CPI vai convocar distribuidoras Ipiranga e Petrobras

Após reuniões sigilosas e a realização das primeiras oitivas, a CPI dos Combustíveis, presidida pelo deputado Duarte, realizou sessão ordinária nesta segunda-feira (24), quando aprovou, de forma unânime, novos requerimentos de convocações.

A primeira aprovação foi sobre a substituição do representante da distribuidora Ipiranga – que inicialmente se apresentaria na condição de convidado -, além de atender a solicitação de adiamento da reunião e que a pessoa convidada pudesse ser comunicada com o mínimo de dez dias de antecedência.

Assim, tanto o representante da distribuidora Ipiranga quanto o da Petrobras – o gerente regional de Vendas Varejo, Alexandre de Lima, residentes no Pará -, participarão das oitivas como testemunhas no dia 7 de junho, às 14h30.

“Essa data mais distante é porque são pessoas que estão em outros estados e se faz necessário cumprir as regras, que é o AR, o aviso de recebimento precisa retornar para que não haja nenhum tipo de desculpa. Estes já estão sendo convocados na condição de testemunha – significa dizer que eles não poderão em hipótese alguma mentir nessa CPI, sob pena de responder por crime de falso testemunho”, explicou o presidente.

“Por vezes fazemos duas reuniões, três reuniões na mesma semana; às vezes uma reunião, e as próximas reuniões já com data e horário acertados.”

O segundo requerimento também se refere à convocação como testemunha de um representante do Posto Joyce, localizado em Paço do Lumiar, já para esta quinta-feira (27), às 14h30.

Avanços contínuos

Duarte comentou sobre a aprovação desses novos requerimentos, o que considera como continuidade de avanços para obter informações fundamentais que esclareçam a sucessão de reajustes promovidos nos preços dos combustíveis em todo o Maranhão.

“O que eu posso deixar cada vez mais claro é que estamos trabalhando em conjunto, de forma muito firme pra fazer com que a lei seja respeitada por todos e que o consumidor maranhense possa ter um combustível de menor preço e também com qualidade”, afirmou.

Além do presidente Duarte, participaram presencialmente o relator Roberto Costa; e os deputados membros Adelmo Soares; Wellington do Curso; Zé Inácio; Zito Rolim; e a vice-presidente Ana do Gás, de forma remota.

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Zé Reinaldo em silêncio, arruma a casa nos bastidores

O silêncio do ex-governador Zé Reinaldo, que assumiu recentemente como novo diretor do Porto do Itaqui, não significa que tenha paralisado sua caminhada na articulação à favor do vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

Ativo nos contados de bastidores, está permanentemente reunido com as bases no Maranhão e com líderes políticos de Brasília. Sem abrir a campanha do aliado, não perde de vista deputados, prefeitos e vereadores e, vez em quando, nas aparições, marca presença nas ruas.

Na linguagem política, arruma a casa para que Brandão possa dar pontapé inicial em mais uma jornada na história do estado. Ao lado dos amigos, Zé Reinaldo examina conjuntura do voto, monta estratégia e se mantém ligado à realidade do Maranhão. De bem com o Palácio dos Leões, o ex-governador tem ouvido parceiros, para montar a melhor estratégia ao projeto de Brandão.

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Rádio FM foca em nova tendência e aposta em notícia

A rádio é um meio de comunicação muito popular no Brasil. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, o maior destaque da plataforma não são os conteúdos de entretenimento. Em São Luís, por exemplo, notícias e prestação de serviços viraram uma nova tendência do mercado e tem impulsionado um número cada vez maior de emissoras.

A diretora da Kantar Ibope Media, Adriana Fávaro, revelou na Abert que em 2020 o ouvinte de rádio mudou duas vezes. No início da pandemia, passou a buscar mais notícias no FM.

Depois, o isolamento fez com que priorizassem música e a companhia do rádio, um especialista nisso. Ela afirma que “quando o anunciante decide veicular em uma emissora, não leva em conta só a audiência. Quer também associar sua imagem à marca construída, à credibilidade”.

Não é a toa que emissoras como Mirante FM, Nova FM, Difusora FM, Massa FM e Mais FM estão sendo as mais procurada pelas empresas devido ao conteúdo jornalístico e opinativo. No caso da Mais, por exemplo, deverá estreia no próximo dia 1º /06, o programa Xeque-Mate, que será comandado pelos jornalistas Matias Marinho e Sandro Moraes, de Segunda à Sexta, das 18h às 19h.

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Covid: Óbitos de não vacinados aumentam em São Luís

O aumento percentual de mais de 90% no número de óbitos por Covid-19 de pessoas mais jovens, na faixa etária entre 30 a 39 anos e de 80% na população de faixa dos 50 aos 59 anos, contabilizados pelos Cartórios de Registro Civil de São Luís no mês de abril, são claros em apontar que a vacinação em massa de sua população é o melhor caminho para a crise de saúde pública causada pelo novo coronavírus.

Ainda aguardando o cronograma de vacinação para suas idades no estado, a população mais jovem viu crescer os números percentuais de óbitos no último mês, mesmo quando comparados a março deste ano, o segundo mês com maior número de mortes causadas pelo novo coronavírus na capital do estado maranhense, e também em relação à média de mortes de sua faixa etária desde o início da pandemia.

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

Em São Luís, a faixa etária que registrou o maior percentual de aumento em relação à média para a idade desde o início da pandemia foi a da população entre 30 e 39 anos, com crescimento percentual de 98% no número de óbitos em abril na comparação com o período que vai de março de 2020 a março de 2021. Os números absolutos de falecimentos desta faixa etária também aumentaram em abril, passando de 12 em março para 17 no último mês, mesmo com a diminuição no total de mortes causadas pela doença em relação a março de 2021.

Na sequência, a faixa etária que vai dos 50 aos 59 anos registrou um aumento percentual de 80% do número de óbitos em relação à média para esta faixa etária desde o início da pandemia. Em números absolutos em relação a março, houve uma queda, passando de 50 para 38. Outra faixa etária que registrou crescimento foi a de pessoas entre 60 e 69 anos, com os óbitos aumentando 31% em relação à média para a idade desde o começo da pandemia.

Ainda em crescimento, mas em patamares inferiores, a população entre 90 e 99 anos registrou aumento percentual de mortes de 39% em relação à média desta idade no período. Em números absolutos esta população também registrou aumento, passando de 6 em março para 9 em abril. Nas demais faixas etárias, já vacinadas, o número de óbitos caiu em relação à média desde o início da pandemia, reduzindo 23% na faixa entre 70 e 79 anos, e 39% entre 80 e 89 anos.

Ranking Estadual

Em nível nacional, o estado do Maranhão teve um crescimento de 83%, na faixa etária de 30 a 39 anos, ficando acima da média nacional, que registrou crescimento percentual de 56%. Na faixa etária de 40 a 49 anos, o estado teve um crescimento de 36%, enquanto na faixa de 50 a 59 anos houve aumento de 37%, ficando em ambos os casos abaixo da média nacional. Já o aumento percentual de 41% nos óbitos por Covid-19 entre população de 60 a 69 anos ficou acima da média nacional, que por sua vez teve crescimento de 22%.

Todos os Estados brasileiros registraram aumento de óbitos na faixa entre 40 e 49 anos na comparação com a média desta idade desde o início da pandemia e 15 deles estiveram acima da média nacional. À frente deste ranking está o Rio Grande do Norte, que registrou aumento de 154%, seguido por Santa Catarina, aumento de 118%, Sergipe, crescimento de 101%, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, aumento de 94%. São Paulo e Rio de Janeiro, com 66%, e Distrito Federal, com 58%, também estiveram acima da média nacional.

Já na faixa etária entre 30 e 39 anos, 22 Estados registraram crescimento em abril em relação à média do período, sendo que 12 deles acima da média nacional. Os aumentos foram maiores nos Estados do Mato Grosso do Sul (103%), Goiás (97%), Rio Grande do Norte (94%), Mato Grosso (92%) e Distrito Federal (90%). A lista tem ainda Paraná (75%), São Paulo (73%), Minas Gerais (67%) e Rio de Janeiro (59%).
Na última faixa com crescimento nacional acima de 50%, entre 50 e 59 anos, novamente todos os Estados brasileiros registraram crescimento, sendo 16 deles acima da média nacional. Os maiores aumentos foram nos Estados do Rio Grande do Norte (152%), Pará (105%), Rio Grande do Sul (80%) e Acre (73%). O Paraná registrou aumento de 59%, Distrito Federal, de 58%, São Paulo, de 56%, e Rio de Janeiro de 54% nesta faixa etária.

Com informações da Arpen-MA

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Formados estão prontos, mas não há vaga no mercado

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Dados da pesquisa da ABMES mostram as empresas consideram que apenas 39% dos recém-formados estão aptos ao mercado. Após longos anos de estudo, preparação por meio de estágios e outras contribuições, há uma expectativa grande para a conquista de um emprego.

No entanto, se por um lado os recém-formados se sentem aptos e preparados para o mercado de trabalho, as empresas os enxergam com outros olhos. De acordo com estudo recente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), essa conclusão é comprovada com números.

62% dos recém-formados se sentem prontos para ingressar no mercado de trabalho, ao passo que, para as empresas, apenas 39% deles estão bem capacitados e aptos.

Falta sintonia às univercidades

Na maior parte das vezes, diz Celso Niskier, diretor-presidente da ABMES e reitor da UniCarioca, em entrevista ao jornal O Globo, essa percepção ocorre porque as universidades não atendem às demandas e exigências que o mercado de trabalho exige.

“No mercado de trabalho, as pessoas são contratadas pelas competências técnicas e demitidas pela falta de competências socioemocionais. É uma pessoa muito boa, mas que não sabe trabalhar em equipe, exercer liderança, não usa a criatividade, etc.”, salienta. Ele também destaca que é preciso buscar inovação, tendo sempre em vista a adequação ao que o mercado pede.

“O grande desafio para as instituições de educação superior é fazer inovação, criar cursos fora do padrão, mas muitas vezes isso acaba não tendo espaço no currículo, porque essas instituições precisam se adequar aos modelos atuais de avaliação”, ressalta o educador.

Recém-formados e oportunidades

Se já era difícil conseguir um espaço no mercado de trabalho logo após a formação, esse cenário está ainda mais difícil por causa da pandemia. De acordo com pesquisa encomendada pelo Valor Investe, produzida pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), a média de recém-formados que conquistaram vagas em sua área de atuação entre o fim de 2019 e 2020 é de cerca de 15%, inferior aos anos anteriores no período pré-pandemia.

O estudo mostra ainda que apenas 52,12% dessas pessoas estão fora do mercado de trabalho e 76,5% não trabalham na área em que estudaram. E, embora por vezes, as empresas destaquem que os recém-formados não tiveram tanto tempo de experiência, a pesquisa do Nube mostra que 60,8% dos entrevistados fizeram estágio na área.

Até mesmo para áreas que costumam ser mais abertas no mercado, o cenário é o mesmo. Profissionais formados em faculdade de administração destacam mais exigências para vagas consideradas de nível júnior, o que dificulta o processo de seleção.

Na pesquisa do Nube, 65,7% dos entrevistados destacaram que as empresas pediam uma experiência que eles não tinham e 12,7% sequer conseguiram encontrar vagas na área de atuação para a qual estudaram.

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