Advogado usa nome de desembargador em ações judiciais
Suposto estelionato praticado pelo causídico teria levado seu escritório a obter decisões favoráveis. Ao descobrir a pratica criminosa, magistrado ameaçou denunciar o caso.

Dono de um conhecido escritório de advocacia numa área nobre da capital maranhense, um conhecido advogado com atuação na área eleitoral, é suspeito de usar nome de um desembargador para buscar decisões favoráveis de processos na Justiça.
Com o aumento substancial da demanda por especialistas na área nos últimos anos, provocada pela crescente judicialização do processo eleitoral, o causídico encontrou uma forma de beneficiar seus clientes: ‘vende’ o nome do magistrado para acelerar a tramitação das demandas visando se favorecer das sentenças em que atua como defensor de uma das partes.
Ao tomar conhecimento da situação, a autoridade judiciária teria chamado o jurista na chincha, o proibiu de entrar em seu gabinete e avisou que se a prática criminosa continuasse, ele iria denunciá-lo por crime de estelionato e levaria o caso ao Conselho de Ética da OAB-MA.
DE ESTELIONATÁRIO À AGIOTA
Curioso, é que o ‘advogado estelionatário’ aparece em três páginas do dossiê denominado ‘teia da corrupção’, que foi encaminhado ao blog do Antônio Martins por fonte anônima. Ele também tem fortes ligações com um congressista maranhense e até hoje aguarda o cumprimento de uma promessa que o fará chegar à magistratura.
No acervo que detalha como funcionava o abastecimento do ‘esquema’ de corrupção, o defensor é citado por prática de agiotagem. Num dos casos, chegou a emprestar dinheiro para um ex-deputado com atuação na cidade de Timon, mas com a derrota nas urnas e, diante da inadimplência no pagamento do empréstimo, o advogado acabou ficando com duas salas e um apartamento que o ex-parlamentar tinha hipotecado como garantia.
Será se é por isso que o jurista sonha em ingressar na magistratura? Quer transformar o judiciário em balcão de negócios? Como se observa, na advocacia maranhense tem muito “pudim de banha” se achando de “leite condensado”.
Por hora, conto apenas o “milagre”, entretanto, nos próximos dias iremos revelar o nome do “santo” para contribuir com os órgãos de controle e fiscalização de recursos públicos que há quase dois anos investigam um suposto esquema que deve resultar em uma operação para desmontar a organização criminosa com atuação no estado.
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