Ação na mansão do ‘Menino Aldir’ constrange vizinhos

A operação “Véu de Maquiavel”, deflagrada na manhã desta quinta-feira, 10, com a finalidade de desarticular uma organização criminosa investigada por praticar, em tese, os crimes de lavagem de capitais, peculato e organização criminosa, foi constrangedora para os vizinhos do vereador Aldir Júnior (PL), que tem uma mansão em um luxuoso condômino de São Luís.

Ao todo, estão sendo cumpridos 34 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados. A operação foi realizada pelo Ministério Público do Estado do Maranhão, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), na capital maranhense e no município de Palmeirândia, onde um dos 31 parlamentares ludovicenses – que não foi citado nas matérias policiais veiculadas pela imprensa – possui um sitio no estilo de uma fazenda.

No condômino onde mora o ‘menino’ Aldir, o silêncio, o medo e o constrangimento imperam quando questionados sobre o residente do local, o vereador que é sobrinho do deputado federal Josimar de Maranhãozinho. “Amanhecemos assustados com essa operação. É uma situação chata que coloca todos nós moradores em suspeição. Não somos bandidos, mas ficamos constrangidos”, afirmou ao blog um condômino que já está pensando em mudar o endereço da moradia.

O CEP do parlamentar ludovicense, no setor de mansões, uma das áreas mais caras de São Luís é, como se pode prever pelo nome da região, uma das mais luxuosas da capital. É um local onde os eleitores carentes e humildes não costumam frequentar.

Se não fosse pela operação policial contra um de seus moradores e seu vínculo com um dos deputados mais enrolados da bancada federal, talvez poucos dariam atenção à aquisição de uma luxuosa residência que também causa constrangimentos aos assessores, familiares e eleitores do vereador, conhecido carinhosamente, como “Menino Aldir”.

Além dos vereadores, nessa fase da Operação, também constam como investigados servidores públicos, além de outras pessoas físicas e jurídicas, que, direta ou indiretamente, estão envolvidos no desvio e apropriação de verbas de emendas parlamentares de vereadores da Câmara Municipal de São Luís, por meio de entidades sem fins lucrativos.

Escândalo de “rachadinhas”

O blog teve acesso com exclusividade aos detalhes da operação que cumpriu 34 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados. Além dos cinco vereadores – não são quatro, mas cinco –, as suspeitas diante das investigações sobre desvio e apropriação de verbas [não apenas das emendas parlamentares] podem desencadear em outro escândalo de grandes proporções: o das “rachadinhas”.

Em um dos gabinetes – que chegou a ser lacrado – foram encontrados papeis comprometedores capaz de derrubar mais da metade do plenário Simão Estácio da Silveira. O uso de verbas públicas [até mesmo com nomeação de cargos] para o pagamento de dívidas com a agiotas também estaria no foco das investigações. A nitroglicerina vai acabar deixando muita gente no Palácio Pedro Neiva de Santana sob o efeito do Diazepam.

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