Policiais civis são presos suspeitos de fraudar concursos públicos no Piauí

O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) deflagrou, na manhã desta terça (9), a Operação Infiltrados para desarticular uma quadrilha formada por policiais civis suspeita de fraudar concursos públicos.
Os cerca de 100 agentes saíram às ruas para cumprir 23 pedidos de prisões preventivas, temporárias e conduções coercitivas, além de 28 mandados de busca e apreensão, em cidades do Piauí, Ceará e Pernambuco. Dezesseis alvos da operação são policiais civis.
“Dos 23 mandados de prisão, 16 são contra policiais civis que estavam em exercício de suas funções e foram aprovados no concurso de 2012 no Piauí. Já os demais presos são suspeitos de ajudar a quadrilha na fraude, entre eles um acadêmico de medicina. Esta operação é um desdobramento de outra ação, a Operação Véritas, realizada em março do ano passado, na qual prendemos pessoas tentando fraudar o concurso público do Tribunal de Justiça”, informou um delegado.
No ano passado, a Operação Vigiles também investigou fraude em concurso público do Corpo de Bombeiros do Piauí.
A Operação Infiltrados – que já havia cumprido 13 mandados até as 10h desta terça – deve divulgar no fim da manhã, em entrevista coletiva, os nomes de todos os presos, mas dois já foram revelados: Joselito Batista Alves e Christian Alcântara Santiago.
Eles já são conhecidos da polícia por praticar fraudes em concursos públicos no Piauí.
Os mandados da Infiltrados foram cumpridos, no Piauí, em Teresina, Campo Maior, Pedro II e São Raimundo Nonato.
Outros buscaram alvos em Fortaleza, no Ceará, e em Araripina, Pernambuco.
Os presos foram encaminhados para a Academia de Polícia Civil do Piauí (Acadepol). (Com portais do Piauí)


