Por 4 votos a 3, TSE decide não cassar chapa Dilma-Temer

Após quatro dias de julgamento, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, no início da noite desta sexta (9), não cassar a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, que venceu as eleições presidenciais do Brasil em 2014.
A ação contra a chapa foi proposta pelo PSDB, cujo candidato, Aécio Neves, foi derrotado por Dilma Rousseff.
A presidente, do PT, foi cassada em agosto de 2016, quando o vice Michel Temer (PMDB) assumiu o cargo.
A cassação de Dilma deu-se após um processo de impeachment, sob a acusação de que ela cometeu crime de responsabilidade ao editar três decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional e atrasar o repasse de recursos do Tesouro Nacional a bancos públicos para pagamento de programas sociais, o que ficou conhecido como “pedaladas fiscais”.
A rejeição pelo TSE da cassação da chapa Dilma-Temer dá novo fôlego à gestão de Michel Temer na presidência do país, mas ele ainda enfrenta sérios problemas políticos, decorrentes, principalmente da delação dos donos do grupo JBS e da Operação Lava Jato, da PF, contra a corrupção no país.
Votaram contra a cassação da chapa Dilma-Temer:
. Gilmar Ferreira Mendes, 61 anos (presidente da Corte; mato-grossense)
. Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, 54 (fluminense)
. Napoleão Nunes Maia Filho, 71 (cearense)
. Admar Gonzaga Neto, 56 (fluminense)
Votaram a favor da cassação da chapa Dilma-Temer:
. Antonio Herman de Vasconcellos Benjamin, 59 (relator; paraibano)
. Luiz Fux, 64 (fluminense)
. Rosa Maria Weber Candiota, 68 (gaúcha)


