, Luzia Waquim.

As mudanças no secretariado estadual levantam dúvidas sobre eventuais complicações na transição para a gestão de Eduardo Braide (PSD), eleito governador no último domingo, 4. A exoneração de Machado, que coordenava uma das áreas estratégicas do Executivo, coincide com o momento em que a atual administração precisa estruturar o repasse de informações e assegurar a continuidade dos serviços e projetos que serão transferidos para o novo governo em janeiro de 2027.

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Demolição da ponte Marcelino Machado na BR-135 é adiada; confira

A demolição da ponte Marcelino Machado, sobre o Estreito dos Coqueiros, também conhecido como Estreito dos Mosquitos, na BR-135, foi adiada. O procedimento estava previsto para o dia 18 deste mês, mas o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ainda precisa concluir autorizações e documentos legais antes de definir uma nova data.

Segundo o DNIT, o município de Bacabeira já autorizou a realização do serviço. O órgão agora aguarda o aval do município de São Luís para solicitar ao Exército Brasileiro a autorização para o uso de explosivos.

Entre os documentos exigidos está uma declaração de ausência de impedimento para a realização do serviço. A documentação é necessária para que o Exército autorize o uso dos explosivos na demolição.

Em nota, o DNIT informou que a data inicialmente prevista será remarcada e que uma nova programação será divulgada após a conclusão das providências necessárias.

“O DNIT reforça que está adotando todas as medidas necessárias para que a etapa de demolição seja realizada de forma segura e planejada.”

Demolição será feita por implosão

A ponte será destruída pelo método de implosão, com uso de explosivos para provocar o colapso controlado da estrutura. O objetivo é evitar impactos físicos sobre o lado da ponte que continua em operação.

A implosão será realizada por uma empresa especializada em explosivos, que será subcontratada pelo consórcio responsável pela obra.

No dia da demolição, o trânsito deverá ser bloqueado nos dois sentidos da ponte. O DNIT ainda não informou quanto tempo o bloqueio vai durar nem se será necessário retirar famílias que vivem nas proximidades.

Enquanto aguarda as autorizações, as equipes trabalham na preparação da estrutura e no transporte dos materiais necessários para a obra.

Obra tem contrato de R$ 176,7 milhões

As empresas Aspar e Arteleste Construções são responsáveis pela obra, que possui contrato de R$ 176,7 milhões.

Após a demolição da estrutura interditada, será construída uma nova ponte no local. A previsão do DNIT é que a nova estrutura seja entregue no próximo ano.

Ponte está interditada há seis meses

A ponte Marcelino Machado está interditada há cerca de seis meses, desde abril. Atualmente, os dois sentidos da BR-135 funcionam em apenas um lado da estrutura.

A ponte é o principal acesso de entrada e saída de São Luís pela BR-135. O primeiro lado da estrutura foi construído em 1970, enquanto o outro foi construído em 2006.

A interdição ocorreu no lado mais antigo, após o DNIT identificar problemas estruturais durante as vistorias. Entre os problemas encontrados estavam buracos, rachaduras e trechos com o guarda-corpo comprometido.

O lado que permanece em operação é monitorado pelo DNIT. Segundo o órgão, a estrutura passou por melhorias e tem capacidade para suportar o alto volume de cargas que circula pela rodovia.

A nova ponte deverá substituir a estrutura interditada após a conclusão das etapas de demolição e construção.

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