Josimar de Maranhãozinho dificilmente manterá candidatura ao Governo

Josimar de Maranhãozinho: candidatura sem futuro

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) mantém o discurso de que é pré-candidato ao Governo do Estado, mas nos bastidores corre a especulação de que ele permanecerá nessa trincheira verbal até que o senador Roberto Rocha resolva sua situação partidária e defina se será candidato a senador ou a governador – desde que não seja pelo PL. Quem conhece seus movimentos garante que ele arquivará esse discurso no início de abril, quando deverá colocar em prática a candidatura da deputada Detinha (PL), sua mulher, à Câmara Federal, e a dele à Assembleia Legislativa, ou, numa segunda hipótese, tentar manter como é hoje, ela no parlamento estadual e ele na Câmara Baixa do Congresso Nacional. A propalada candidatura ao Governo é jogo de cena. Primeiro porque todas as avaliações indicam que não existe possibilidade de ele vir a ser eleito governador, e as pesquisas mais recentes mostram isso com clareza. E segundo, porque sem um mandato ele ficaria numa situação de extremo desconforto nos planos pessoal, político e empresarial. Josimar de Maranhãozinho tem duas prioridades nessas eleições: conquistar um mandato e garantir o controle do PL, do Avante e do Patriotas no Maranhão. Sabe que sem um mandato federal, ele dificilmente manterá o controle desses partidos, especialmente o PL, que é a base do seu poder político. Em resumo: a menos que haja uma reviravolta política avassaladora, Josimar de Maranhãozinho não alimentará a fantasia de ser candidato a governador. Nem a senador.

Dino fez análise correta do que é hoje o Grupo Sarney

Flávio Dino acertou no diagnóstico

Tem toda razão o governador Flávio Dino quando diz que o Grupo Sarney já não existe. É verdade, e os fatos estão aí para mostrar. O MDB é a maior das fatias do que restou do grande grupo, mas o comando da ex-governadora Roseana Sarney não tem produzido situações que indiquem a retomada de pelo menos parte do poder de outros tempos. Isso está claro nesse processo de preparação para as eleições, a começar pelo fato de que partes do que foi o  Grupo Sarney tentam seguir seus próprios rumos.

É o caso, por exemplo, do PSD, liderado pelo deputado federal, Edilázio Jr. com o apoio do experiente deputado estadual César Pires, que tem o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. como pré-candidato a governador. E do PSC, comandado no estado pelo deputado federal Aluísio Mendes, nascido politicamente das entranhas do sarneysismo. A própria posição independente do deputado estadual Adriano Sarney, que comanda o braço maranhense do PV, é uma evidência incontestável de que o sarneysismo não mais existe como grupo.

Hoje, o que já foi o Grupo Sarney, dono de uma hegemonia avassaladora na vida política do Maranhão, está concentrado no MDB, com dois deputados federais, três deputados estaduais, e onde uma ala jovem, liderada pelo deputado estadual Roberto Costa, tenta usar o pragmatismo para fortalecer o partido, mas enfrenta forte resistência por parte de quadros mais conservadores. E essa resistência vem do próprio José Sarney, que é um liberal com mentalidade conservadora.

O governador Flávio Dino, portanto, fez a interpretação correta do que é hoje o que já foi o Grupo Sarney.

Arrogância faz Braide perder o Podemos para deputado

A arrogância e prepotência levaram o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, a perder o comando do Podemos no Maranhão. A informação é do blog do Thales Castro.

Segundo a publicação, Braide que estava sem contato algum com o comando nacional do Podemos, agremiação que disputou e ganhou a prefeitura ludovicense em 2020, piorou ainda mais sua situação ao dar um verdadeiro ‘chá de cadeiras’ nos dirigentes da nacional, que de boa vontade ainda fizeram valer em vão, aquele velho ditado popular: “se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai até a montanha”.

Diante da inabilidade, misturada com muita soberba do mandatário, o deputado estadual Fábio Macedo, que é pré-candidato a deputado federal, deve assumir o comando da sigla no Maranhão nos próximos dias, proporcionando mais uma legenda no rol das apoiadoras da pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão.

O anúncio da mudança na legenda foi feito pelo próprio Macedo que estava acompanhado dos vereadores do Podemos em São Luís, Domingos Paz, Edson Gaguinho, Francisco Chaguinhas e Marcial Lima.

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Pesquisa que Weverton ‘lidera’ tem indícios de fraudes

Levantamento divulgado pela Econométrica, tem como ‘responsável técnico’ desembargador do TRT. Em 2018, Instituto chegou a divulgar pesquisa por uma estaticista que já estava morta

A pesquisa eleitoral divulgada nesta quarta-feira (02/03), da Econométrica, que mostra o senador Weverton Rocha (PDT) ‘liderando’ a disputa pelo governo do estado na cidade de Imperatriz, segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, pode ter indícios de fraude. Além de supostamente maquiar os resultados, a amostragem eleitoral foi bancada pelo instituto.

No cenário estimulado, quando são apresentados os nomes dos pré-candidatos, o levantamento apontou que o pedetista tem 40% de preferência do eleitorado. Ele é seguido por Roberto Rocha (PSDB), com 23,2%, e Lahesio Bonfim (Agir), com 13,8%.

Posteriormente aparecem Carlos Brandão (PSDB), com 11,4%; Josimar de Maranhãozinho (PL), com 2,5%; Edivaldo Holanda Júnior (PSD), com 1%; e Simplício Araújo (Solidariedade) e Enilton Rodrigues (Psol), ambos com 0,7%. Brancos e nulos somaram 3,7% e não sabem/não responderam totalizaram 3%.

A pesquisa, registrada sob o número MA-05277/2022, foi realizada entre os dias 20 e 22 de fevereiro no centro de Imperatriz e localidades vizinhas. Foram ouvidas 405 pessoas, a margem de erro é de 4,8% com um intervalo de confiança de 95%.

Fraude tenta interferir na eleição

O problema, entretanto, é que as suspeitas de irregularidades recaem sobre o instituto. Não é de hoje que essas empresas convivem com esses indícios. Enquanto os olhos do TSE estão voltados para o combate à desinformação, um esquema capaz de influenciar os resultados eleitorais cresce a cada dia no país, principalmente nas pequenas cidades.

O número de pesquisas bancadas pela própria empresa – como no caso da Econométrica – que realiza o levantamento praticamente triplica a cada ano, segundo dados do próprio tribunal. Até o mês de setembro de 2020, 3.499 pesquisas foram registradas nesse molde – 174% a mais na comparação com o mesmo período em 2016 (1.279).

A expansão do mercado de medição da intenção de votos vem acompanhada de práticas que podem interferir no processo eleitoral, principalmente nas pequenas cidades. Os números escondem a falta de controle de qualidade dos levantamentos que são produzidos e registrados oficialmente como pesquisas.

Desembargador pode assinar pesquisa?

O blog do Antônio Martins apurou alguns indícios de irregularidades envolvendo a Econométrica. Um deles é com relação ao nome do estatístico identificado por Sergio Pinto Martins. O nome do profissional, registrado no Conselho de Estatística da 5ª Região (CONRE 5ª), é o mesmo do Desembargador Corregedor do TRT – Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. 

Curioso, por exemplo, é que no dia 10 de junho de 2021, através do oficio nº 666/2021, o mesmo Sergio Pinto Martins solicitava da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE) de São Paulo, dados sobre nova versão do Sistema de Informações Eleitorais – SIEL, comunicando a necessidade de o usuário efetuar novo cadastro para acesso à plataforma, conforme descrito no Manual do Usuário Externo, conforme documento em anexo.

Por conta da coincidência, existe outra suspeita de fraudes no uso dos nomes dos estatísticos responsáveis pelo embasamento técnico da pesquisa. Não é a primeira vez que situações como essas, envolvendo a empresa ocorrem no Maranhão.

Talvez o Instituto Econométrica seja protagonista dos maiores escândalo nas últimas eleições. Em 2018, pesquisa divulgada pelo Instituto, foi assinada por Celene Raposo de Aquino. Acontece que ela estava morta 19 dias antes do registro da amostragem, que foi feito no Tribunal em 26 de agosto daquele ano. Apesar do constrangimento, o Instituto Econométrica voltou a registrar pesquisa.

O que diz os órgãos?

Em 2020, durante entrevista a O Globo, o vice presidente do Conselho Federal de Estatística, Mauricio Pinho Gama, disse que é preciso que o TSE tenha um controle maior do sistema usado para registrar os levantamentos.

“São sete regionais (do conselho) para todo o território nacional. Temos um número de funcionários pequeno. A gente tenta fazer o que pode, mas não é uma fiscalização eficaz”, pontuou.

No mesmo ano, o TSE também informou, em nota, que não realiza qualquer controle prévio sobre o resultado das pesquisas, tampouco gerencia ou cuida de sua divulgação, atuando sempre que é provocado por meio de representação. De acordo com o tribunal, um sistema com mais segurança para o registro de pesquisas seria implementado este ano, apesar da promessa, as suspeitas de irregularidades com levantamentos seguem ocorrendo.

Deputado Rubens Júnior anuncia desfiliação do PCdoB

O deputado federal Rubens Pereira Jr (MA) anunciou sua saída do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em carta aberta, divulgada nesta quinta-feira (3) em suas redes sociais. No documento, o parlamentar afirma que sua decisão de desfiliação foi motivada pelas indefinições de como se dará a união dos partidos políticos a partir das Federações, novo sistema de composição aprovado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na mensagem direcionada aos maranhenses, Rubens agradeceu a oportunidade de ter construído uma trajetória de lutas a favor do seu povo, nesses anos em que teve a honra de compor os quadros do partido. “Este é um momento que requer de todos nós atenção, paciência e reflexão e tenho a certeza de que a mudança partidária fortalecerá as justas causas do nosso grupo político”, disse.

“No PCdoB lutei todos os justos combates. Sempre fui leal e ajudei com orgulho a liderar, na Assembleia Legislativa do Maranhão, um processo histórico de mudança dos rumos do nosso Estado, sempre defendendo as pautas populares. No PCdoB me elegi deputado federal duas vezes, fortalecendo a coerência, enfrentando com clareza e disposição as tentativas de retrocesso no Brasil, ao me opor firmemente aos governos Temer e Bolsonaro”, ressaltou o deputado.

Ainda no comunicado, Rubens Jr afirma que mudará de partido, mas não mudará de lado, mantendo a coerência política e os mesmos ideais. “Apoio firmemente a eleição de Flávio Dino ao Senado e a de Carlos Brandão ao Governo do Estado. Tenho a total convicção de que ambos representam o melhor caminho para o Maranhão. No campo nacional, fortaleço ainda mais a minha disposição para lutar contra o obscurantismo bolsonarista, apoiando a candidatura do presidente Lula”, complementou.

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