Debandada do PCdoB sugere que PT e PV devem apoiar MDB no MA

A filiação dos deputados Rodrigo Lago e Júlio Mendonça ao PSB, nesta sexta-feira, 3, marcou o fim de uma era para o PCdoB no Maranhão. Pela primeira vez desde 2010, o partido, que já dominou a política local, não terá nenhum representante na Assembleia Legislativa. A mudança simboliza o esvaziamento da sigla, que busca se reerguer após perder suas principais lideranças.
Foi em 2010 que o primeiro deputado foi eleito pela sigla no estado. Na ocasião, Rubens Pereira Júnior obteve 30.301 votos e ocupou a 29ª posição entre os 42 candidatos mais votados. Nesse pleito, o partido surpreendeu com a performance de Flávio Dino, que obteve o segundo lugar com 859.402 votos (29,49%) contra Roseana Sarney (MDB), que saiu vitoriosa com 1.459.792 votos (50,08%).
Quatro anos depois, em 2014, o atual ministro do STF ganharia a eleição para governador com 1.877.064 votos, representando 63,52% do total. Nessa disputa, o partido conquistou três deputados: Raimundo Cutrim (33.760 votos), Prof. Marco Aurélio (30.900 votos) e Othelino Neto (30.196 votos).
A legenda também sairia fortalecida nas eleições seguintes, em 2018 e 2022. Hoje, no entanto, chega sem nenhum parlamentar na Casa do Povo para as eleições de 2026. Sem cargos políticos pela primeira vez em 16 anos, o esvaziamento do PCdoB, sugere que a Federação Brasil de Esperança, que inclui também o PT e PV, pode manter a aliança com o MDB, que tem como pré-candidato o ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão.
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