Umbelino solicita reforma de escola da zona rural

O Centro de Ensino Professora Maria do Socorro Almeida, anexo um, localizado no bairro Quebra Pote, zona rural de São Luís, vem sofrendo diversos problemas estruturais. Segundo os moradores, a unidade nunca foi reformada, faltam manutenções básicas, além disso, animais e insetos como ratos, baratas e até morcegos invadem a escola, o que vem dificultando o acesso à educação.

Preocupado com a situação, o vereador Umbelino Junior (Cidadania 23) solicitou ao Governo do Estado, por meio de uma indicação, a reforma da unidade escolar. A proposta entrou em votação e foi aprovada em plenário.

Durante a sessão desta terça-feira (13), Umbelino voltou a solicitar os serviços ao Estado.

“Fizemos essa solicitação ao Governo, devido a responsabilidade pertencer à Secretaria Estadual de Educação (Seduc), mas alguns serviços emergenciais já foram realizados pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), porque na escola um turno é cedido para os alunos do município. O espaço é fundamental para os alunos da comunidade, por isso, é preciso que seja feita uma grande reforma para o bem dos moradores da zona rural”, argumentou Umbelino.

Duarte Jr inicia investigação sobre caso Cajueiro

O deputado estadual Duarte Jr informou, nesta quarta-feira (14), medidas em prol dos moradores da comunidade Cajueiro, em São Luís, que, no dia 12 de agosto sofreram um processo de reintegração de posse, para que a região dê lugar ao Terminal Portuário de São Luís, empreendimento sob responsabilidade da construtora TUP (Terminal de Uso Privado) Porto São Luís.

“Como Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, estou oficiando a OAB, DPE e todos os órgãos estaduais e municipais para a garantia dos direitos fundamentais constitucionais das famílias”, informa Duarte Jr em vídeo publicado em suas redes sociais.

O requerimento protocolado pelo deputado solicita, de forma imediata, informações sobre o caso à Secretaria de Estado de Cidades (SECID), Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP), Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (SEMCAS).

Com base nos dados, Duarte Jr irá adotar medidas e realizar ações de garantia e fiscalização dos direitos dos moradores. No requerimento, o deputado cobra ainda informações da TUP Porto São Luís sobre a existência de acordos judiciais ou extrajudiciais envolvendo as famílias e se houve benefício garantido a elas. “E, por fim, a quantidade de famílias efetivamente atingidas com a reintegração de posse ocorrida”, diz Duarte.Duarte Jr também lamentou a forma como a decisão judicial foi cumprida. “Lamento, pois essa decisão judicial não fez justiça. Pelo contrário, maculou direitos, não apenas daquelas famílias, mas de todos os agentes envolvidos”, afirmou Duarte, que destacou a necessidade de respeito aos direitos constitucionais. “Dentre os quais eu destaco a dignidade da pessoa humana”, conclui o deputado.

Wellington consegue usar estudantes de esquerda para um projeto de poder de direita

O deputado Wellington do Curso, do PSDB, se inseriu na agenda do Cajueiro para atrapalhar o diálogo com os poucos moradores do Cajueiro que tiveram que desocupar área privada por determinação da Justiça para tentar criar palco para agressões ao governador Flávio Dino, o que faz desde 2015.

Hoje, após ele e assessores de seu gabinete invadirem a entrevista coletiva que estava se iniciando no Palácio Henrique de La Rocque, com dois secretários de Estado e boa parte da imprensa maranhense, tomaram os microfones dos secretários e não os deixaram falar. Ao final, orientados pelo deputado Wellington do Curso, ainda agrediram fisicamente o secretário de Direitos Humanos, que foi salvo graças a intervenção do Gabinete Militar. Pelo menos um equipamento do auditório do Governo do Maranhão, patrimônio público, foi danificado.

O mais estranho é essa união de Wellington do Curso, do PSDB, que está visando as eleições municipais de 2020, com militantes supostamente de extrema-esquerda alinhados Wellington, servindo ao projeto da extrema-direita bolonarista.

Grupo Gonçalo anuncia desfiliação do partido Avante

Os prefeitos Hilton Gonçalo, Fernanda Gonçalo e Iriane Gonçalo comunicaram de forma conjunta a desfiliação do partido Avante. Considerado um dos grupos políticos mais fortes e atuantes no Maranhão, os Gonçalos optaram em deixar a legenda para que possam definir a estratégia política visando as eleições de 2020 e 2022.

Além do trio de prefeitos, devem deixar também o Avante, o deputado estadual Ariston e o suplente de deputado federal Elizabeth Gonçalo. Assim como vários aliados do Grupo Gonçalo que se filiaram nos últimos meses.

O prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, já recebeu diversos convites para se filiar em outro partido, assim como levar parte do seu grupo político. Porém o gestor municipal afirma que o momento é de reflexão para tomar a melhor decisão.

Além de disputar a reeleição em Santa Rita, Hilton Gonçalo também tem se preparado para inúmeras disputa, dentre elas a reeleição de Fernanda Gonçalo em Bacabeira; a disputa em Pastos Bons; Milagres; Axixá; Sucupira do Norte; Palmeirândia; Nova Iorque; Nova Colinas; Rosário; São Luís e outras.

TJ absolve Marcelo Baldochi em processo sobre trabalho escravo

Relator teve voto vencido pela maioria dos desembargadores do pleno da corte

Por maioria de votos, o pleno do Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu absolver o juiz de Direito Marcelo Testa Baldochi. Contra o magistrado pesava a acusação de manter trabalhadores em condição análoga à escravidão, em uma fazenda de sua propriedade, em Açailândia.

Em setembro de 2007, o Grupo de Fiscalização Móvel para Erradicação do Trabalho Escravo e Degradante diligenciaram às fazendas da região de Açailândia, para apurar denúncia de trabalho escravo, indo até a Fazenda Pôr do Sol, de propriedade de Baldochi.

Ao chegar no local, foram apontadas supostas irregularidades contra os trabalhadores, como falta de alojamento adequado; falta de EPI; falta de pagamento da remuneração.

Em seu depoimento, o juiz afirmou não existir qualquer irregularidade. Disse que os trabalhadores não eram empregados de sua propriedade e sim contratados para a realização de um serviço, o que, sempre segundo ele, é um costume no interior, onde é comum contratar sem as formalidades legais, pagando-se pelo serviço executado.

O processo teve como relator o desembargador Raimundo Melo, cujo voto foi para que o juiz fosse aposentado compulsoriamente, com vencimentos proporcionais. Ele ressaltou que Baldochi já havia sido condenado em outros processos administrativos por condutas incompatíveis com a Magistratura e “utilizou-se da necessidade primária do ser humano de manutenção da vida e de sua integridade para explorá-los, impondo-lhes uma situação degradante”.

Ao final do julgamento, porém, o voto de Melo foi vencido e a maioria dos desembargadores do TJ do Maranhão votou pela absolvição de Marcelo Baldochi.