Cleber Verde expõe seu isolamento no MDB de São Luís

Após pressionar Baleia Rossi em grupo de WhatsApp, deputado federal mostrou que não tem mais garantias de aliança do partido com Braide

O deputado federal Cleber Verde foi deixado à própria sorte. Seu destino provável é ser rebaixado a ‘índio’ em meio aos caciques do MDB. Filiado ao partido com o compromisso de coordenar a sigla nas eleições municipais em São Luís, ele se tornou um estorvo. Não para o comando partidário no Maranhão, mas para o próprio presidente nacional do partido, Baleia Rossi. 

Depois de reagir, há duas semanas, ao desembarque do seu partido, o MDB, da base de apoio ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), – movimento que foi oficializado com um pedido de exoneração de André Campos da Secretaria Municipal Articulação e Desenvolvimento Metropolitano -, o deputado federal segue tentando ter garantias da direção nacional de que os emedebistas marcharão com o atual gestor da capital nas eleições de 2024.

Em intervenção num grupo da bancada do partido no WhatsApp – revelado hoje pelo Imirante, o parlamentar maranhense comentou o caso de Rio Verde, interior de Goiás, em que a presidente municipal da sigla, deputada federal Marussa Boldrin, foi destituída do cargo pelo presidente estadual da legenda em Goiás, o vice-governador Daniel Vilela. O fato tem relação com divergências entre a indicada de Baleia Rossi e o grupo do governador Ronaldo Caiado sobre a sucessão na cidade.

“Minha solidariedade e apoio à deputada Marussa Boldrin. Compromisso político tem que ser cumprido”, disse Verde no grupo, antes de fazer uma ligação entre o caso goiano e o ludovicense, numa espécie de pressão a Baleia Rossi.

”Aproveito para expressar a minha preocupação diante das eleições municipais que se avizinham, face aos compromissos assumidos em especial pela executiva nacional, Baleia Rossi, no tocante à renovação do diretório provisório do MDB em São Luís”, disse, marcando o líder partidário.

Desde a semana a imprensa noticia o isolamento de Verde no diretório ludovicense, mas era um algo que estava apenas nos bastidores. Agora, entretanto, a situação é escancarada pelo próprio deputado, que admite não ter mais força ao pressionar o próprio presidente nacional emedebista.

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