Contra ativismo do MP, Weverton pede ao novo PGR que trabalhe pelo equilíbrio institucional

O senador Weverton Rocha (PDT), que lidera a bancada do PDT no Senado, deu ontem uma demonstração de que vem amadurecendo intensamente como parlamentar. Durante a sessão em que a Comissão de Constituição e Justiça da Casa sabatinou procurador da República Augusto Aras, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) fora da lista tríplice, o líder pedetista criticou alguns desvios e recomendou ao novo chefe do Ministério Público Federal que se esforce pela construção do equilíbrio institucional no País, de modo a evitar confrontos entre as instituições que são os pilares da República e do estado democrático de direito.
– Há espaço para os diferentes, para discutirmos de forma civilizada. E está na hora de chamarmos os homens de juízo na nossa República para começarmos a colocar as coisas nos devidos lugares: os políticos fazendo política, os magistrados fazendo o que a Constituição lhe confere, assim como os membros do Ministério Público. Assim nós poderemos dar uma luz para a sociedade no meio desse túnel escuro – declarou Weverton Rocha.
O senador mostrou preocupação com o que vem sendo chamado de “ativismo”, tanto por parte de integrantes da magistratura quanto do Ministério Público, e criticou a atuação de alguns integrantes do MP que agem movidos por convicções e motivos ideológicos, referindo-se, sem fazer menção direta, aos supostos desvios ocorridos no âmbito da Operação Lava Jato, conforme revelaram as gravações divulgadas pelo sítio The Intercept.
– Não são todos, mas esses procuradores que atuam assim prejudicam o trabalho de todos os outros. Eu acredito na instituição, mas não se pode extrapolar o que está na Constituição. Quem quer ser político que abandone a magistratura ou o MP, mas não use a Justiça para fazer ativismo – criticou, avaliando ser fundamental para o Brasil que o Ministério Público atue de forma imparcial e de acordo com o que a lei determina.
Em tempo: o procurador Augusto Aras foi aprovado por 23 votos contra três na Comissão de Constituição e Justiça e, mais tarde, por larga maioria no plenário do Senado, tendo confirmada sua indicação para suceder a Raquel Dodge.
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