Investigados pela PF citam ‘presentinho’ em diálogos em Estreito-MA

Integrantes de um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados à Educação no Maranhão chamavam de “presentinho” a propina paga a servidores, segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF).
De acordo com relatório da corporação, os diálogos revelam indícios do fluxo do dinheiro ilícito, proveniente principalmente de contratos de aquisição de materiais didáticos. Em uma das conversas, dois supostos intermediários — que, segundo a PF, atuavam em diversas cidades maranhenses — discutem sobre “um pagamento de Estreito”, aparentemente em referência ao município homônimo.
“Teríamos que receber um pagamento de Estreito pra, quando a gente for levar o presentinho da secretária, entregar antes da reunião. Assim, quando chegasse a reunião, ela já estaria do nosso lado”, diz um dos interlocutores em áudio anexado ao inquérito, segundo revelou a coluna do Fábio Serapião, do Metrópoles.
Em nota à época da deflagração da ação, policial, a Prefeitura de Estreito declarou que não há qualquer indício de irregularidade ou de má aplicação de recursos públicos relacionados à atual gestão, reafirmando que sua atuação é pautada pela legalidade, ética e transparência na condução de políticas públicas e do orçamento municipal, “sempre priorizando o interesse coletivo da população estreitense”.
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