MA: Bancada usa Congresso como ‘balcão de negócios’

Documentos inéditos envolvendo bancada maranhense podem abrir a caixa-preta do Senado e da Câmara Federal

Sobre um bloco-plataforma horizontal encontram-se dispostos uma semiesfera à esquerda (assento do Senado), um hemisfério à direita (assento da Câmara dos Deputados) e, entre ambas, duas torres gêmeas de escritórios (o chamado “Anexo 1”), que se elevam a cem metros de altura. Se essa estrutura estivesse pintada de preto, ela seria uma redundância. A atividade dos 513 deputados e dos 81 senadores, que administram um orçamento de R$ 14,1 bilhões, é uma notável caixa-preta.

Até a identidade das milhares de pessoas empregadas neste Poder levou anos para ser reveladas e sua divulgação só ocorreu com o advento das Leis da Transparência e de Acesso à Informação. Agora, no entanto, denúncias contra o deputado federal Eduar Braide (Pode) joga uma leve luz sobre o funcionamento do legislativo brasileiro que pode envolver um de seus mais ilustres integrantes.

Desde o início desta semana, os deputados Yglésio Moyses (Pros) e Duarte Júnior (PRB) levantam suspeitas sobre emendas parlamentares destinadas pelo parlamentar para Icatu, que pode transformar Braide em protagonista de um mega escândalo envolvendo a bancada maranhense no Congresso.

Se as denúncias forem comprovadas, Câmara e Senado não passariam de casas de negócios. Com base nas suspeitas que foram levantadas, o blog iniciou um levantamento com base em extratos publicados pelo Diário da União (DOU) e em informações disponíveis no portal transparência do Governo Federal

Obscuro ou não, o certo é que a denúncia começou a desenrolar o novelo da corrupção. Os indicios podem provocar estilhaços que podem atingir vários deputados maranhenses, inclusive, os evangelicos.

Nos documentos inéditos obtidos pelo blog constam várias suspeitas de venda e compra de emendas. O levantamento que está sendo feito contempla apenas os anos de 2018, 2019 e 2020. Os arquivos evidenciam que até alguns bens – como imoveis caríssimos na capital maranhense – foram usados no esquema. 

O acervo ao qual tivemos acesso aponta que as denúncias de corrupção, envolvendo lobbys para venda de emendas parlamentares, colocam sob suspeita deputados, senadores, advogados, contadores, prefeitos e empresários. A prática criminosa com o dinheiro público estaria abastecendo, inclusive, o esquema de agiotagem no Maranhão. Vamos contar mais detalhes nas próximas matérias. Aguardem!

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