FGV analisa fatores de risco no País
Os rumos da reforma da Previdência, o cenário internacional e as eleições de 2018 são os principais fatores de risco para o crescimento econômico no Brasil entre este e o próximo ano, afirmou nessa sexta-feira, 17, Armando Castelar, professor da UFRJ e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
Citando as projeções do Ibre/FGV, recentemente revisadas, de crescimento de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e de 2,3% em 2018, com inflação controlada (IPCA em 4,1% em 2017 e em 4,3% em 2018), Castelar destacou a importância desses fatores para que o cenário se concretize.
Segundo o pesquisador, o mercado está “precificando” que a reforma da Previdência será aprovada no Congresso Nacional de forma “bastante integral”. “Eu acho que passa e passa ‘bastante integral’, mas não é risco zero”, disse Castelar em palestra no seminário sobre conjuntura promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no Rio.
Castelar lembrou que a situação fiscal ainda é delicada e, sem a reforma das regras de aposentadoria ou se a proposta passar “de forma muito ‘aguada’”, os ativos “vão ter que mudar de preço”. “A gente está numa corda bamba fiscal e, se o Congresso não aprovar a reforma da Previdência, pode ter um amargo despertar”, afirmou Castelar.
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