
O líder indígena Zezico Guajajara foi encontrado morto na tarde desta terça-feira (31) na estrada da Matinha, próximo a Aldeia Zutiuá no município de Arame, localizado a 476 km de São Luís. De acordo com a Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihopop) ainda não há informações sobre a motivação do crime.
De acordo com lideranças indígenas da região Zezico Guajajara havia saído pela manhã para fazer compras e, por volta do meio-dia, foi encontrado morto por índios com perfurações de bala pelo corpo. Os índios alegam que ele vinha recebendo ameaças de morte por conta de conflitos internos na aldeia.
O indígena chegou a formalizar algumas denúncias sobre ‘atos de violência’ praticados por outros indígenas dentro da Aldeia Zuituá para a Fundação Nacional do Índio (Funai) e para Polícia Federal (PF).
Em entrevista à Rádio Mirante AM, Jefferson Portela, secretário estadual de Segurança Pública (SSP-MA), informou que o indígena trabalhava como diretor do Centro de Educação Escolar Indígena Azuru e era uma grande liderança em defesa dos direitos dos índios e contra crimes ambientais.
“Uma grande liderança, um grande homem, um grande professor, articulador da defesa indígena contra crimes ambientais e envolvido na questão da educação como professor. Uma grande liderança e nós já tomamos todas as medidas e vamos iniciar a investigação desse crime”, disse Jefferson Portela.
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As propostas legislativas de adiamento das eleições municipais de 2020 para 2022, devido à pandemia de coronavírus, têm ganhado força entre senadores. Um deles é o líder do PSL, senador Major Olimpio (PSL-SP), que defende a unificação dos pleitos federais, estaduais e municipais, evitando-se os gastos com as campanhas eleitorais deste ano. A economia esperada, segundo o senador, seria de até R$ 1,5 bilhão, além dos recursos do fundo eleitoral, que não seriam utilizados.
Major Olimpio, que chegou a enviar ofício ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo o adiamento das eleições, deve apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) nesse sentido. Em debate transmitido pelas redes sociais na sexta-feira (27), o senador destacou que o momento pede união.
“É hora de união e não de eleição. Fazer as eleições este ano gerará um grande risco à saúde pública, bem como um grande desperdício de bilhões de reais de dinheiro público, que pode ser destinado ao suporte à população na luta contra o coronavírus”, destacou.
No domingo (29), o senador Elmano Ferrer (Podemos-PI) disse estar reunindo esforços para a viabilização de outra PEC, de sua autoria, também com vistas à realização de eleições gerais em 2022. Por meio de sua assessoria, ele ressaltou a situação de calamidade pública no país, com todas as atenções voltadas para o combate ao coronavírus. Ele defende que a verba das campanhas eleitorais seja destinada a estados e municípios na luta contra a covid-19.
“Além de permitir concentrarmos todos os esforços no combate à epidemia, esta medida trará benefícios para os cofres públicos. Esse é o momento para que as eleições se tornem coincidentes no Brasil” – ponderou.
PECs
Para uma PEC ser apresentada, o senador deve colher assinaturas de outros 26 parlamentares. Além das propostas que Major Olimpio e Elmano Ferrer pretendem protocolar, há outras proposições em análise no Senado que pedem a unificação das eleições federais, estaduais e municipais. A mais recente (PEC 143/2019) é do senador Luiz do Carmo (MDB-GO), que muda a duração do mandato dos prefeitos e vereadores eleitos em 2020 para viabilizar a coincidência geral dos mandatos a partir de 2026.
Seguindo o mesmo entendimento, senadores como Luis Carlos Heinze (PP-RS), Ciro Nogueira (PP-PI) e Mailza Gomes (PP-AC) se pronunciaram nas redes sociais. Para Ciro, o adiamento das eleições seria um “ato humanitário” que poderá salvar milhares de vidas, com o uso de cerca de R$ 8 bilhões no enfrentamento à covid-19. Já Mailza afirmou que, em vez de campanha eleitoral, o tempo é de união de esforços e de atenção das autoridades voltada unicamente às medidas de combate e enfrentamento ao coronavírus no país.
“O momento agora não é de pensar em eleições, e sim, de isolamento e de buscarmos soluções para enfrentarmos essa pandemia. Saúde das pessoas em primeiro lugar”, escreveu.
Tempo
O senador Lasier Martins (Podemos-RS) disse concordar com o adiamento das eleições, mas demonstrou preocupação com a possibilidade de contestações das PECs que unificam os pleitos. Em entrevista à Agência Senado, ele citou o caso de municípios brasileiros onde a população espera mudança de seus prefeitos por terem, segundo afirmou, frustrado as expectativas dos eleitores. Lasier ressaltou, no entanto, que os bons gestores, quando for o caso, terão a chance de ser reeleitos.
O senador chegou a enviar ofício à presidente do TSE, Rosa Weber, sugerindo mudar o prazo para filiações, de 3 de abril para 3 de maio. Também pediu que a data da eleição seja redefinida, de acordo com o andamento da epidemia. Lasier defendeu ainda uma proposta de emenda constitucional que está sendo preparada pela senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) propondo a realização das eleições municipais logo após o fim da decretação de calamidade, previsto para agosto. O texto, segundo o senador, pretende estabelecer como marco 120 dias a partir da data de definição do fim da crise pelo Ministério da Saúde.
— Me propus a ser o relator da matéria, e adiantei que apresentarei emenda para que o pleito seja realizado em até 90 dias após a declaração do fim da pandemia. Sugestão prontamente acatada pela senadora [Soraya]. Com isso, mantemos o preceito constitucional, com tempo suficiente para sua organização e realização até 6 de dezembro, e deixamos para outra ocasião a discussão sobre a unificação dos pleitos, que deverá ser bastante árdua — justificou.
Da Agência Senado
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Uma grande preocupação assalta os 31 vereadores de São Luís: com o isolamento social por causa do coronavírus, eles estão encontrando sérias dificuldades para alimentar o aperto de mão e o tapinha nas costas típico dos períodos de pré-campanha eleitoral.
Boa parte dos atuais vereadores são políticos traquejados no corpo-a-corpo, prática que não funcionará bem nos próximos tempos por conta da recomendação de que a prudência e a prevenção mandam que o melhor mesmo é manter distância e levar a simpatia eleitoreira com sorrisos e acenos.
Esse e outros problemas angustiantes fazem com que boa parte dos edis ludovicences estejam torcendo em silêncio para que o pleito de outubro seja adiado, de modo que a campanha eleitoral possa transcorrer com a massa de eleitores já livre das limitações severas impostas pelo novo coronavírus.

A deputada estadual Daniella Tema informou, por meio das suas redes sociais, que foi diagnosticada com o novo coronavírus e está em isolamento domiciliar.
Segundo o comunicado da deputada, “Mesmo sem apresentar os sintomas da doença, a deputada realizou o exame após ter contato com algumas pessoas suspeitas de estarem com o novo coronavírus”. A parlamentar está fora de risco. Ela ainda aguarda a contraprova.
Daniella esteve em Brasília com o vice-governador Carlos Brandão e outros colegas deputados e teve contato com pessoas que estavam com o Covid-19. Até o momento, nem o vice-governador e os outros deputados informaram se fizeram o exame e o resultado.

Uma bebê de apenas 1 ano de idade foi a primeira menor confirmada com infecção pelo novo coronavírus (Covid-19) no Maranhão.
A informação consta de novo boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SES) sobre os casos em monitoramento no estado.
Segundo a pasta, há ainda 434 casos suspeitos e 22 confirmados.
Neste domingo (29) registrou-se a primeira morte por Covid-19 no Maranhão. A vítima era um homem de 49 anos, com histórico de hipertensão.