Fachin suspende as decisões de Dino e Mendonça sobre diretor da PF

O presidente do STF, Edson Fachin, resolveu nesta quarta-feira (9) intervir de vez na crise aberta dentro da Corte. Em uma só decisão, suspendeu os atos de André Mendonça e Flávio Dino na disputa pelo comando da Polícia Federal e retirou das mãos de Alexandre de Moraes o inquérito das fake news.

Fachin derrubou a decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da direção-geral da PF e também a de Dino que, menos de 24 horas depois, havia reconduzido o delegado ao cargo.

A marretada alcançou ainda Alexandre de Moraes. Fachin tirou do gabinete de Xandão o inquérito das fake news, aberto em 2019 e usado nos últimos anos como base para uma série de investigações e decisões. Os atos já praticados foram preservados, mas a condução do caso passa para a Presidência do STF. Dias antes, Fachin já havia retirado da investigação o pedido de Moraes para apurar a atuação de André Mendonça.

O conflito fratricida explodiu após uma sequência de choques entre ministros. Moraes mirou Mendonça, Mendonça afastou a cúpula da PF e Dino desfez a medida poucas horas depois.

Fachin, que já defendia o encerramento do inquérito das fake news, puxou para si o controle da crise antes que o embate interno descambasse de vez para um vale-tudo. O presidente do Supremo também convocou uma sessão plenária extraordinária para o próximo dia 15, quando os ministros vão discutir em colegiado a crise autofágica que ameaça arruinar a Corte.

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