‘Vão ter acertar’, diz Lula sobre Brandão e Weverton

O ex-presidente Lula (PT) comentou nesta quarta-feira, 19, durante entrevista coletiva concedida a jornalistas independentes, transmitida ao vivo pelo canal da Rede TVT no YouTube, a disputa travada no Maranhão entre o vice-governador, Carlos Brandão (PSDB), e o senador Weverton Rocha (PDT) pelo apoio do PT nas eleições deste ano para o Governo do Estado.

Ao fazer uma análise das conjunturas estaduais, o petista julgou ser difícil o apoio do partido a Brandão enquanto ele estiver no PSDB – o governador Flávio Dino (PSB) trabalha pela filiação do aliado ao PSB -, e destacou que os pré-candidatos precisam “se acertar” antes de uma decisão final do partido.

“Nós defendemos a candidatura do Flávio Dino. Agora, o companheiro Flávio Dino tem um candidato, dele, que é o vice, que é do PSDB. Ele sabe que é difícil a gente apoiar o PSDB. Nós temos a candidatura do Weverton, então eles vão ter que se acertar lá para facilitar nossa vida”, destacou.

Nos últimos dias, Weverton tem usado como estratégia a publicização de uma certa proximidade com Lula. Ele também goza de relação de proximidade com membros da direção nacional do PT.

Já Brandão, segue com apoio de lideranças locais, e estuda uma filiação ao PSB como estratégia para garantir uma aliança com os petistas.

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Aldir Jr diz ‘não’ a Weverton e segue com Paulo Victor

O senador Weverton Rocha (PDT), procurou o deputado Josimar (PL) nesta quarta-feira, 19, com um proposta de oferecer a cabeça de chapa ao vereador Aldir Júnior, em substituição à Dr. Gutemberg (PSC), na disputa pela presidência da Câmara de São Luís.

Ao tomar conhecimento da proposta, Aldir teria declarado que aprendeu com seu tio que na política um homem tem que ter palavra.

Por conta disso, segundo apurou o blog, o parlamentar do PL despachou a proposta e manteve seu apoio ao colega Paulo Victor (PCdoB), na eleição para a Mesa Diretora da Casa, prevista para acontecer na primeira quinzena de abril.

“O projeto em torno da eleição da Mesa Diretora da Câmara de São Luís não é mais um projeto individual, hoje se transformou numa proposta coletiva”, disse.

“Dei minha palavra ao Paulo Victor e fiz isso de forma pública perante a sociedade ludovicense, pois entendo que na política, aprendi com meu tio Josimar, que palavra empenhada deve ser cumprida”, completou Aldir Júnior, reforçando a permanência do seu voto ao G18.

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Braide ‘culpa’ Carlos Brandão por ‘fracasso’ na Câmara

Ciente de que não tem apoio suficiente para eleger Dr. Gutemberg Araujo (PSC) como presidente da Câmara de São Luís, aliados do prefeito Eduardo Braide (PODE) na imprensa tentam transferir ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB) o ônus de um eventual fracasso na eleição da Mesa Diretora do Palácio Pedro Neiva de Santana.

Nesta terça-feira (18), mesmo oferecendo ‘mundos e fundos’, Braide não conseguiu convencer nenhum dissidente a mudar de posição, comprovando sua fragilidade em dialogar. Após dois dias de tentativas fracassadas, o prefeito viu mais um aliado pular deixar o grupo de sustentação do Dr. Gutemberg.

Com a fragilidade exposta, os aliados do prefeito na mídia, de forma sínica, passaram a afirmar que “Brandão tenta interferir na Câmara e fecha portas com Braide”. No entanto, os escribas ignoram que o próprio Braide já afirmou estar comprometido com mais de um dos nomes postos na disputa que o ajudaram em 2020. Isso inclui Weverton, Edivaldo, Roberto Rocha e agora Roseana.

Afinal, qual o sentido de culpar Brandão por uma escolha que cabe aos próprios vereadores? Se Dr. Gutemberg não se viabilizou, a culpa não é do vice-governador, mas do próprio Braide com seus erros ao logo de seu primeiro ano de gestão. Simples assim!

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Assembleia rejeitou passaporte vacinal no MA em 2021

O deputado César Pires apresentou na Assembleia Legislativa do Maranhão, em abril de 2021, o Projeto de Lei 219/2021, que tornava obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação contra a Covid-19 nos locais que prestam serviços à coletividade. Mas a matéria foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça, que naquela época seguiu o voto do relator, deputado Rafael Leitoa, vetando qualquer possibilidade de iniciativa parlamentar nesse sentido.

No texto do PL 219/2021, César Pires justificou a proposta lembrando que as autoridades médicas e sanitárias já eram enfáticas ao declarar ser necessária a imunização de pelo menos 70% da população para sentir os efeitos da vacinação que, por sua vez, é a maior garantia de que a pandemia possa ser controlada.

“Não cabe, no momento, opiniões pessoais motivadas por ideologias e achismos, é hora de se ouvir e seguir a opinião científica e fundamentada daqueles que têm conhecimento para reverter a situação catastrófica em que o mundo se encontra. Só a vacinação pode reverter a pandemia e esse é o desejo de todos”, disse o deputado, na justificativa do projeto de lei.

Mas na análise do PL 219/2021, o relator Rafael Leitoa concluiu que a matéria era inconstitucional por extrapolar os parâmetros federais ao estabelecer a compulsoriedade da vacina, e por tratar da organização administrativa do Estado – de competência exclusiva do governador –, violando o princípio da separação dos poderes. No entendimento da CCJ, não seria competência de um parlamentar propor a obrigatoriedade do comprovante de vacinação.

“Se ano passado foi esse o entendimento do relator, mantido pelos demais membros da CCJ, entendo que vão prevalecer os mesmos critérios para a análise de qualquer outro projeto de lei que também proponha a obrigatoriedade do comprovante vacinal. Na época, tentamos nos antecipar, mas a CCJ barrou nossa iniciativa que visava preservar vidas”, concluiu César Pires.

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Secretário diz que nova licitação seria a última opção

A Câmara Municipal de São Luís realizou, nesta terça-feira (18), mais uma reunião ordinária da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a situação do transporte público em São Luís. Este foi o sexto encontro com o objetivo de analisar a licitação e os contratos de concessão aos empresários que operam o sistema de transporte público.

A comissão ouviu Cláudio Ribeiro, ex-secretário municipal de trânsito e transporte (SMTT); Diego Baluz, secretário da SMTT; e Isaías Castelo Branco, ex-presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão.

Depoimentos

Durante o encontro, o vereador Chico Carvalho (PSL), presidente da comissão, questionou ao ex-secretário da SMTT, Cláudio Ribeiro, se ele saberia informar ações que não estão sendo cumpridas pelos prestadores do sistema de transporte. Cláudio Ribeiro informou que a secretaria recebe muitas denúncias, mas que os descumprimentos são infrações do dia a dia, e a autuação é feita pela própria equipe de fiscalização da SMTT.

“O que a população muito reclama é da qualidade do serviço. E a qualidade do serviço tem uma relação muito íntima com o próprio cumprimento do contrato por ambas as partes. Obrigações do município e obrigações das concessionárias. Durante o período que estive à frente da SMTT, uma reclamação recorrente, tanto da população, quanto dos empresários, era a questão da estrutura viária de São Luís, principalmente na zona rural. Os empresários e concessionárias justificam essa falta de infraestrutura como um fator que dificulta a colocação de veículos com qualidade”, disse.

Cláudio Ribeiro citou a pandemia como sendo um agravante para a situação atual do transporte, não sendo um fator determinante, mas que contribuiu bastante para o desequilíbrio do sistema, além da questão do valor do diesel, que teve sucessivos aumentos e foi um grande problema durante o período.

Cláudio Ribeiro também destacou que a SMTT tem um quadro deficitário de servidores, o que dificulta até na fiscalização do transporte público.

O atual secretário da SMTT, Diego Baluz, informou que a secretaria vai atuar para tentar impedir um novo cenário de greve dos rodoviários. “Nós vamos tentar que não chegue nesse colapso de ter que entrar em greve. Estamos fazendo o levantamento de dados para entender a situação atual do sistema, já estamos em contato com as concessionárias e sindicatos, junto também com a equipe de governo, para tentar encontrar soluções em que não tenha que se chegar novamente em uma paralisação, pois só quem sofre com a paralisação é a nossa população”, disse.

Questionado se o rompimento de contratos e a realização de uma nova licitação seria uma solução para o problema do transporte coletivo, Diego Baluz informou que a atitude não seria a melhor opção, seria uma última opção. “Eu acredito que ainda existam soluções bem mais pertinentes do que um rompimento contratual”, afirmou.

A reunião desta terça-feira foi conduzida pelo presidente da CPI, vereador Chico Carvalho (PSL). Participaram também o relator da comissão, vereador Álvaro Pires (PMN) e o co-vereador Jhonatan Soares, do Coletivo Nós (PT).

Também foram debatidos os seguintes temas:

– Tamanho e condições das frotas de ônibus do sistema de transporte coletivo da capital;

– Percentual de gratuidade e semi-gratuidade no transporte público;

– Manutenção dos terminais de integração.

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