Maranhãozinho prestaria grande serviço a si e à política se provasse que é inocente

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho vem fazendo um grande esforço para politizar a Operação Maranhão Nostrum, na qual o Gaeco investiga fortes indícios de desvio de recursos públicos envolvendo empresas e prefeituras ligadas ao parlamentar. Sem outros argumentos fortes para contestar a denúncia do Ministério Público, que em nota esclarecedora mostrou todo o fundamento da investigação, o deputado agora é duramente contestado pela Secretaria de Segurança Pública, depois de ter dito que está sendo vítima do braço policial do Governo. O problema é que no seu esforço de dar conotação política a uma investigação consistente, baseada em denúncias fortes e que até agora aponta graves elementos que em princípio comprovariam o que foi denunciado. Toda essa celeuma seria resolvida num estalo de dedos se o deputado Josimar de Maranhãozinho batesse às portas do Gaeco munido de documentos e provas irrefutáveis, contestando, uma a uma, as denúncias que o atingem. Se é inocente, perseguido político por estar crescendo nas pesquisas, por que não desmonta a tal armação política com a verdade? Sem isso, ele dificilmente convencerá que está sendo vítima de perseguição política por uma ameaça na corrida ao Palácio dos Leões. Edivaldo Jr. (PSD) entrou na briga bem situado, o mesmo acontecendo com Lahesio Bonfim (sem partido), que aparece nas pesquisas com melhor performance do que o chefe do PL. Nenhum deles está sofrendo perseguição política. Diante dos fatos e das gritantes contradições, em nome de uma política saudável, limpa, livre da suspeita de corrupção, o grande gesto do deputado Josimar de Maranhãozinho seria provar, por A mais B, que as denúncias e suspeitas investigadas pela Polícia Federal (Operação Descalabro) e pelo Gaeco (Operação Maranhão Nostrum) são infundadas e que a vida político-empresarial dele é reta, transparente e inatacável. Poderia disputar o Governo do Estado sem precisar de vitimização política. Tem tempo para isso.


