Operação da PF apura propina e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal realiza nesta terça-feira (12) a 79ª Fase da Lava Jato, denominada Operação Vernissage.

A operação, que tem apoio do Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal, tem como alvo um grupo que tinha como objetivo “fraudar o caráter competitivo” de licitações com o pagamento de propina a altos executivos da Petrobras e de outras empresas ligadas a ela, como a Transpetro.

Ao menos 70 policiais federais e 10 auditores da Receita Federal cumprem 11 mandados de Busca e Apreensão em quatro estado. Segundo a PF, são três mandados no Rio de Janeiro, dois mandados em Brasília, dois em São Luis do Maranhão, dois em São Paulo e um em Angra dos Reis. O blog apurou que um dos endereços é de Márcio Lobão, filho do ex-ministro Edison Lobão.

“Suspeita-se que os contratos celebrados pela Transpetro com algumas empresas teriam gerado, entre os anos de 2008 e 2014, o pagamento de mais de R$12 milhões em propinas a este grupo criminoso”, disse a PF, em nota.

As investigações apuram fraudes em licitações por meio de pagamento de propina a executivos da Petrobras e Transpetro. Os crimes investigados aconteceram entre 2008 e 2014, segundo a PF, com pagamento de R$ 12 milhões em propinas.

As investigações apontam que a propina era paga em espécie, e a lavagem do dinheiro acontecia por meio da compra de obras de arte e imóveis.

Uma das transações investigada foi a compra de um apartamento de alto padrão em 2007 por R$ 1 milhão e vendido menos de dois anos depois por R$ 3 milhões, em uma valorização que, de acordo com a PF, não correspondia com as condições do mercado financeiro da época.

Como em São Luís foram cumpridos dois mandados, suspeita-se que além de Márcio Lobão, o advogado Willer Tomaz, aliado do senador Weverton Rocha (PDT), também tenha sido alvo.

Embora a concessão pública pertença ao ex-senador Edison Lobão Filho (MDB), desde as eleições de 2016, o sistema é controlado pelo senador Weverton Rocha (PDT).

Tomaz estava distante dos negócios na capital maranhense desde maio de 2017 – quando o controle do sistema passou ao seu grupo. Ele se preparava para assumir o comando da empresa quando foi preso pela Lava Jato, no bojo da Operação Lava Jato.

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