Portela poderá integrar a lista de traições de Weverton

“Quem avisa, amigo é”, diz o dito popular na definição de quem previne alguém sobre algo prejudicial a ser evitado. No caso da política, quem avisa pode ser amigo duas vezes; do traído e dos admiradores ou eleitores dele, quando este tem a chance de ser a vítima, podendo o risco até de encurtar ou sequer ter a chance de iniciar uma carreira na vida pública.
A expressão popular pode ser usada ao secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela, para prevenir que ele tenha uma decepção no futuro. Membros do PDT dão como certa a filiação dele aos seus quadros. Aliados mais próximos do secretário, entretanto, temem pela mudança de partido, por acreditar que ele não terá o apoio necessário dos pedetistas – atualmente com outras prioridades.
Mas será se os admiradores e apoiadores de Portela estão corretos? Sim! A história e o histórico de traições do senador Weverton Rocha, presidente da legenda pedetista, comprovam isso.
Cronologia
Uma cronologia sobre isso revela o medo dos apoiadores do secretário de segurança com a mudança partidária. O primeiro politico enganado por Weverton e que depois foi abandonado por ele, por exemplo, foi o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo. Em 2014, o gestor santa-ritense ensaiava uma pré-candidatura a governador, mas resolveu procurar o então comando do PDT para saber se teria legenda para disputar o pleito.
Weverton, que já tinha influencia forte no partido que estava sendo comandado por Julião Amin, disse que Gonçalo poderia trabalhar sua pré-candidatura que a sigla lhe daria legenda. No final, ficou só a decepção, pois o plano do cacique do PDT era usar Gonçalo para emplacar Márcio Honaiser como vice, de quem também já havia apalavrado uma candidatura própria. Resultado: os dois foram usados para viabilizar a candidatura à Câmara Federal do dirigente pedetista.
“Golpe ” em Barreirinhas
Eleito em 2012, o ex-prefeito de Barreirinhas, Léo Costa enfrentou resistência dentro do próprio partido, que queria forçá-lo a desistir da reeleição para apoiar o advogado Amilcar Rocha. Histórico pedetista, Costa deixou a legenda e acusou Weverton de golpe político.
Santa Quitéria alvo do ‘coronel‘
Não foi apenas em Barreirinhas que Weverton agiu como “coronel” seguindo seus interesses, inclusive, impedindo de candidaturas até de membros do próprio partido. Em 2020, a prefeita de Santa Quitéria, Ana Claudia, foi impedida de realizar sua convenção por uma intervenção no diretório municipal, assim como ocorreu com Léo Costa. O senador deixa provas, que está pronto para atropelar quem estiver no seu caminho.
Outra vítima em Arame
A ex-prefeita de Arama, Dra. Jully Menezes, foi mais uma vítima do senador pedetista. Em 2020, ao declarar apoio do PTB à candidatura de Neto Evangelista (DEM), em São Luís, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes, filho do atual prefeito Pedro Fernandes (PTB), esperava contar com o PDT na chapa do pai, mas os pedetistas decidiram mesmo foi apoiar à reeleição da ex-prefeita. Por conta disso, Jully Menezes teve que enfrentar uma batalha judicial para poder ser candidata já que ela contrariou os desejos do coronel pedetista.
Quem será a próxima vítima?
Por conta desse histórico de traições, o titular da SSP que tem interesse, desde 2018, de ser candidato a deputado federal, pode ser a próxima vitima do senador. Explica-se: o movimento que o partido pedetista pretende fazer está voltado mais para neutralizar um forte nome da base do governador Flávio Dino (PCdoB) e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) visando garantir, por exemplo, a reeleição de deputados mais próximos do ‘dono’ do PDT no Maranhão.
Leia mais notícias em blogdoantoniomartins.com e siga nossa página no Facebook. Envie fotos, denúncias e informações ao blog por WhatsApp pelo telefone (98) 99218 9330.


