O empresário Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido como Pacovan [foto ao lado], foi preso na manhã desta terça-feira (5) por suspeita de agiotagem e desvio de recursos públicos no Maranhão. O empresário que também seria concorrente do principal financiador de campanha do governador Flávio Dino (PCdoB), Dedé Macedo, foi o segundo agiota preso em menos de um mês dentro da “Operação Imperador”, da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
No dia 31 de março, foi presa a ex-prefeita de Dom Pedro, Maria Arlene Barros. Ela que é adversaria do atual prefeito Hernando Macedo (PCdoB), filho de Dedé Macedo, foi acusada de desviar da prefeitura entre 2009 e 2012, mais de R$ 5 milhões.
No dia 1º, Eduardo Costa Barros, filho da ex-prefeita mais conhecido como “Eduardo Imperador”, se apresentou na sede da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic). Segundo a polícia, em nome de Eduardo e de pessoas ligadas a ele existem, pelo menos, dez empresas, a maioria no ramo de construção civil e locação de máquina. Estas empresas seriam usadas para fraudar licitações e desviar dinheiro da prefeitura de Dom Pedro. Eduardo nega que tenha tantas empresas e que tenha sido beneficiado. Os dois foram liberados seis dias após a prisão.
LIGAÇÕES PERIGOSAS
O bom relacionamento entre o governador Flávio Dino (PCdoB) e o empresário agropecuarista Dedé Macêdo – apontado por alguns como investidor no mercado financeiro paralelo – é antigo. Remonta às eleições de 2010. Naquela ocasião, Dino cruzava os céus do Maranhão em um helicóptero emprestado/alugado pelo empresário a sua campanha. As circunstâncias do uso da aeronave nunca ficaram muito claras.

O helicóptero de 2010, adesivado para Dino, era branco
Em 2014, já na pré-campanha, outro helicóptero do empresário começou a ser apontado como objeto de novo empréstimo ao comunista. A aeronave, mais moderna, foi adquirida por Macêdo em Teresina e lá normalmente ficava, num hangar, para uso particular.

Flávio Dino em Mirador, na campanha de 2014: às custas de Dedé Macedo

Helicóptero usado por Flávio Dino é o mesmo de Dedé Macedo
Logo após a compra, surgiram as primeiras informações de que o helicóptero estaria sendo usado por Flávio Dino.
Cabe ressaltar que não há crime nenhum um candidato, ou comitê financeiro, usar um helicóptero. Mas isso, pelo menos em tese, deve estar especificado na prestação de contas, segundo a legislação eleitoral brasileira.
Com objetivo de obter mais conhecimento sobre a reforma política, que tramita no Congresso Nacional, na madrugada desta terça-feira(5), uma comissão de vereadores de São Luís embarcou com destino a Brasília.
O grupo de parlamentares ludovicenses é composto por Antonio Isaias Pereirinha (PSL), Pedro Lucas Fernandes (PTB), Bispo Paulo Luiz (PRB), Beto Castro (PRTB), Marquinhos Silva (PRB), Ricardo Diniz (PHS) e Estevão Aragão (SDD).
Os vereadores buscarão mais informações sobre os principais pontos que estão sendo discutidos sobre a reforma política no Congresso Nacional para trazer aos colegas detalhes sobre o assunto. Os parlamentares querem ainda informações sobre proposta como a do voto distrital, que mexe diretamente com as eleições para vereador em São Luís caso seja aprovada.
Os parlamentares esperam trazer para os demais vereadores da Câmara Municipal subsídios concretos acerca da discussão sobre a reforma política, para que sirvam de elementos para uma tomada de decisão sobre os acontecimentos envolvendo a eleição de 2016.
“Ninguém sabe qual a forma de adoção de voto distrital, futuro de celebração ou não de coligações, entre outros temas que têm deixado os vereadores atônitos diante dessa situação”, dizem os vereadores de São Luís.

Patrimônio do deputado triplicou nos últimos seis mandatos
O deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues, o ‘Josimar de Maranhãozinho’ (PR), indiciado pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação, concussão, peculato e formação de quadrilha ou bando, conforme documento em anexo, teve um aumento patrimonial de mais de 1.000% desde as últimas eleições majoritárias, em 2008. Isso só em relação a bens imobiliários.
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Deputado é suspeito de usar diploma falso no registro da candidatura
Há quase seis anos, seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral era de R$ 463 mil. Hoje, os bens do “Moral da BR” superaram os R$ 6 milhões, conforme documento elaborado a partir dos bens declarados oficialmente pelo próprio parlamentar.
Em 2008, quando registrou candidatura para concorrer à reeleição de prefeito de Maranhãozinho, Josimar listou onze bens na declaração apresentada ao Cartório Eleitoral, entre eles três veículos, um terreno, quatro imóveis, sendo um que estava em obras.
Seis anos depois – em 2014 – quando registrou candidatura para deputado, o número de bens (entre imóveis, terrenos, veículos e etc..) saltou para 45.
Além de ser suspeito de usar diploma falso no registro da candidatura, o “Moral da BR” também deverá explicar à Justiça, muito em breve, como fez para triplicar seu patrimônio em seis anos exercendo única e exclusivamente cargos públicos.
Só em São Luís, do patrimônio do deputado consta uma sala comercial no edifício Vinícius de Morais; dois apartamentos na Ponta d’Areia; lote, terreno e uma casa Quintas do Calhau; duas salas comerciais no edifício Office Tower; terreno no Jardim São Cristóvão e um terreno no Rio Anil. O parlamentar é ainda titular da empresa J. Cunha Rodrigues e possui capital em outras duas empresas: a Dismar e Construtora Madry.
O levantamento do BLOG levou em conta as eleições a partir de 2008, a última depois das investigações da Operação Cupim, que indiciou 11 pessoas em 2012, entre elas o deputado Josimar, ex-prefeito de Maranhãozinho. O parlamentar é os demais indiciados foram acusados de fazer parte de um esquema criminoso, em que era cobrada uma taxa para entrada de caminhões em áreas indígenas, para extração de grande quantidade de madeira de forma ilegal. O nome da operação policial significa cupim, em tupi-guarani, que é considerada uma praga perigosa que ataca a madeira e outros produtos agrícolas.
Morreu nesta terça-feira (5), o estudante Rondinely Ferreira da Costa, de 18 anos, que foi baleado durante um assalto dentro de um ônibus no bairro da Cohab, em São Luís, na tarde dessa segunda-feira (4). O jovem foi baleado na cabeça após ter o celular roubado. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.
O crime aconteceu nas proximidades da Maternidade Marly Sarney, dentro de um coletivo que faz linha para o bairro Turu. Profissionais do hospital realizaram os primeiros socorros.
O rapaz foi encaminhado para o Hospital Municipal Clementino Moura (Socorrão 2), no bairro Cidade Operária, mas morreu na madrugada desta terça. Segundo a polícia, um adolescente foi apreendido suspeito de ter cometido o crime, mas foi liberado por falta de provas. O G1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) e aguarda posicionamento sobre o assunto.
Insegurança
De acordo com dados dos plantões da Polícia Civil, mais dois ônibus foram assaltados ontem em São Luís. Um na região do Anel Viário e o outro na BR-135. Ao todo, 13 ônibus foram assaltados nos cinco primeiros dias do mês de maio. No domingo (3), os assaltos aconteceram nos bairros Tibiri, João Paulo, Centro, Cohab e Vila Embratel. Em todas as ocorrências, foram levados os pertences dos passageiros e a renda dos coletivos.
No dia 26 de abril, foram registradas seis ocorrências de assalto a ônibus no Plantão Central do Parque Bom Menino. Os assaltos aconteceram nos bairros Vila Nova, Areinha, Olho d’Água, Portinho e Ipase.
No mês de abril, foram registrados 54 homicídios e oito latrocínios na capital maranhense. O Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) aponta que houve diminuição no número de mortes por homicídio, já que em 2014 foram registradas 69 mortes violentas no mesmo período. Ainda segundo o Ciops, nos três primeiros meses de 2014, quatro latrocínios foram registrados.
Fonte: G1 Maranhão
A J. Kilder Construções e Serviços Ltda, que foi responsável pelos serviços de reforma e ampliação de escolas no município de Miranda do Norte (a 124 quilômetros de São Luís), é uma empresa sem sede. Segundo dados obtidos junto a Receita Federal, o endereço da empresa registrado, inclusive, na Junta Comercial do Maranhão (Jucema) é Alameda IV, Número 2, Bloco R, Apartamento 102, Condomínio Atlântico, no bairro Bequimão, em São Luís. O local, porém, é um apartamento residencial que nem de longe lembra a sede uma construtora.

O representante da empresa é Francisco Jesselino Aragão Costa. Ele também seria proprietário de outra empresa – a F. J. Aragão Costa – que tem endereço registrado num casebre, localizado no município de Raposa, que fica na região metropolitana da capital.
De acordo com informações obtidas pelo blog, utilizando apenas uma das construtoras – a J. Kilder Construções e Serviços Ltda – o empresário Francisco Aragão já faturou mais de R$ 10 milhões de reais, através de contratos com as prefeituras de Cantanhede, Primeira Cruz, Turilândia, Santa Helena, Santa Luzia, dentre outras prefeituras do interior.
INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES
Em Miranda do Norte, por exemplo, o contrato 003-2012-001 entre a Prefeitura e a empresa, no valor total de R$ 370.450,00 (trezentos e setenta mil quatrocentos e cinquenta reais), foi assinado em fevereiro de 2012, pelo prefeito José Lourenço Bomfim Júnior, o “Júnior Lourenço” (PTB) e o empresário Francisco Jesselino Aragão Costa. No entanto, os indícios de irregularidades ficam mais claros após a data da publicação: assinado em fevereiro de 2012, o contrato só foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), em julho de 2014, ou seja, três anos depois da assinatura do acordo.
O contrato afirma que a empresa tinha um prazo de 90 (noventa) dias para concluir os ‘serviços’ de reforma e ampliação das unidades de ensino. Dados obtidos pelo blog revelam que a empreiteira de fachada que recebeu mais de R$ 300 mil de reais da prefeitura de Miranda, fez doações no valor de R$ 10 mil para a campanha do prefeito de Pio XII, Paulo Veloso (PRB). Na próxima semana o blog vai trazer um post que revela o laranjal por trás dos negócios que envolvem a construtora. A matéria que vai revelar todos os contratos da empresa de fachada pode mexer profundamente com o meio político maranhense.