Apoio do PSD a Zema pode levar Novo ao palanque de Braide no MA

Kassab diz que não descarta a composição, mas a negociação sobre eventual união de candidaturas ainda não avançou

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou ao Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) neste sábado (30/5), que o partido mantém aberta a possibilidade de uma composição com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) na disputa presidencial deste ano. Segundo o dirigente, porém, a definição sobre o caminho da sigla só deve ocorrer em julho.

Atualmente, o pré-candidato do PSD à Presidência da República é o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado. “Podemos indicar um aliado, em caso de aliança. E também é possível que a vice seja do PSD. Nesse caso, vamos buscar o melhor perfil para ajudar Caiado a vencer a eleição e, depois, a governar”, disse Kassab.

Dentro do PSD, a discussão não se limita a escolher um vice para Caiado. O partido avalia se buscará uma composição mais ampla no campo da centro-direita, o que poderia abrir espaço para Zema, ou se preservará uma chapa integralmente partidária, puro-sangue, com a legenda ocupando também o posto de vice.

A possibilidade de uma composição com Zema foi admitida pelo próprio Caiado na quarta-feira, 27. Os dois pré-candidatos tomaram café da manhã juntos na segunda-feira, 25, no escritório de Caiado em São Paulo, quando discutiram a possibilidade de unificação.

“Com a última pesquisa que nós conversamos, existe esse sentimento, e ele é uma pessoa aberta. Então, nós estamos realmente avaliando isso”, disse o goiano, em entrevista à rádio Nova Difusora. Ambos devem se encontrar novamente ao longo da próxima semana.

A negociação sobre uma eventual união das candidaturas ainda não avançou a ponto de definir quem encabeçaria a chapa e quem ficaria com a vice. Também está no radar a possibilidade de o próprio Kassab ser indicado para a vaga no lugar de Caiado.

Aliança impacta no Maranhão

Se o apoio do PSD a Zema se confirmar, isso pode levar Novo a apoiar o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, no Maranhão. O problema, contudo, é a grave acusação do pré-candidato a governador, Lahésio Bonfim (Novo) que, entrevista a uma TV web do Piauí, afirmou ter recebido propostas financeiras para renunciar à disputa ao Palácio dos Leões e concorrer a uma vaga na Câmara Federal. O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes também acusou o grupo baridista, de tentar inviabilizar sua candidatura ao governo estadual.

“Me ofereceram dinheiro para ser candidato a deputado federal (…) Eles fizeram mesmo foi humilhar”, afirmou Lahésio, que garantiu ter como provar as acusações.

Se a aliança for confirmada em âmbito nacional, poderá encontrar obstáculos para se estabelecer no estado, gerando incertezas quanto à pré-candidatura de Braide em razão da gravidade das declarações. Afinal, não seria adequado unir-se àqueles que foram acusados de aceitar dinheiro para abandonar a corrida ao governo.

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