Ato de Weverton em Timon vira um “ensaio da traição”

A cúpula do PDT articula, no alvorecer do governo Flávio Dino, o seu segundo grande ato de traição, depois do 2º turno das eleições de 2020 em São Luís. Ensaia uma união ao bolsonarismo e vem se preparando para qualquer coisa – menos perder.
Lançou a pré-candidatura de Weverton ao Governo do Maranhão ‘flertando’ com o ex-presidente Lula. Mas, se por qualquer motivo, o escolhido para disputar o Palácio dos Leões for outro nome, como o do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o grupo abandonará o barco petista e fechará aliança com caciques do Centrão oferecendo, em troca, palanque no Maranhão para reeleger Jair Bolsonaro.
O ato “Maranhão Mais Feliz, realizado no sábado (20), em Timon, se transformou numa espécie de ensaio da traição. No evento, por exemplo, Weverton voltou a antecipar que manterá o nome na disputa mesmo que não atenda aos critérios pré-estabelecidos pelo grupo em julho. Ele já havia insinuado não precisar do apoio de Flavio Dino para 2022, e aberto diálogo para formação de aliança eleitoral com o senador Roberto Rocha, desafeto do governador maranhense.
“É um projeto construído por muitas mãos, de grupo e de sentimento. Estamos bem na pesquisa, temos o melhor grupo político e estamos preparados para enfrentar os desafios que precisamos enfrentar, que é a fome, [falta de] desenvolvimento e da geração de emprego. É um projeto que se consolidou e, obviamente, será submetido à vontade popular nas urnas no ano que vem”, respondeu ao radialista Eliézio Silva, ao ser questionado se a pré-candidatura pode ser retirada ou não.
De acordo com informações do blog Atual7, pelas movimentações do pedetista e ataques de entusiastas do senador, aliados do chefe do Executivo já calculavam que Weverton repetiria o que fez na eleição de 2020, quando provocou racha, traiu o grupo e fechou apoio com o candidato da oposição à prefeitura de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), que terminou eleito.
Marcada inicialmente para ocorrer na semana passada, a reunião entre Flávio Dino e lideranças partidárias para escolha do candidato único do grupo ao governo do Estado foi transferida para o próximo dia 29.
Para ser escolhido, o nome do grupo deve preencher três critérios: lealdade; agregação política; e potencial eleitoral.
Do total de quatro postulantes, até o momento, apenas o vice-governador Carlos Brandão (PSB), sucessor natural de Dino e que passará a comandar o governo do Maranhão a partir de abril de 2022, atende todos os fatores. Ele é ainda o candidato do coração de Dino.
Sem apoio político nem mesmo dentro dos próprios partidos nem viabilidade eleitoral, os secretários de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), e de Educação, Felipe Camarão (PT), devem retirar as respectivas pré-candidaturas e, em atendimento ao primeiro critério, de lealdade, seguir com Brandão pela união do grupo e continuidade das ações consideradas exitosas do governo.
Já Weverton, embora tenha reunido em torno de seu projeto parte da classe política maranhense, perdeu forças e vem sendo esvaziado nas últimas semanas por Brandão e até mesmo por Camarão.
Também inviabiliza a escolha de seu nome a avaliação negativa de sua imagem junto à população maranhense, arranhada em razão de envolvimento em conhecidos processos que enfrentou ou ainda enfrenta na Justiça relacionados à desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito e corrupção, além de haver feito defesa de projetos no Senado contrários às políticas públicas adotadas pelo governo dinista, o que o torna infiel ao projeto.
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