Nota de ex-conselheiro tem indício sobre venda de vagas no TCE-MA
Em comunicado enviado à imprensa, Washington Oliveira admite antecipar aposentadoria após ‘convite’ do governador Carlos Brandão para chefiar a Secretaria

Uma nota oficial distribuída na última sexta-feira, 15, pelo conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), Washington Luiz Oliveira, negando qualquer envolvimento em suposta venda de vaga na Corte de Contas, pode se tornar uma evidência do esquema que está sendo investigado no inquérito da Polícia Federal.
Oliveira admitiu no comunicado que, em 2024, aceitou o ‘convite’ do governador Carlos Brandão para comandar a Secretaria de Representação do Governo do Maranhão em Brasília. Como resultado, ele decidiu se aposentar como conselheiro aproximadamente dez meses antes do previsto.
A informação oficial de que houve tratativa com o governador sobre um convite que antecipou sua saída do TCE é surpreendente, considerando que a vacância do cargo poderia abrir caminho para a entrada de um indicado do chefe do executivo para o posto.
A nota oficial do conselheiro que virou secretário foi uma resposta ao despacho do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre a denúncia feita pela advogada mineira Clara Alcântara., de suposto pagamento de propina para assegurar aposentadorias antecipadas no TCE-MA.
O comunicado, contudo, além de não esclarecer nada serviu apenas para reforçar as evidências em relação ao escândalo que pode abalar ainda mais o cenário da política maranhense nos próximos 60 dias, prazo para conclusão do inquérito sobre o caso.

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