
O ex-comandante da Polícia Militar do Maranhão, Coronel Pereira, conseguiu reverter a decisão que havia indeferido sua candidatura a deputado estadual. Em sessão na noite desta terça-feira (18), o TRE-MA deferiu o registro e Pereira disputa a eleição.
Os membros da corte haviam impugnado a candidatura por falta de provas da desincompatibilização do candidato de seu cargo na Polícia. Prova apresentada nos embargos de declaração que, segundo o juiz relator, Gustavo Vilas Boas, demonstram a boa-fé do candidato. “O TSE tem permitido, em processo de registro de candidatura, a juntada de documentos ao tempo dos embargos declaratórios perante a Corte Regional”, afirmou.
Por unanimidade, o TRE-MA reformou sua decisão anterior e deferiu o registro.

Servidores e demais vereadores desconhecem quais serviços estão sendo prestados por meio da locação de motos para a Casa. Dirceu Machado Ribeiro é filiado ao PCdoB
A Promotoria de Justiça da Comarca de Mirinzal instaurou inquérito civil para apurar denúncia de locação irregular de motos, com dispensa de licitação, pelo presidente da Câmara de Vereadores do município, Dirceu Machado Ribeiro (PCdoB).
O inquérito foi aberto pelo promotor de Justiça Frederico Bianchini Joviano dos Santos, no último dia 5. O prazo para a conclusão das investigações é de até um ano.
De acordo com informações constantes numa notícia de fato autuada no Ministério Público do Maranhão no final do mês de maio deste ano, nenhum dos servidores e demais vereadores da Casa tem conhecimento sobre a celebração do contrato, nem quais serviços estão sendo prestados por meio da locação.
Há suspeitas de improbidade administrativa, além de possível desvio de recursos dos cofres públicos.
Cópias dos processos de empenho relativos ao contrato, comprovantes de liquidação (atestado de serviços, recibos ou notas fiscais) e de pagamento, acompanhados da confirmação de conciliação bancária (ordem de pagamento ou cheque) foram solicitadas pelo Parquet ao vereador comunista.
A contratada, ainda segundo as investigações, foi a J. D. Construções Comércio e Serviços Ltda- ME, conhecida no mercado como C. C. e Serviços Ltda, que tem como atividade econômica principal a construção de edifícios e não possui dentre as atividades secundárias a locação de motos. A empresa tem registrada como sócios Juliana Lima Raquel e Diego Ramos Ribeiro, e endereço na Travessa São José, no Centro da cidade de Bacuri.
Diversas publicações na internet, feitas por blogs que fazem a cobertura política do interior maranhense, apontam a terceirizada como empresa de fachada, inclusive com diversos outros contratos com outras Câmaras de Vereadores.

Candidato ao Senado pelo PSDB na sede da PF.
Desandou, de vez, a relação de amizade e política que existia entre a família Lobão e o deputado estadual Alexandre Almeida, candidato ao Senado pelo PSDB.
O parlamentar registrou nesta terça-feira (18), na superintendência da Polícia Federal, em São Luís, uma queixa crime contra o empresário Edinho Lobão (MDB), primeiro suplente na chapa encabeçada pelo seu pai, o senador Edison Lobão, também do MDB, que é candidato à reeleição pelo grupo Sarney.
As informações contra o senador, segundo o tucano, estão disponíveis no site do Supremo Tribunal Federal (STF)
Alexandre Almeida, em um outro vídeo divulgado hoje, justificou o ato afirmando que, tão logo teceu as críticas à Lobão, recebeu uma mensagem de Edinho, que o teria ameaçado e declarado que ele havia conquistado “um inimigo para toda a vida”.

Em vim pedir proteção policial porque eu fui ameaçado pelo candidato [Edinho], pois divulguei no programa eleitoral na TV a notícia de que o candidato [Lobão] está sendo investigado por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e formação de quadrilha. Eu confio que a Polícia Federal vai dar proteção a mim, a minha esposa e ao meu filho de dois anos nessa luta contra a velha política, aquela em que os políticos profissionais corruptos se utilizam de ameaças para continuar no poder as custas do sofrimento da população”, afirmou o deputado.
Outro lado – Edinho Lobão afirmou que, de fato, sentiu-se incomodado com o programa eleitoral exibido por Almeida.
No entanto, garantiu que a mensagem enviada ao parlamentar não foi em tom de ameaça.
“Meu pai não tem nenhum processo, mas o senhor Alexandre Almeida, um candidato com 0% nas pesquisas, resolveu centrar [seu ataque] em quem é líder nas pesquisas. Eu fico muito triste. E em determinado momento escrevi para ele me explicar direitinho qual é essa técnica dele agredir meu pai”, disse o empresário em entrevista ao site do o imparcial
Edinho classificou o tucano como um imberbe que não tem experiência de nada na política.
E garantiu que ingressará na Justiça para retirar do ar o programa no qual o deputado centra fogo contra o senador.

Todos foram alvos de impugnação ou pedido de indeferimento por condenação em casos relacionados à corrupção ou por não entregar certidões exigidas pela Justiça Eleitoral
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão ignorou as manifestações do Ministério Público Eleitoral (MPE) e registrou as candidaturas de Júnior Lourenço (PR), Detinha (PR) e Leonardo Sá.
Todos foram alvo de impugnações e opiniões pelo indeferimento dos pedidos de registro de candidatura pelo MPE, por condenação em casos relacionados à corrupção ou por não entregar certidões exigidas pela Justiça Eleitoral.
Com a confirmação, em definitivo, da liberação das candidaturas, eles estão agora livres para concorrer à Câmara dos Deputados (Júnior Lourenço) e Assembleia Legislativa do Maranhão (Detinha e Leonardo Sá).

Comunidades quilombolas dos municípios de Codó e Itapecuru-Mirim estão acampados em frente a Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na Avenida Santos Dumont, em São Luís, desde a segunda-feira (17). Eles protestam contra a demora na regularização de documentos que beneficiam as comunidades.
Segundo um funcionário que estava dentro do prédio quando a manifestação começou, o acesso de outros servidores ficou comprometido por conta do acampamento. O G1entrou em contato com a superintendência e aguarda posicionamento da direção do órgão em relação às reclamações das comunidades.
Um cartaz fixada em um dos portões na entrada do prédio confirma a reivindicação: “em luta pela titulação dos territórios quilombolas”.
Assim, o acesso ao Incra segue com os manifestantes, com faixas que representam os quilombos envolvidos no protesto. São comunidades de diversas regiões do Maranhão.
Portanto, a agilidade em documentos para regularização da situação dessas comunidades é uma exigência que pauta a manifestação no Incra.