PGR: desembargadora combinava com genro redação de sentenças

A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta a desembargadora Nelma Sarney, do Tribunal de Justiça do Maranhão, como chefe de uma organização criminosa que atuou por ao menos uma década na Corte estadual. Cunhada do ex-presidente José Sarney, Nelma teria redigido sentenças em conluio com o genro, o ex-deputado federal e advogado Edilázio Júnior, que, segundo a denúncia, também escrevia decisões judiciais para favorecer o grupo. As informações são do Estadão.
As investigações da Operação 18 Minutos, da Polícia Federal, revelaram conversas que indicam a interferência direta de Edilázio nas decisões da magistrada, com trechos de suas mensagens transformados em sentenças oficiais. A PGR pede ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a perda de cargo de quatro desembargadores.
Além de Nelma, Luiz Gonzaga Almeida Filho, Marcelino Chaves e Guerreiro Júnior, são alvo do pedido dois juízes de primeira instância e mais 23 envolvidos, com devolução de R$ 54,3 milhões aos cofres públicos.
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