Wellington pode atrapalhar aliança PSDB/Podemos

Todos os sinais indicam que o PSDB, comandado pelo senador Roberto Rocha, e o Podemos, agora liderado pelo deputado federal Eduardo Braide, projetam uma aliança nas eleições municipais do ano que vem. As evidências vieram à tona nos encontros que os dois partidos realizaram, na semana passada, e durante os quais seus dirigentes se visitaram e se movimentaram como velhos aliados. Não houve declarações a respeito de alianças, especialmente em São Luís, mas o clima entre o chefe do Podemos e o dos tucanos indicou que essa possibilidade está em aberto. O problema é que Eduardo Braide é o candidato irreversível do Podemos à Prefeitura da Capital, liderando as pesquisas feitas até aqui. Ao mesmo tempo, o deputado estadual Wellington do Curso, que vem aparecendo bem nos levantamentos, já declarou, em diversas oportunidades, que não abre mão de ser o candidato do PSDB à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT). E pela evolução dos acontecimentos relacionados com a conquista do Palácio de la Ravardière nas eleições do ano que vem, se estiverem mesmo pensando numa composição do Podemos com o PSDB, Eduardo Braide e Roberto Rocha terão de fazer uma verdadeira obra de engenharia partidária para conciliar os interesses de Wellington do Curso, além dos que estão colocados sobre a mesa de cada um desses partidos.

Depois de um pongo tempo de indefinição, Eduardo Braide está com sua situação partidária totalmente resolvida. Ele saiu do PMN, mas não transferiu o controle, continuando a dar as cartas na legenda por meio do seu irmão, Fernando Braide, por ele emplacado na direção. E migrou para o Podemos, uma agremiação um pouco mais robusta, comandada nacionalmente pelo senador paranaense Álvaro Dias, cujo controle total e absoluto assumiu no estado. No Podemos, Eduardo Braide tem a garantia de controle da legenda e deverá contar com alguma estrutura e recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, reunindo assim as condições para tocar uma campanha sem maiores problemas.

O ideal para Eduardo Braide seria uma aliança com o PSDB na qual os tucanos indicassem o seu companheiro de chapa, equação que contaria com a simpatia do tucano-mor Roberto Rocha. O problema é que, montado num cacife superior a 10 pontos percentuais nas pesquisas, Wellington do Curso se coloca como pré-candidato do PSDB, descartando qualquer possibilidade de acordo que lhe tire a condição de cabeça da chapa dos tucanos na disputa em São Luís. E muito provavelmente não aceita sequer admitir a hipótese de vir a ser ele mesmo o candidato a vice na chapa liderada por Eduardo Braide. Seria uma espécie de “suicídio” político e eleitoral.

O PSDB tem um argumento forte para tentar convencer Wellington do Curso a mudar de ideia: não há qualquer evidência de que ele venha a crescer num cenário em que estarão também no páreo candidatos fortes como o deputado Neto Evangelista (DEM) – principalmente se fechar uma aliança em que o PDT indique o vice -, o deputado federal Bira do Pindaré (PSB), e o candidato do PCdoB, que pode ser o deputado federal Rubens Júnior ou o deputado estadual Duarte Júnior, além de Jeisael Marx, já definido pré-candidato da Rede. Isso num cenário que poderá incluir a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Wellington do Curso, porém, vem dedicando praticamente todo o seu mandato a uma Oposição intensa e solitária ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior, o que lhe dá autoridade para reivindicar a vaga de candidato do PSDB ao Palácio de la Ravardière.

O fato é que Eduardo Braide e Roberto Rocha estão vivamente interessados numa aliança Podemos/PSDB em São Luís e noutros municípios. Mas no caso da Capital esse interesse esbarra exatamente no projeto do deputado Wellington do Curso, que pelo que tem dito não está mesmo disposto abrir mão da vaga de candidato do ninho dos tucanos, podendo produzir um baita impasse nos bastidores do PSDB, gerando um forte desconforto no ninho. E com a habilidade que tem demonstrado, Eduardo Braide está disposto a dar uma boiada para não entrar numa confusão.

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Yglésio é trocado por Madeira no Solidariedade

Representando a Executiva Estadual e os deputados estaduais do partido, o presidente estadual do Solidariedade, Simplício Araújo, oficializou nesta terça-feira, 3, o convite para que o agora ex-juiz José Carlos Madeira dispute as eleições de 2020 pela legenda.

Madeira pediu oficialmente nesta terça-feira, 3, sua a aposentadoria da magistratura federal.   

– Dr. Madeira tem uma bela trajetória de vida, e o respeito e amizade de milhares no Maranhão inteiro. Tem capacidade e pode fazer um grande trabalho com mais gestão e menos política em nossa capital – disse Simplício Araújo.

Madeira deve ter seu pedido de aposentadoria concretizado até o dia 13 de janeiro, após essa data o Solidariedade planeja um grande ato onde será recebida a filiação e anunciada oficialmente a pré candidatura a prefeito de São Luís.

REAÇÃO APÓS CONVITE

O deputado estadual Dr. Yglésio (sem partido) reagiu com serenidade à decisão do partido Solidariedade, de formalizar convite ao juiz federal Carlos Madeira – que anunciou aposentadoria – para que ele concorra à Prefeitura de São Luís pela legenda.

Yglésio lembra que o Solidariedade foi um dos primeiros partidos com o qual abriu diálogo sobre pré-candidatura, mas reconhece que as conversas não avançaram.

 – Por razões inerentes ao processo político, as conversas entre nós não avançaram – revelou Yglésio.

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Braide em defesa das pessoas com deficiência

O deputado federal Eduardo Braide marcou o Dia Internacional de Luta da Pessoa com Deficiência, dia 3 de dezembro, com uma grande conquista: a retirada de pauta do PL 6159/2019, que prevê vários retrocessos na política de inclusão das pessoas com deficiência.

“Jamais deixaria passar um projeto que, por exemplo, diminui o número de vagas no mercado de trabalho para as pessoas com deficiência, além de dificultar o recebimento do auxílio-inclusão. Esse PL representa um verdadeiro retrocesso a todas as conquistas de movimentos e entidades das pessoas com deficiência”, destacou o deputado.

Ainda no dia de ontem, foi realizada uma audiência pública na Câmara dos Deputados para tratar da problemática do PL 6159.

“O que é mais grave é que esse projeto foi elaborado sem ouvir as entidades e os movimentos da pessoa com deficiência. Eles têm um lema importantíssimo que foi desrespeitado: ‘nada sobre nós sem nós’. Os movimentos e entidades da pessoa com deficiência precisam ser respeitados e foi justamente isso que buscamos durante todo o dia”, acrescentou Eduardo Braide.

No fim do dia, acompanhado de representantes de movimentos e entidades da pessoa com deficiência, Braide foi recebido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que assumiu o compromisso de não votar o PL 6159.

“Junto com vários representantes de movimentos e entidades, conseguimos do presidente Rodrigo Maia, o compromisso de não votar o PL 6159. Os direitos de tantos anos de luta não podem ser acabados numa única medida. Em uma data histórica, com essa importante vitória, fizemos – sem dúvidas – jus ao Dia Internacional de Luta da Pessoa com Deficiência”, finalizou Eduardo Braide.

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PDT discute rumo em São João Batista em encontro

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) fará sua Convenção Municipal no próximo dia 20 deste mês, na sede do Sindicato dos Pescadores de São João Batista, a partir das 9 horas.

Na pauta, a confirmação de pré-candidatura de Carlos Figueiredo às eleições de 2020. O convite está sendo feito pelo presidente atual da legenda, ex-vereador Dezinho, e pelo próprio Carlos Figueiredo que é pré-candidato a prefeito de São João Batista e vice-presidente do partido no município.

Além de confirmar a pré-candidatura à prefeito, também serão divulgados pré-candidatos a vereador e adesões ao partido. Para o encontro, está confirmada a presença do senador Weverton Rocha, presidente do PDT no estado; do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto; e dos deputados Marreca Filho e Pará Figueiredo, além de prefeitos da região.

“Será um grande momento para reafirmarmos nossos projetos para São João Batista e toda a população de nossa cidade está sendo convidada. Venha junto construir uma nova cidade para todos”, disse o presidente do partido, Dezinho.

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Promulgada Lei que amplia licença paternidade em SL

O presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT), promulgou projeto de lei, de autoria dos vereadores Raimundo Penha (PDT) e Paulo Victor (PTC), que amplia o prazo da licença paternidade para servidores do município.

A proposta foi encaminhada pelo presidente para publicação no Diário Oficial do Município (DOM).

A nova Lei adequa à Legislação Municipal ao que já foi estabelecido nas esferas federal e estadual, ampliando de cinco para vinte dias o benefício para servidores públicos municipais nas situações de nascimento de seu filho ou adoção de criança.

“Trata-se de um avanço para o servidor municipal que, a partir de agora, passa a dispor de mais tempo, tanto para acompanhar o início da vida do filho, seja ele biológico ou adotivo, como para auxiliar a mãe neste momento importante”, comentou Raimundo Penha.

“Sou servidor público do município e sempre tive a consciência de que esta garantia também deveria ser estendida ao funcionalismo de São Luís. É mais um avanço para esta importante categoria”, completou o pedetista.

O projeto que deu origem à referida Lei deu nova redação ao artigo nº 168, da Lei Municipal 4.615/06, que dispõe sobre o Estatuto dos Servidores Públicos do Município de São Luís.

De acordo com ele, o estabelecimento de um novo prazo de vinte dias como licença paternidade assegura o direito do servidor, que terá tempo razoável para prestar maior assistência ao filho, resguardando a consolidação dos vínculos afetivos.

Ainda de acordo o novo dispositivo, estender o direito ao pai é uma resposta às demandas crescentes na sociedade, sendo que também possibilita uma maior convivência familiar integradora e estabilizadora das relações intrafamiliares.

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