Eleições em Ribamar limita-se a guerra de foice entre Cutrim e Luís Fernando

luis-fernando-e-gil-cutrimÉ na terra do padroeiro do Maranhão, São José de Ribamar, que as máximas do padre Antônio Vieira e do poeta e dramaturgo William Shakespeare se misturam e impossibilitam qualquer entendimento sobre a política que por lá acontece.

Se já havia mais coisas entre os céus e a terra do que supõe a vã filosofia, imagina tentar supor quando até os céus mentem.

Quinta maior cidade do Maranhão, Ribamar virou de ponta cabeça com os históricos sarneysistas virando a lata para Flávio Dino e os que representavam a oposição aderindo ao grupo oligárquico, revelando que na verdade são todos farinha do mesmo saco.

Hoje os 81 mil eleitores do município não mais se dividem entre sarneysistas e não sarneysistas, antigamente representados pelos ex-prefeitos J. Câmara, com o apoio da famiglia, e o Dr. Julinho Matos com o amparo de Jackson Lago.

Em 2014 o doutor, que pretende ser candidato, deixou-se contaminar e apoiou Edinho Lobão, e o ex-prefeito Luís Fernando (PSDB) e o atual Gil Cutrim (PDT) e família avalizaram a candidatura de Flávio Dino, depois de serem execrados pelos sarneys.

O resultado é que a grande disputa para as eleições municipais em outubro próximo não acontece por diferenças programáticas, mas por espaço de poder entre os cutrins e Luís Fernando, que é candidato favoritíssimo do grupo.

Os cutrins temem perder o controle político no município e querem tutelar a candidatura de Luís Fernando indicando o candidato a vice-prefeito, para evitar que ele tome sozinho o comando do curral repetindo a sua exitosa administração de 2005 a 2010, quando renunciou para assumir um cargo no Estado e disputar os Leões embalado pelas promessas da princesa da Odebrecht, Roseana Sarney.

O então vice-prefeito, Gil Cutrim, tomou posse  e se reelegeu em 2012 para mais um mandato; sem no entanto poder repisar o dito sucesso do antecessor, que foi favorecido pelo momento econômico e o aumento do FPM de R$ 1,5 milhões para R$ 3,1 milhões conquistado na Justiça a partir de um novo cálculo populacional.

Cutrim enfrenta, como todos os  prefeitos do País, uma série de dificuldades econômicas provocadas pela redução do Fundo de Participação, que não lhe permitiu investir na infraestrutura do município, como fizera Luís Fernando.

Aliados somente na fotografia, os dois se comem pelas beiradas.

Uma campanha orquestrada tenta desqualificar Luís Fernando para que a vitória nas urnas dependa dos Cutrins, e não da sua capacidade pessoal.

Outros possíveis candidatos são os ex-deputados Alberto Franco e J. Pinto, mas não significam um contraponto político ao grupo Cutrim/Luís Fernando que domina a terra do santo.

Correndo por fora, o advogado Arnaldo Colaço (PSB), também é candidato, e mesmo com pouca chance eleitoral, espera-se que possa enriquecer o debate para além da briga de comadres.

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