Ex-patroa que agrediu grávida já foi condenada por falsa acusação

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada pela Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) por suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, já havia sido condenada em outro caso por falsa acusação de roubo contra uma ex-babá.

A condenação ocorreu em outubro de 2025, pelo crime de calúnia, após Carolina acusar a funcionária de roubar uma pulseira de ouro do filho. Apesar de a sentença prever prisão, a pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade, por se tratar de ré primária e com condenação inferior a um ano.

A empresária Carolina Sthela afirmou, por meio de nota, que colabora com as investigações e que apresentará sua versão no momento oportuno. Ela também declarou que repudia qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade, e pediu que não haja “julgamento antecipado” enquanto o caso é apurado.

Empresária é investigada por agredir empregada grávida

Áudios enviados por patroa em grupo de mensagens narram agressão contra doméstica no MA Três semanas após a agressão, a empregada doméstica de 19 anos ainda se recupera dos traumas emocionais. A jovem denunciou ter sido espancada pela empresária Carolina Sthela após ser acusada de roubar joias da ex-patroa. Grávida de cinco meses, disse que tentou proteger a barriga durante os golpes.

As agressões aconteceram em 17 de abril, na casa onde a vítima trabalhava, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís. Segundo a jovem, ela foi puxada pelos cabelos, derrubada no chão e agredida com socos e murros.

“Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros… foi sem parar. Eles não se importavam”, disse.

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