Eleição de César Brito na Câmara de Bacabal deve ser questionada na Justiça

A eleição do vereador César Brito para a presidência da Câmara de Vereadores de Bacabal deve ser questionada na Justiça pelo grupo do senador João Alberto que fez uma votação paralela no dia primeiro de janeiro.
A sessão especial para instalação da Câmara, posse dos vereadores e posse do prefeito e vice-prefeito foi realizada na casa de eventos Real Place e presidida pelo vereador João Garcez Filho, o Maninho.
Os vereadores que apoiam o grupo do Senador e do ex-candidato a prefeito Roberto Costa chegaram do confinamento (releia) a tempo de registrar a chapa concorrente.
O ponto nevrálgico da história foi quando dois vereadores não apresentaram o Diploma para terem direito a posse: Natália Duda e Joãozinho Algodãozinho. Duda ainda conseguiu, dentro do tempo concedido pelo presidente Maninho, pegar o seu diploma em casa e foi empossada. O diploma do vereador Joãozinho não foi apresentado e em seu lugar foi empossado temporariamente o suplente Raimundo Feitosa.
Procedida a votação, foi eleita a chapa encabeçada pelo vereador Cesar Brito que, ato contínuo, empossou o prefeito José Vieira Lins e o vice-prefeito Florêncio Neto.
Os vereadores que apoiam o ex-candidato Roberto Costa, como forma de protesto, se retiraram e fizeram uma eleição paralela em outra sala. A partir daí o vereador Edvan Brandão passou a ser considerado presidente, diante do questionamento sobre a legalidade da posse do suplente Antonio Feitosa, o que – na visão dos partidários de João Alberto – torna anulável a eleição.
Segundo o Blog apurou, o grupo de vereadores pretende questionar judicialmente a eleição nas próximas horas.
Joãozinho Algodãozinho, o nome mais comentado
Vendedor ambulante de algodão doce, João da Cruz Rodrigues (foto) foi eleito pela primeira vez nas eleições de outubro e é o nome mais comentado na cidade de Bacabal.
Depois de ter sido a surpresa da eleição, por ter feito uma campanha sem dinheiro, Joaozinho foi o destaque no processo de eleição da Mesa Diretora. Primeiro foi dado como desaparecido pela família (releia), depois comparece sem o diploma na cerimônia de posse.
Se Joãozinho nao foi empossado, como teria votado?
O fato intrigante é que, se a eleição paralela feita pelo grupo do ex-candidato Roberto Costa, foi feita simultaneamente, como é que Joãozinho foi empossado como vereador para poder votar? O voto dele é contado como um dos nove daquela ala política.


