Prefeitura de São Luís contrata 150 bombeiros civis para auxílio no combate à pandemia

A Prefeitura de São Luís deu início nesta terça-feira (12) à assinatura dos contratos de trabalho temporário dos 150 Bombeiros Civis aprovados em seletivo. Estes profissionais auxiliarão na organização e no controle das atividades desenvolvidas pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior em combate à pandemia de Covid-19, a exemplo das ações de fiscalização realizadas em feiras, comércio informal, terminais de integração e em outros locais de aglomeração que necessitem da intervenção.

A assinatura dos contratos está sendo feita em etapas, para evitar aglomeração de pessoas e preservar o distanciamento individual, obedecendo às normas de saúde. O primeiro grupo assinou o documento nesta terça-feira (dia 12) e o restante assinará na quarta-feira (13), em ambos os casos na sede da Semapa, localizada no KM 0 da rodovia BR-135, s/nº, bairro Tirirical.

“É de grande importância esta contratação que segue orientação do prefeito Edivaldo.  Precisamos reforçar o efetivo, pois há sob nossa área de atuação mais de 40 feiras, sendo 29 mercados e a fiscalização precisa ser efetiva especialmente neste momento de pandemia. Então, é fundamental o reforço no efetivo. O prefeito Edivaldo Holanda Junior tomou uma decisão muito acertada quando determinou a contratação destes profissionais”, disse o secretário da Semapa, Émerson Macedo.

Há também as listas de bombeiros civis que foram selecionados a título de cadastro de reserva e de excedentes, que serão efetivados conforme as condições previstas no edital. Estes grupos deverão apresentar documentação no Colégio Militar 2 de Julho, do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, localizado na Avenida dos Franceses, bairro Vila Palmeira.

Todas as listas de aprovados e convocados no seletivo estão divulgadas no site cbm.ssp.ma.gov.br. Lembrando que a contratação foi realizada por meio de processo seletivo simplificado emergencial, segundo o Edital nº 001/2020/SEMAPA/PMSL 07/05/2020.

Coronel é Preso acusado de chefiar grupo de extermínio em Viana

Coroneol Ferreira fardado acusado de chefiar a organização criminosa e o cabo Anderson Moureth seu braço direito

Coronel Ferreira (fardado), acusado de chefiar a organização criminosa, e o Cabo Anderson Moureth, seu braço direito.

A Polícia Civil do Maranhão prendeu, na manhã desta quarta-feira, 13, o Tenente Coronel Antônio José Ferreira, conhecido como “Coronel Ferreira”, acusado de chefiar uma organização criminosa, especializada em extermínios e assaltos, que agia há alguns anos na região de Viana, Matinha, Penalva e cidades vizinhas. Foi preso, também, o cabo Anderson Moureth Azevedo, apontado como braço direito de Ferreira. Composto por policiais militares e guardas municipais da região, o grupo de extermínio, segundo apurou o blog , é responsável, também, pela execução de vários guardas municipais, ao longo de dois anos, por ‘queima de arquivo’.

As investigações sobre a organização criminosa iniciaram há cerca de dois anos, ainda com a delegada Nilmar da Gama Rocha, que à época estava como assistente da Delegacia Geral de Polícia, da Secretaria da Segurança Pública. Nilma Gamar intensificou o trabalho e conseguiu prender cerca de 15 integrantes da milícia. No entanto, sofreu um acidente e teve que se aposentar, deixando as investigações em andamento com a SECCOR (Superintendência de Combate à Corrupção), que prosseguiu as apurações; desta feita, direcionadas aos chefes da organização criminosa.

Na manhã de hoje, a SECCOR, finalmente, conseguiu prender o chefe da organização criminosa, o ‘Coronel Ferreira’, e seu braço direito, o cabo Anderson Loureth. Este foi preso em São Luís, enquanto o comandante da milícia foi capturado em Viana e será transferido para a Secretaria da Segurança, em São Luís.

O Tenente Coronel Antônio José Ferreira foi comandante do Destacamento de Viana até o ano de 1015.

Há informações, não confirmadas por BLOG, de que o grupo estaria planejando uma nova execução, além das várias que fez ao longo dos anos, incluindo o assassinato de alguns guardas municipais. Estes foram mortos quando as investigações da delegada Nilmar vieram à tona. Na iminência do desbaratamento da quadrilha, diante da pressão e até prisão de guardas, a organização criminosa decidiu executar alguns deles. Os crimes tiveram grande repercussão na Baixada Ocidental Maranhense.

TJ suspende decisão de Douglas Martins sobre suspeição em ação do MP contra o governo Dino

O desembargador Guerreiro Júnior, do Tribunal de Justiça do Maranhão, deferiu nesta terça-feira (12) liminar pedida pelo Ministério Público e suspendeu uma decisão do juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, que havia rejeitado exceção de suspeição protocolada pelo promotor de Justiça da Defesa do Idoso, José Augusto Cutrim.

A suspeição do magistrado foi arguida na sexta-feira passada (8) pelo representante do MP. Ele pretende que outro juiz analise o caso em que se pede que o Estado seja obrigado “a demonstrar e comprovar, com total transparência, […] as medidas efetivamente adotadas e valores financeiros recebidos e despendidos de repasses da União, emendas parlamentares e doações privadas, gastos no enfrentamento da pandemia ocasionada pela propagação do coronavírus”.

Ao fazer o pedido, Cutrim destacou que Martins já se deu por suspeito, por razões de foro íntimo, numa ação em que também figuram no polo passivo o próprio Flávio Dino, o atual secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, e o Estado do Maranhão.

O magistrado, contudo, rejeitou o pedido do MP, e solicitou apenas que um novo juiz fosse designado pela Corregedoria-Geral de Justiça do Maranhão, para atuar na Vara por 30 dias e julgar não apenas esta ação do MP, mas também outros processos relacionados à pandemia da Covid-19. Por isso o promotor recorreu ao TJ.

No seu despacho, Guerreiro Júnior aponta que Douglas Martins não cumpriu o Código de Processo Civil, ao despachar à CGJ um processo que, em tese, deveria estar suspenso em virtude do pedido de suspeição. Ele determinou a anulação do ato.

“Conforme determina o Código de Processo Civil, com o ajuizamento da Exceção de Suspeição ocorre a suspensão do processo, sendo que ao magistrado apontado como suspeito são concedidas as seguintes alternativas […]: ou reconhece a suspeição e declina da competência para o substituto legal; ou a nega e determina o encaminhamento do incidente ao Tribunal, órgão competente para julgá-la. No entanto, denoto que o magistrado excepto [Douglas Martins], ora impetrado, não cumpriu o determinado no ordenamento jurídico, deliberando em um processo no qual havia sido levantada sua suspeição, ao determinar a expedição de ofício ‘à Corregedoria Geral da Justiça solicitando-se a designação de juiz auxiliar para funcionar junto a esta unidade pelo prazo de 30 dias, bem como para responder pelo presente processo’.  Assim, o ato apontado como coator está em dissonância com as leis que regem a matéria”, pontuou o desembargador.

Com a decisão, o pedido de suspeição, agora, será julgado pelo plenário do TJMA.Baixe aqui o despachoBaixar

Codó compra R$ 7,9 mi em livros com modalidade ilegal

Inexigibilidade de licitação é semelhante à caso julgado irregular pelo Tribunal de Contas

Advogado Ricardo Torres vira vice-prefeito, assume como secretário e pode ser pivô de escândalo

Causa surpresa uma compra feita pela Prefeitura de Codé, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Ciência Tecnologia e Inovação (Semecti), no dia 12 de fevereiro de 2020, de livros didáticos – material que servirá de apoio a atividades de ensino da rede municipal que incluiu a Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens, Adultos e Idosos (Ejai). O contrato foi assinado pelo secretário Ricardo Araújo Torres, que também é Vice-prefeito do municipio codoense.

Investigação feita pelo blog do Antônio Martins revela que a modalidade de inexigibilidade de licitação usada na compra do material didáticos já foi declara ilegal tanto pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA) quanto várias outras cortes de contas país a fora.

Quem leu o Diário Oficial do Estado (DOE), do dia 14 de Abril, com a publicação do contrato fica impressionado com os valores que serão pagos à empresa Fort Educação Ltda – cujo nome de fantasia é Fort Editora: sendo um R$ 3.197.375,00; outro de R$ 1.189.600,00; e um terceiro de R$ 2.007.775,00.

Um dos contrato com a Fort Editora custou mais de R$ 7 milhões

Os valores, entretanto, são ainda maiores se levarmos em conta um levantamento junto ao Sistema de Acompanhamento Eletrônico de Contratação Pública (Sacop). De acordo com os dados, a editora possui outros contratos com valores que variam, de R$ 15.980,00 à R$ 3.197.375,00, totalizando R$ 7.935.675,00. A empresa com um capital social de R$ 150.000,00 (Cento e cinquenta mil reais) tem sede registrada na Avenida Bezerra de Menezes, nº 1250, Salas 1609 e 1610, bairro São Gerardo, na cidade de Fortaleza, no Ceará.

DOCUMENTO
Veja aqui a justificativa da Prefeitura de Codó que motivou a contratação com a Fort Editora

As aquisições foram feitas na modalidade Inexigibilidade de Licitação. Esse tipo de contratação pública é utilizada quando não há possibilidade de competição do objeto a ser adquirido. Os pagamentos com a empresa serão feitos fora da ordem cronológica, isto é, quando a falta de materiais ou serviços pode afetar diretamente a ordem pública, algo imprescindível. Apenas um mês após a aquisição, liquidação já tinha sido justificada no Portal Transparência da Prefeitura.

O quadro societário da firma é composto pelos empresários Marcos Alan da Silva Batista e Carlos Henrique Meneses Barroso. No Maranhão, a Fort Editora possui contratos apenas em duas cidades somando a bagatela de R$ 8.189.505,00. Além de Codó, a empresa também fornece livros didaticos para São João dos Patos.

No Maranhão, empresa cearense possui contratos em apenas duas cidades: Codó e São João dos Patos

CASOS SEMELHANTES

Em Mirassol (SP), no interior paulista, o prefeito moveu Ação por Improbidade Administrativa contra antecessora, após TCE considerar que licitação não poderia ter sido dispensada.

Já na Paraíba, uma compra de R$ 4,4 milhões em livros didáticos feita pela Secretaria de Estado da Educação, foi considerada irregular pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). Segundo decisão unânime da Corte de Contas, o processo de inexigibilidade de licitação nº 08/2018 e o contrato com a empresa Bagaço Design Ltda contêm irregularidades. De acordo com o TCE-PB, a Auditoria da Corte constatou ausência de exclusividade da empresa Bagaço Design Ltda e um sobrepreço de R$ 1.802.129,40.

DOCUMENTO
Veja aqui alguns dos valores da proposta apresentada pela Fort Editora à prefeitura de Codó

No Maranhão, o Tribunal de Contas do Estado (TCE/MA) decidiu, na sessão realizada no dia 13 Dezembro 2017, pela nulidade do contrato firmado entre a prefeitura de Cururupu e o escritório de advocacia João Azedo & Brasileiro Sociedade de Advogados. A contratação ocorreu também  por inexigibilidade de licitação.

Mesmo com um capital social de R$ 150 mil, empresa tem contratos acima de R$ 8 milhões no Maranhão

SE LIVROU DE ‘BRONCA’          

Curioso é que o próprio Ricardo Araújo Torres se livrou de uma ‘bronca barra pesada’ na Justiça de Pernambuco. Em agosto de 2017, o Tribunal de Contas daquele estado aprovou, por unanimidade, as contas de responsabilidade do vice-prefeito de Codó, enquanto Procurador-Geral do Município de São Lourenço da Mata-PE, durante os anos de 2001 a 2008.

No julgamento, o Tribunal de Contas deu quitação ao gestor e afastou a imputação de débitos ou multas. Esse processo foi utilizado por opositores políticos nas eleições municipais de 2016 para tentar barrar a candidatura de Ricardo Torres (PV) a vice-prefeito de Codó-MA na chapa de Francisco Nagib (PDT). Mas, na época, a justiça eleitoral manteve sua candidatura.

Ricardo Araújo Torres é advogado e contribuiu com a gestão do ex-prefeito Zito Rolim (2009-2016), tendo exercido os cargos de Procurador-geral do Município, Secretário de Governo e Secretário de Saúde até abril de 2016, quando deixou a administração para ser candidato na chapa formada com o atual prefeito de Codó, Francisco Nagib (PDT).

Apesar dos altos gastos no setor, Codó continua com reprovação na Educação

EDUCAÇÃO REPROVADA

Apesar dos altos contratos firmados até aqui, Codó continua sendo reprovado na Educação, segundo dados do Ministério da Educação que avalia o desempenho dos municípios pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para a rede pública.

O Ideb é calculado com base no aprendizado dos alunos em português e matemática (Prova Brasil) e no fluxo escolar (taxa de aprovação). Segundo as informações, Codó cresceu nos anos iniciais da rede municipal, mas não atingiu a meta e não alcançou 6,0. Tem o desafio de garantir mais alunos aprendendo e com um fluxo escolar adequado, conforme documento em anexo.

OUTRO LADO

A contratação da Forte Editora gerou os seguintes questionamentos: por quais motivos mais de três milhões de reais serão destinados a uma empresa com capital de apenas 150 mil reais? A empresa tem capacidade real de atender o serviço contratado? Isso tudo foi devidamente estudado?

Embora tenha sido procurada,  não conseguimos localizar ninguém da prefeitura de Codó que pudesse responder as perguntas. No entanto, apesar disso, o espaço estará aberto para eventuais contestações.

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Lockdown é estendido até domingo em São Luís

Após audiência de conciliação realizada hoje (12), o Governo do Maranhão, via Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Ministério Público, as prefeituras dos municípios da Ilha e a Justiça acordaram em estender por mais três dias o bloqueio total de atividades na Região Metropolitana de São Luís.

Governo e prefeituras ainda tentaram convencer o juiz Douglas Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís e autor da decisão sobre o lockdown, a permitir que os efeitos do decreto cessasem mesmo na quinta-feira (14). Mas ele acabou tendo sua proposta de extensão por mais alguns dias acatada.

O decreto atual de lockdown tem efeitos apenas até depois de amanhã. Com o acordo de hoje, um novo ato deve ser editado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), com prorrogação até domingo (17).