CNJ afasta Juiz Clesio Cunha por desvio de conduta

Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou, na tarde desta terça-feira (9/10), o afastamento preventivo do juiz Clesio Coelho Cunha, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), até o julgamento final do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra ele.

O magistrado é investigado por suposto favorecimento a uma empresa em ação de desapropriação movida pelo governo do Estado. Segundo os autos, horas após receber o pedido, Cunha teria determinado a liberação de R$ 3 milhões em favor da empresa.

No último dia 14 de agosto, a proposta de abertura do PAD foi aprovada, por unanimidade, pelo Plenário do CNJ. Na 279ª Sessão Ordinária, o colegiado retomou o julgamento da recomendação de afastamento do magistrado, com a apresentação de voto-vista pela conselheira Maria Tereza Uille, que votou contra a necessidade do afastamento.

A maioria dos conselheiros, no entanto, acompanhou o entendimento do corregedor, ministro Humberto Martins, de que “a presença de indícios de graves desvios de conduta e da violação dos deveres de magistrado impõem a aplicação da medida, com abertura de Processo Administrativo Disciplinar”.

Com mais de 30 mil votos, Zito assumirá vaga na Assembleia

Nos bastidores da política, já é dada como certa uma uma das 42 cadeiras da Assembleia Legislativa para o ex-prefeito de Codó, Zito Rolim (PDT). Segundo suplente do chapão, com mais de 30 mil votos, Zito se prepara para uma nova etapa de sua vida.

A vaga é tida como garantida por um simples motivo, nos próximos dias, o Governador Flávio Dino (PCdoB), assim como vez em 2014, deve anunciar o nome dos seus auxiliares, e deve escolher deputados eleitos para algumas secretarias.

Em 2014, basta citar dois nomes que tiraram licença e os suplentes assumiram até próximo do final do mandato, dentre eles, o deputado Neto Evangelista e Bira do Pindaré.

Na lista dos deputados eleitos pelo Chapão (PDT/PCdoB/PR/PRB/DEM/PP/PTC/Avante), consta ex-secretários que desenvolveram excelentes trabalhos e devem ser chamados de volta, entre eles, Duarte Júnior, que deve voltar para o Procon; Marcio Honaiser para a Secretaria de Agricultura; Neto Evangelista para a Sedes e Adelmo Soares para a Secretaria de Agricultura Familiar.

Basta a convocação de dois, desses quatro ex-secretários para a festa ficar completa em Codó, onde Zito teve o voto da maioria da população do município, chegando ao recorde histórico de 20.647, correspondente a 56,56% dos votos. É uma questão de dias…

Pará Figueiredo é votado em 189 dos 217 municípios do MA

Pará ao lado da sua esposa Paula

O empresario Karlos Parabucu Santos Figueiredo dos Anjos, o Pará Figueiredo (PSL), de 38 anos, foi eleito deputado estadual com 31.555 votos, equivalentes a 0,97% da votação.

Apesar de ser um estreante na política, Pará Figueiredo teve um desempenho de votação que surpreendeu a todos. Dos 217 municípios do Maranhão, ele recebeu votos em 189. Em São João Batista, cidade natal de sua família, o deputado do PSL foi o campeão de votos, saindo das urnas com 2.500 sufrágios que equivale a 19,48% dos votos da cidade.

O resultado da eleição dele naquele município acabou antecipando o debate sobre 2020. O empresário Carlos Figueiredo, que é tio do deputado, foi quem coordenou a campanha do sobrinho.

Daqui a dois anos, estará no fim o mandato do atual prefeito, João Dominici (PSDB), e tanto governo quanto oposição precisarão indicar novos nomes para a disputa. Como a votação de Pará Figueiredo na cidade joanina foi fruto do seu trabalho de coordenação, Carlos Figueiredo larga na frente.

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Maranhão faz com Levi Pontes o que Conselho de Ética da AL-MA não fez

Comunista teve menos votos do em 2014 e não conseguiu se reeleger. Ele teve um caso arquivado pelos colegas parlamentares do colegiado e o outro sequer já foi analisado

A população eleitora do Maranhão fez com o deputado estadual Levi Pontes (PCdoB) o que seus colegas governistas no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa não fizeram: colocou o comunista para fora do Palácio Manuel Beckman.

De acordo com o resultado final da votação do pleito deste ano, Levi teve apenas 16.646 votos e por isso não conseguiu se reeleger. Foram 2.957 votos a menos do que em 2014, quando se tornou deputado pelo Solidariedade.

No ano passado, o deputado do PCdoB foi alvo de uma representação no Conselho de Ética da Casa, que pedia a cassação de seu mandato, após haver ele próprio divulgado num grupo de WhatsApp um áudio em que dá orientações sobre uma “cota” de peixes — de uma compra feita pela Prefeitura Municipal de Chapadinha, no período da Semana Santa, para distribuição para a população local — que deveria ser entregue para lideranças dele, de outras cidades de sua base eleitoral.

A representação, porém, acabou sendo arquivada pelo Conselho de Ética, sob a alegação de ausência de provas robustas e de que o áudio gravado e divulgado pelo próprio parlamentar seria clandestino.

Em março de 2018, Levi Pontes voltou a ser acionado no colegiado, após ser novamente flagrado em áudio, desta vez negociando a estrutura da Secretaria de Estado da Saúde (SES) em troca de votos, exatamente para as eleições ocorridas no último domingo 7, quando saiu derrotado.

O caso, porém, passados já cinco meses da definição da subcomissão de investigação, sequer foi analisado pela Comissão de Ética da Assembleia Legislativa maranhense.

Mais dois fora

O deputado Cabo Campos (PATRIOTAS), alvo do embrandecido pedido de afastamento de suas funções por apenas dois meses após ser acusado pela própria mulher de violência doméstica, também recebeu dos eleitores maranhenses o tratamento que o Conselho de Ética não lhe deu. Com apenas 8.714 votos, ele não teve votação suficiente para conseguir permanecer na Casa.

O próprio presidente do Conselho, inclusive, o líder do governo Rogério Cafeteira (PSB), também encolheu em votos e não se reelegeu.

A partir de 1.º de janeiro de 2019, salvo se conseguirem algum emprego na Casa do Povo, todos eles estarão fora da Assembleia Legislativa do Maranhão.

“Votos limpos, conscientes e honestos”, diz Wellington sobre reeleição

Deputado foi reeleito vencendo a máquina e hostes do próprio partido. Ele também confirmou a consolidação de seu nome na capital ao ter maior votação do que políticos tradicionais

O deputado estadual Wellington do Curso foi o maior vencedor das eleições para o Assembleia Legislativa do Maranhão. Sem pertencer a qualquer clã político e com uma discreta estrutura de campanha, ele foi reeleito com 24.950 votos para mais quatro anos no Palácio Manuel Beckman após lutar não apenas contra a máquina palaciana, que a todo custo queria lhe apear do mandato, mas contra hostes de seu próprio partido, o PSDB.

No tucanato maranhense, o predileto era o advogado Guilherme Paz, filho da ainda deputada e candidata derrota a vice-governadora, Graça Paz, e do coordenador de campanha de Roberto Rocha ao Palácio dos Leões, o ex-deputado Clodomir Paz.

Apesar de não ter alcançado uma votação expressiva, Wellington confirmou a consolidação de seu nome em São Luís, onde disputou a prefeitura em 2016 e poderá disputar novamente em 2020, sendo o segundo mais votado pelo eleitorado da capital, com 17.328 votos. Wellington, inclusive, mostrou maior robustez eleitoral do que diversos políticos tradicionais e de fortes feudos eleitorais espalhados pela cidade, que também foram eleitos, mas com menos votos que ele junto aos ludovicenses, a exemplo de Helena Duailibe (SD), Edivaldo Holanda (PTC), Neto Evangelista (DEM) e Roberto Costa (MDB).

Nas redes sociais, ele agradeceu o reconhecimento de sua luta no Parlamento estadual, destacando que fez uma campanha limpa, sem os recursos da máquina pública estadual e municipal.

“Tivemos uma campanha limpa, sem dinheiro de secretaria ou de Governo e Prefeitura! O nosso apoio foi de cada trabalhador, professor, militar, estudante, servidor público, concurseiro, pequeno empresário… O nosso apoio foi por parte dos maranhenses! É assim que seguiremos: de forma limpa! O nosso mandato, mais uma vez, foi conquistado com votos limpos, conscientes e honestos”, declarou.