Raimundo Cutrim foi acusado de influenciar investigações em 2025

O envolvimento do ex-deputado e ex-secretário de Segurança Pública, Raimundo Cutrim, com suposta pressão sobre policiais na Superintendência de Combate à Corrupção (SECCOR) foi denunciado pelo deputado estadual Othelino Neto na Assembleia Legislativa. Em discurso no dia 19 de fevereiro de 2025, o parlamentar afirmou que Cutrim estaria pressionando delegados e agentes de polícia a direcionar investigações contra adversários do governador Carlos Brandão.
Além das denúncias de pressão sobre policiais, Othelino afirmou que um suposto esquema de manipulação de informações estaria em curso. Segundo ele, veículos de comunicação estariam sendo pautados por aliados do governo para divulgar conteúdo desfavorável a adversários políticos.
Na ocasião, o deputado mencionou que um dos responsáveis por essa articulação seria o irmão do governador, que, segundo ele, estaria coordenando a divulgação de informações para pressionar opositores.
Em 20 daquele mês, um dia após a denúncia no legislativo maranhense, Cutrim foi flagrado entrando no escritório de Marcos Brandão. O momento foi registrado por pessoas que passavam pelo local. O registro mostra o ex-secretário na porta de uma residência, enquanto aguardava para adentrar ao estabelecimento que seria pertencente ao irmão do governador.
Quase um ano depois do episódio, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a realização de busca e apreensão contra o ex-secretário. O mandado foi expedido na sexta-feira (17) e teria sido cumprido no mesmo dia, em São Luís baseado nas mesmas denúncias levadas à Assembleia Legislativa.
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