
Meses atrás, reagindo a uma forte onda de especulações, a senadora Eliziane Gama (Cidadania) divulgou um comunicado descartando qualquer possibilidade de vir a ser candidata à Prefeitura de São Luís. O principal argumento foi o de que estava muito envolvida com o seu mandato senatorial, obrigando-se a corresponder à confiança que nela depositada pelo eleitorado maranhense.
A senadora, de fato, saiu do circuito sucessório municipal, dedicando-se integralmente às atividades no Senado da República, onde, diga-se de passagem, tem se mostrado competente e atuante, tanto do ponto de vista político, quanto na seara parlamentar propriamente dita. Nos últimos dias, porém, chegaram à Coluna rumores dando conta de que haveria um grupo se articulando para propor à senadora um projeto de candidatura à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior.
O grupo seria formado por quatro partidos pequenos, que estariam se sentindo fora das grandes articulações. É provável que a Eliziane Gama já a tenha recebido e descartado de pronto a ideia da candidatura. Mas, como em política posicionamentos pré-eleitorais nunca são definitivos, e mudam ao sabor dos movimentos do cenário, é também provável que ela já tenha recebido a manifestação do grupo e esteja avaliando o projeto.
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O racha que estilhaçou o Grupo Sarney em vários pedaços não conseguiu se manter unido nem na nomeação de Natalino Salgado para reitor da UFMA. Ao tomar conhecimento da nomeação, o deputado federal Hildo Rocha (MDB) usou o microfone do plenário da Câmara Federal para lamentar o ato do presidente Jair Bolsonaro nomeando “o maior ladrão da história da UFMA”.
O tom acusador e agressivo do parlamentar emedebista, conhecido como pavio-curto, surpreendeu e causou certo mal-estar na bancada. A reação veio no dia seguinte, quando o deputado Aluísio Mendes (Avante), um dos avalistas na nomeação, reagiu ao ataque de Hildo Rocha, classificando-o de “desrespeitoso” e “grosseiro”.
Aluísio Mendes e Hildo Rocha nunca foram aliados de primeira hora, guardando um do outro expressiva distância. Isso ficou claro na guerra de bastidor que foi o processo que resultou na nomeação de Natalino Salgado.
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A deputada estadual Mical Damasceno (PTB) segue dando demonstrações de que se movimento de fato para assumir a porta-voz do bolsonarismo no Maranhão. A demonstração mais recente foi o discurso que ela pronunciou ontem na Assembleia Legislativa em defesa do presidente Jair Bolsonaro, a quem jurou fidelidade política.
Misturando admiração pelo presidente, otimismo em relação ao Governo e identificação religiosa, a deputada reafirmou seu total alinhamento ao bolsonarismo no que respeita aos nebulosos valores morais e éticos pregados pelo atual ocupante do Palácio do Planalto. Mical Damasceno deixa claro que não quer conversa com os atuais porta-vozes do presidente no maranhão, notadamente a ex-deputada Maura Jorge e o capitão Ribamar Pinheiro. Também parece não se afinar com o único deputado do PSL, Pará Figueiredo, que até agora só fez um discurso na Assembleia Legislativa e nele não fez qualquer menção ao bolsonarismo.
A deputada emite sinais muito claros de que se distancia cada vez mais do PTB e que se prepara para se filiar ao partido em gestação acelerada nos gabinetes do Palácio do Planalto, no qual o presidente Jair Bolsonaro se abrigará junto com a turma que deixará o PSL e outros partidos para acompanhá-lo.
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O PCdoB vai iniciar o ano de 2020 escolhendo entre o deputado federal Rubens Júnior e o deputado estadual Duarte Júnior o seu candidato à Prefeitura de São Luís. Foi o que sinalizou ontem o presidente regional do partido, deputado federal Márcio Jerry, que fixou janeiro como o momento certo para fazer a escolha e dar a largada da agremiação na corrida às urnas. Márcio Jerry fez a previsão durante uma longa e descontraída conversa-entrevista que concedeu a jornalistas e blogueiros, ontem, na Assembleia Legislativa, provavelmente sem se dar conta de que, ao definir a escolha em janeiro, poderá também os demais partidos e grupos a fazerem o mesmo. “Vamos tentar até janeiro, no tempo próprio da conjuntura política. Avançando no debate e na construção democrática do consenso progressivo. Teremos a melhor solução para alcançar o objetivo de vencer a eleição”, disse o presidente do PCdoB. E em seguida arrematou: “Sorte de um partido que tem dois excelentes nomes como pré-candidatos: Rubens Júnior e Duarte Júnior. Venceremos!”
A sinalização feita por Márcio Jerry aponta que o PCdoB trabalha de fato com a possibilidade de eleger o próximo prefeito de São Luís. E que concentra sua aposta no potencial de Rubens Júnior e de Duarte Júnior, de modo que o escolhido entrará na corrida às urnas com um capital político e eleitoral muito maior, já que contará com o aval e a torcida do governador Flávio Dino e muitos dos seus aliados.
O posicionamento do PCdoB tem tudo a ver com o desenho que a disputa que está ganhando na Capital. Em primeiro lugar, o PDT, que está no comando da máquina municipal, não tem um candidato competitivo, podendo até mesmo fazer uma aliança com o DEM em torno da candidatura do deputado estadual Neto Evangelista. Sem o “porém” pedetista, o PCdoB fica livre para viabilizar o seu candidato com o objetivo maior de levá-lo para um segundo turno com o deputado Eduardo Braide (Podemos) ou com uma surpresa que pode vir a ganhar forma durante a campanha, podendo ser o juiz federal Antônio Carlos Madeira, que poderá ingressar no MDB, ou o próprio deputado Yglésio Moises, que agora, fora dos quadros do PDT, poderá entrar na corrida com as cores do Solidariedade.
Se a escolha recair sobre Rubens Júnior, o PCdoB terá um candidato que está exercendo o segundo mandato de deputado federal, ao que se somam dois mandatos de deputado estadual, e atualmente licenciado e nomeado secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano. Rubens Júnior começa a se mostrar como pretendente à vaga de candidato do PCdoB à Prefeitura de São Luís. Ao mesmo tempo em que intensifica seus movimentos de secretário, ele já admite a candidatura em manifestações nas suas redes sociais. Discreto, mas politicamente muito ativo. Se for o escolhido, seguirá a receita do partido. Se não, continuará secretário ou retornará para Brasília sem qualquer problema.
Se a escolha recair sobre Duarte Júnior, o PCdoB terá um candidato jovem, no primeiro mandato de deputado estadual, mas conhecido pelo ousado trabalho que realizou como chefe do Procon/Mais Cidadão, e dono de um ainda não bem medido cacife no mundo virtual com milhares de seguidores nas redes sociais. E com a vantagem de ser até aqui o segundo colocado nas pesquisas feitas até agora para medir as preferências do eleitorado da Capital. Se for o escolhido seguirá a receita do PCdoB, mas mantendo seu estilo ousado. Se não, poderá deixar o PCdoB para ser candidato por outra agremiação partidária.
Enfim, a julgar pelo cenário de agora, ninguém duvida de que o roteiro traçado pelo deputado federal Márcio Jerry para a escolha do candidato do PCdoB e do seu comentário sobre a possibilidade de o partido eleger o próximo prefeito de São Luís não são quimeras e fazem sentido. A chave estará na capacidade de Eduardo Braide consolidar a liderança mantida até agora.
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Em meio à repercussão da entrada em vigor da Reforma da Previdência, que é aprovada por uns, mas fortemente rejeitada por outros, a Assembleia Legislativa abriu ontem o ciclo de palestra denominado “Maranhão Discutindo o Brasil”, dando um passo à frente na abordagem do tema que vai atrair a atenção dos brasileiros nos próximos tempos: a Reforma Tributária. Sob o comando direto do presidente Othelino Neto (PCdoB), o ciclo foi aberto pelos economistas Eduardo Fagnani e Eduardo Moreira, rendo o primeiro apresentado o substitutivo à PEC 45/2019, que tramita no Congresso Nacional, e o segundo dissecou a realidade tributária brasileira num contexto em que os mais pobres arcam com a maior fatia da carga de impostos e os bilionários, a começar pelos bancos, lucram fábulas e quase nada recolhem em tributos. Na abertura, o presidente Othelino Neto destacou o ciclo de palestras: “Queremos trazer os cidadãos para mais perto do Parlamento de diversas formas. Uma delas é dando a oportunidade de que eles conheçam, em detalhes, o que tramita no Congresso Nacional e que vai impactar diretamente em suas vidas”.
Proferidas no Plenarinho Gervásio Santos durante mais de três horas, para uma plateia formada por deputados, dirigentes do Legislativo, membros do Governo do Estado, representantes do Ministério Público, profissionais liberais, interessados no assunto e jornalistas, as duas primeiras palestras do ciclo “Maranhão Discutindo o Brasil” tiveram sentido quase didático, o que as tonaram esclarecedoras. Dentro do espírito da Resolução Legislativa da mesa Diretora que o instituiu.
Eduardo Fagnani mostrou que o sistema tributário atual é injusto e complexo, penaliza a grande maioria dos que trabalham, é generoso com os mais ricos, complica a vida das empresas produtivas, é condescendente com a sonegação e não produz o necessário para garantir um retorno adequado à população, de acordo com o que reza a Carta Magna do País. Na sua interpretação, a PEC 141, que propõe mudanças, elimina 9impostoa e cria outros, mas na essência, não muda o sistema, que continuará injusto. O substitutivo apresentado por seis partidos de Oposição propõe correção efetiva para as distorções, primeiro simplificando o sistema, e depois invertendo a regra ao colocar a guerra a taxação dos mais ricos, das grandes fortunas e do setor financeiro liderado pelos bancos e dando combate efetivo à sonegação, começando por uma dura cobrança aos sonegadores. Para ele, a Reforma Tributária só fará sentido se for um instrumento efetivo e eficaz de combate ao maior dos males brasileiros: a desigualdade. “Precisamos de uma Reforma Tributária justa, solidária e sustentável”, resumiu, acrescentando que o substitutivo atende a esses pressupostos.
Eduardo Moreira saiu do emaranhado técnico e mostrou que o atual sistema tributário brasileiro é bancado pela sociedade dentro de uma lógica estabelecida por bancos, grandes grupos econômicos e os poucos bilionários, que detêm cerca de 30% do capital em circulação no País, o que lhes permite controlar seus interesses no Congresso Nacional. O palestrante comparou a realidade tributária brasileira com a de diversos países e mostrou que em alguns itens o Brasil é o que mais apresenta as maiores distorções, a começar pelo fato de que cobra mais dos pobres e muito menos dos ricos. Destacou absurdos como o Imposto Territorial Rural (ITR) absurdos, que co0bra as mesmas taxas de que tem um hectare de terra e dos que detêm milhares de hectares. Mostrou também as distorções relacionadas com os mais diferentes tributos. E alertou que as propostas em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado da República não resolverão o problema da desigualdade.
As duas primeiras palestras do ciclo “Maranhão Discutindo o Brasil” foram muito oportunas e esclarecedoras para a compreensão do cidadão a respeito do que está sendo discutido no Congresso Nacional sobre o futuro tributário nacional. Todos os deputados que se manifestaram durante o debate destacaram a oportuna iniciativa do presidente Othelino Neto e da Mesa Diretora. De fato, uma iniciativa sem reparos.
Em Tempo: marmaram presença no ciclo de palestras “Maranhão Discutindo o Brasil” os deputados Glaubert Cutrim (PDT), Neto Evangelista (DEM), Antônio Pereira (DEM), Rafael Leitoa (PDT), Wellington do Curso (PSDB), Adelmo Soares (PCdoB), Ricardo Rios (PDT), Wendell Lages (PMN), Helena Duailibe (SD), Daniella Tema (DEM), Fernando Pessoa (SD), Professor Marco Aurélio (PCdoB), Rigo Teles (PV), Hélio Soares (PL) e Zito Rolim (PDT).
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