Braide espera por ‘afastamento’ de Brandão para entrar na disputa

Embora não tenha declarado oficialmente sua pré-candidatura, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), vem se comportando como se estivesse aguardando a confirmação de um fato: a saída do governador Carlos Brandão, seja por desincompatibilização ou por um afastamento cautelar determinado pela Justiça.

Sem essa possibilidade, a única certeza que temos até agora é uma só: a pré-candidatura do mandatário ludovicense ao Palácio dos Leões vem sendo influenciada apenas por aliados, que desejam isso.

Não é unânime nem na família do seu líder

Braide sabe a força da ‘patada’ do leão numa eleição. Nem entre os parentes de seus aliados ou apoiadores ele é unanimidade. Um exemplo disso ocorre em Cajapió, cidade da Baixada Maranhense, administrada pelo advogado Rômulo Nunes (PSB), irmão do vereador Joel Nunes, líder de Braide na Câmara de São Luís.

Enquanto Joel atua na baixada em torno de uma pré-candidatura do prefeito ludovicense, seu irmão Rômulo faz o oposto: veste a camisa do pré-candidato Orleans em busca de votos na região para o emedebista.

Após ser reeleição com 70% dos votos no pleito municipal, Braide está ciente da importância da máquina em uma disputa. Todos nós sabemos que ele não teria alcançado esse patamar sem o comando da prefeitura.

2026 pode virar um 2016 para o prefeito

Por isso, a indefinição para uma provável disputa em 2026, tem uma razão: Braide teme que o mesmo que ocorreu com seus adversários em 2024 lhe aconteça: a derrota, algo semelhante ao que aconteceu em 2016, quando foi derrotado por Edivaldo Júnior, mesmo com a alta rejeição do concorrente.

Desde fevereiro, alguns de seus interlocutores têm anunciado datas para o “lançamento” de uma pré-candidatura que ainda não ocorreu. Na ocasião, esperava-se um anúncio para o dia 1º de março, mas isso não ocorreu. Em seguida, indicaram o dia 15 deste mês como a data prevista para formalizar a pré-candidatura, o que também não se concretizou.

“Anúncio” depende  do “milagre supremo”

Agora, a previsão do “anúncio” é para o próximo fim de semana, coincidentemente uma semana depois do despacho do ministro Alexandre de Moraes, que deu ao governador maranhense um prazo de cinco dias para explicar o eventual cumprimento de decisões sobre um processo  relacionado a nepotismo no âmbito do STF.

A verdade é que Braide aguarda um “milagre supremo” em relação à saída do governador Carlos Brandão, seja por desincompatibilização ou por um afastamento cautelar imposto pela Justiça.

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