Casos de traição de Brandão acendem alerta para eleições ao Senado

Governador pode ter que decidir entre André Fufuca e Pedro Lucas, mas um deles será traído

Na política, a traição é o pior dos pecados. Tanto que um bom político é aquele que cumpre acordos, independentemente do quanto isso lhe custe. O governador Carlos Brandão é visto como traidor de aliados próximos, inclusive, por eles mesmos, basta ver a quantidade de pessoas que o abandonou no meio da estrada. O vice-governador Felipe Camarão foi apenas mais um de uma imensa lista que incluiu de Flávio Dino ao Partido dos Trabalhadores (PT). 

Agora, nos bastidores, comenta-se que a próxima “vítima” pode ser um dos deputados da federação União Brasil-PP que almejam uma vaga no Senado. Os nomes em questão são André Fufuca (PP) e Pedro Lucas (União).  

Na noite de sábado (6), durante ato de pré-campanha de Orleans, em Peritoró (MA), Brandão reforçou seu apoio à reeleição do senador Weverton (PDT) e anunciou que a segunda candidatura ao Senado será da federação União Brasil-PP. Contudo, mesmo antes da definição, o governador já está sendo rotulado de “traidor” por estar prestes a escolher entre Fufuca e Pedro. Independentemente da escolha, um deles sairá traído. 

Na política, a traição é método, estratégia e, muitas vezes, combustível de sobrevivência. O mundo político adora a traição, mas tem horror ao traidor. A frustração provocada pela traição, geralmente vem da decepção pelo abandono de uma pessoa especial, aquela que é parte da realização do sonho. 

Brandão é visto como alguém que abraça hoje pensando em degolar amanhã. Ele costuma sentar à mesa construindo alianças enquanto, discretamente, prepara o jantar do adversário. Em política, a lealdade costuma durar até a próxima pesquisa, a próxima conveniência ou a próxima oportunidade de poder. 

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