Canidé Barros contratou empresa de investigada por agiotagem por R$ 373 mil

Empresa da mulher de agiota foi contratada pela SMTT.

Investigada na Operação “Jenga”, Edna Maria Pereira, proprietária da empresa Edna M Pereira – Epp ganhou um contrato da Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte, para fornecer alimentação, tipo quentinha ao órgão que é comandado pelo engenheiro Francisco Canindé Ferreira Barros. A homologação do contrato foi feita no dia 30 de setembro de 2015, com um valor de R$ 373,5 mil. O prazo de vigência era de três meses, ou seja, de setembro a dezembro daquele ano.

DOCUMENTO
Baixa aqui o contrato da SMTT com a empresa da esposa de Pacovan

Edna Pereira é esposa do agiota Josival Cavalcanti da Silva, vulgo Pacovan. Ela, juntamente como o marido, foram presos na semana passada sob a suspeita de integrar uma quadrilha envolvida num esquema de lavagem de dinheiro usando “laranjas”, em transações comerciais fictícias. Os suspeitos usavam postos de combustíveis, construtoras e demais empresas. A suspeita é que a movimentação possa ter passado dos R$ 200 milhões.

Contrato de R$ 373 mil teve vigência de apenas três meses.

A próxima fase da operação será analisar todos os documentos e provas apreendidas no intuito de identificar de fato a origem do dinheiro que mantinha a organização. Baseado nisso, o blog apura se o contrato entre a empresa da mulher do agiota com a SMTT tem ligações com os crimes que estão sendo investigados entre eles: fraude, usura em licitação e lavagem de dinheiro.

Além de Edna e de Pacovan, também foram presos por meio de cumprimento de mandado de prisão Samia Lima Awad, Thamerson Damasceno Fontenele, Simone Silva Lima, Rafaely de Jesus Souza Carvalho, Creudilene Souza Carvalho, Adriano Almeida Sotero, Geraldo Valdonio Lima da Silva, Lourenço Bastos da Silva Neto, José Etelmar Carvalho Campelo, estes dois últimos apontados como contadores da organização. Também foram presos Renato Lisboa Campos, João Batista Pereira, Kellya Fernanda de Sousa Dualib, Manassés Martins de Sousa, Jean Paulo Carvalho Oliveira e Francisco Xavier Serra Silva.

SUSPEITA DE MAU USO DO DINHEIRO
A empresa Edna M Pereira – Epp foi contratada pelo valor de R$ 373,5. A proposta firmada no dia 30 de setembro de 2015, teve vigência a partir da data de sua assinatura, até 31 de dezembro daquele ano.

Dos R$ 242.251,50 que tem empenhado para receber do governo Edivaldo Holanda, a empresa faturou apenas R$ 75.233,25, restando ainda um saldo de R$ 115.253,25 a serem pagos pelo Município por serviços supostamente prestados pela empresa.

Os dados obtidos com exclusividade pelo blog podem revelar algumas suspeitas do mau uso com as verbas públicas já que a proprietária da fornecedora da Prefeitura ludovicense é suspeita justamente de integrar um esquema de lavagem de dinheiro que envolve corrupção em prefeituras.

Empresa recebeu R$ 75.233,25, restando um saldo de R$ 115.253,25.

OUTRO LADO
O blog não conseguiu contato com o secretário Canidé Barros para que ele pudesse falar sobre a legalidade da contratação da empresa de uma investigada por agiotagem com a pasta comandada por ele.

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