Promotoria aciona Anderson Wilker por improbidade administrativa

Prefeito de Alcântara pode ser condenado à perda da função pública e suspensão dos direitos políticos

A Promotoria de Justiça de Alcântara ingressou, na última segunda-feira, 1° de outubro, com uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra o prefeito do município, Anderson Wilker de Abreu Araújo (PCdoB), e a secretária municipal de Saúde, Ramone Luciana Santos Ferreira Araújo.

Em junho de 2017 o Ministério Público recebeu uma denúncia de maus tratos a uma idosa internada na Unidade Mista de Saúde Dr. Neto Guterres. Durante as investigações, a Promotoria foi comunicada pela diretora da unidade de saúde recebeu o relatório de ocorrência que informava a infração disciplinar praticada por três técnicas de enfermagem. Em seguida, foi pedida a instauração de Procedimento Administrativo Disciplinar à diretora da Unidade Mista e à secretária municipal de Saúde e, à Polícia Civil, a abertura de inquérito policial.

Ao receber a solicitação de encaminhamento da documentação, provas e relatórios produzidos ao Ministério Público, a gestora da Unidade Mista informou que todos os procedimentos cabíveis foram tomadas e o caso encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde e ao setor jurídico da Prefeitura.

Em 16 de janeiro de 2018, a Promotoria oficiou ao prefeito dando prazo de 15 dias para prestar informações, sem obter resposta. O pedido foi reiterado duas vezes, mas não houve manifestação. Também foi expedido ofício para a titular da pasta da Saúde, requerendo as mesmas informações, mas também sem resposta.

Para a promotora de justiça Alessandra Darub Alves, “os demandados agiram dolosamente em dois momentos: quando deixaram de atender às requisições ministeriais e quando foram omissos em apurar a responsabilidade das técnicas de enfermagem quando comunicados pela diretora do hospital e depois pelo Ministério Público”.

O poder de requisição dos membros do Ministério Público está previsto em diversas leis, além da Constituição Federal. A Lei da Ação Civil Pública (7.347/85) inclusive tipificou como crime “a recusa, o retardamento ou a omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil, quando requisitados pelo Ministério Público”.

Caso sejam condenados por improbidade administrativa, Anderson Wilker de Abreu Araújo e Ramone Luciana Santos Ferreira Araújo estarão sujeitos à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos pelo prazo de três a cinco anos, pagamento de multa de até 100 vezes a remuneração recebida e proibição de contratar ou receber benefícios do Poder Público, ainda que por meio de empresa da qual sejam sócios majoritários, por três anos.

A força política dos Cutrim´s

Grupo vitorioso do 1234 e 12123.

O grupo político liderado pelos irmãos Gil Cutrim e Glalbert Cutrim, ambos do PDT, mostrou, mais uma vez, o porquê é considerado um dos mais fortes e consolidados do Maranhão.

Os pedetistas enterraram uma antiga lenda da cultura política maranhense, na qual se estabeleceu que membros de uma mesma família estariam fadados ao fracasso, caso disputassem cargos eletivos no mesmo pleito.

Ex-prefeito de São José de Ribamar e ex-presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Gil elegeu-se deputado federal.

Glalbert renovou o mandato para mais quatro anos na Assembleia Legislativa.

Poucos foram os grupos e famílias que conseguiram tal feito.

Gil e Glalbert são políticos jovens, que gostam de dialogar diretamente com o cidadão; além de serem apoiadores de todas as pautas ligadas ao municipalismo.

Herdaram, sem dúvida, o bom DNA político do pai, o ex-deputado Edmar Cutrim.

Edmar, inclusive, prepara-se para uma nova empreitada.

Mas isso é assunto para um outro post.

Líder do governo, Cafeteira tem votação vergonhosa e não consegue reeleição

O deputado estadual Rogério Cafeteira (DEM), líder do governo Flávio Dino desde a chegada do comunista ao Palácio dos Leões, não conseguiu se reeleger.

Apesar do desgaste provocado com antigos aliados após submissão canina a Dino nos últimos três anos e nove meses, ele saiu das urnas com vergonhosos 18.754 votos, ficando atrás até de quem tentava uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão pela primeira vez.

Rebento do grupo Sarney, onde foi nascido e criado, a partir de 1.º de janeiro de 2019, Cafeteira estará fora do Palácio Manuel Beckman pela primeira vez desde as eleições de 2010, quando foi eleito com ajuda da ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

Quando ainda sarneysta, inclusive, ele teve uma quantidade maior de votos do que no pleito deste ano.

Em 2010, então pelo PMN, foram 29.244 votos; e em 2014, quando fez campanha e pediu votos para Edison Lobão Filho (MDB), disputando pelo PSC, conquistou 37.229 votos. Com os apenas 18.754 votos em 2018, para conseguir assumir como suplente no exercício do mandato, é necessário que outros 11 candidatos assumam primeiro que ele.

Com a reeleição de Flávio Dino, a esperança de Rogério Cafeteira agora é ser chamado para, pelo menos, ocupar algum cargo nos Leões. Se nem isso conseguir, pode ser o fim de mais um longevo sobrenome na política do Maranhão.

4º lugar para o Senado, Lobão pode parar nas mãos de Moro

Fora do mandato a partir de janeiro de 2019, medalhão do MDB, que é investigado na Lava Jato, ficará sem foro privilegiado

Considerado por alguns analistas e admiradores maranhenses como uma grife da política estadual no Congresso, o ainda presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, Edison Lobão (MDB-MA), não conseguiu a reeleição e terminou o pleito em 4.º colocado.

Segundo a contagem final de votos feita pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, ele ficou atrás, pela ordem de votação, de Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PPS) e Sarney Filho (PV).

O gosto amargo da derrota e a desmitificação de que era imbatível na eleição para o Senado Federal, porém, em nada se comparam a algo ainda pior: fora do mandato a partir de 1.º de janeiro de 2019, Lobão ficará sem o célebre foro por prerrogativa de função, correndo o risco de parar nas mãos do juiz federal Sérgio Moro — e ainda ter o desprazer de ver a eventualidade exposta no Sistema Difusora, no papel ainda pertencente a sua família, mas atualmente controlado por Weverton.

Alvo da Lava Jato – ou de desdobramentos da maior investigação da Polícia Federal sobre corrupção e propinagem do país –, o emedebista poderá ter seus inquéritos remetidos para julgamento de Moro, responsável pela operação na primeira instância, em Curitiba, conhecido e reconhecimento por determinar a prisão prisão de figurões da política.

Os inquéritos por suposto envolvimento corrupção, inclusive, foram pesadamente utilizados contra ele durante as últimas semanas da campanha eleitoral, pelo também candidato derrotado ao Senado Alexandre Almeida (PSDB).

Weverton Rocha: o grande vencedor da eleição 2018 no Maranhão

Por qualquer ângulo ou prisma que se análise, se chegará a uma conclusão: o deputado federal e senador eleito, Weverton Rocha (PDT), saiu robusto das urnas, neste último domingo; estabeleceu-se como a mais forte liderança jovem da política local; e foi o grande vencedor da eleição 2018 no estado.

Com um projeto sólido, composto pelos apoios de centenas de agentes da classe política e de uma militância aguerrida, Weverton iniciou a corrida senatorial oscilando entre quinta e sexta colocações.

Para observadores e analistas mais afoitos, foi o bastante. Mesmo o jogo ainda sendo jogado, cravaram: trata-se de um candidato pesado, sem carisma e que passaria vergonha, envergonhando, ainda, o governador Flávio Dino (PC do B), reeleito com 59,29%.

O editor do Blog , ao contrário dos afoitos, tinha a plena certeza de que o pedetista, que hoje aniversaria e comemora 39 anos, reverteria o quadro.

E o faria exatamente por possuir, por exemplo, uma forte estrutura de apoiamentos políticos e partidários; ser o candidato número 01 de Dino; ter a menor rejeição entre os postulantes ao Senado; e ser o dono dos apoios do PT e de Lula no Maranhão.

Weverton saiu das urnas com mais de 1 milhão e 900 mil votos, a maior votação da história da política maranhense para o cargo de senador. E contribuiu, sobremaneira, para puxar Eliziane Gama (PPS), segunda candidata eleita pelo campo governista.

Teve mais votos, inclusive, do que o próprio Flávio Dino, que renovou o mandato com pouco mais de 1 milhão e 800 mil.

Estabeleceu-se, portanto, como a liderança jovem mais forte da política estadual.

E tem tudo para fazer um grande trabalho na Câmara Alta objetivando alçar voos mais altos com brevidade.