Vereadora posa com algoz após falar que sua voz não seria silenciada
Ellen do Bigode mostra sinais da síndrome de Estocolmo ao ser fotografada sorridente ao lado de Fernando Feitosa

A frase “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” indica algo que deve ser feito, mas que não é feito pela pessoa que fala. A expressão lembra o caso da vereadora Ellen do Bigode (MDB) no escândalo das “jujubas batizadas”, durante encontro ocorrido no dia 9 de maio, no sítio do vereador Miau, em Paço do Lumiar/MA.
No final do mês passado, em entrevista exclusiva ao programa Ordem do Dia, da Rádio Educadora FM (88.3 Mhz), a parlamentar luminense decidiu romper o silêncio, comentou sobre o episodio e exigiu uma apuração rigorosa dos fatos. Na ocasião, Ellen garantiu que sua ‘voz não seria silenciada’.
Em um Boletim de Ocorrência ao qual o blog do Antônio Martins teve acesso, o presidente da Câmara, Fernando Feitosa, é apontado como um dos que teria levado as jujubas à confraternização.
O problema, contudo, é que o ‘abalo emocional’ do caso pode não ter impactado tanto assim algumas das vítimas, que demonstraram sofrer da síndrome de Estocolmo. Prova disso, por exemplo, é que a própria Ellen resolveu posar sorridente ao lado de Feitosa, que passou a ser chamado no lugar pela alcunha de ‘Diddy luminense’.
A presença da parlamentar ao lado do algoz comprova que ‘sua voz foi calada’. Por isso, a expressão “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” lembra muito a postura da Procuradora da Mulher do Legislativo luminense.
O ditado significa que a pessoa está pedindo para que os outros sigam o que ela diz, embora ela mesma não esteja agindo da mesma forma. Isso pode ser interpretado como hipocrisia ou falta de coerência entre o discurso e a prática.
Relembre o que disse a Ellen sobre o escândalo das “jujubas batizadas”:
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