Sérgio Frota diz estar apto a concorrer à reeleição

O deputado Sérgio Frota (PR) reafirmou nas redes sociais que é ficha limpa. Ele disse que nas duas eleições que já disputou teve as suas contas aprovadas no TRE.

“De fato, houve o pedido, mas baseado em processo de terceiros, sem qualquer participação da minha parte, muito menos condenação. Nas duas eleições que concorri tive as prestações de contas aprovadas pelo TRE-MA. Sou ficha limpa”, destacou Sergio Frota.

Sérgio Frota teve o seu nome incluído na lista de candidatos com candidaturas impugnadas pelo Ministério Público Eleitoral no Maranhão e entregue ontem (24) ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA). (leia mais aqui)

Sérgio Frota reafirmou que segue sem possuir qualquer condenação judicial ou administrativa e que está plenamente apto a concorrer à reeleição.

Ao lado do ex-prefeito Alan Linhares, Glalbert e Gil Cutrim são aclamados em Bacabeira

O ex-prefeito do município de Bacabeira, Alan Linhares (PCdoB), preparou uma grande festa na quinta-feira, 23, para apresentar seus candidatos a deputado estadual e federal, Glalbert Cutrim (PDT) e Gil Cutrim (PDT), respectivamente.

O encontro aconteceu em sua própria residência e reuniu uma multidão de pessoas.

Durante o ato, Alan Linhares fez questão de ratificar a amizade que tem com os dois irmãos, e que após deixar a prefeitura do município, essa amizade permaneceu ainda mais forte.

“Reuni parte do meu grupo hoje, pra dizer que assim como eu continuo sendo amigo de todos, e estamos empenhados em devolver Bacabeira para nosso povo, Gil e Glalbert Cutrim se mostram meus amigos de verdade, mesmo após eu deixar a prefeitura. Isso é uma grande prova de que nosso grupo é unido, e voltaremos a fazer Bacabeira feliz. Por isso, meu candidato a deputado estadual é Glalbert Cutrim e para federal Gil Cutrim” Destacou o ex-prefeito.

Glalbert relembrou que teve o apoio de Alan Linhares em 2014, e a aliança política só continua trabalham sério, sempre em prol do povo.

“Meu primeiro comício da campanha vitoriosa de 2014 foi aqui na casa do Alan, e desde então, caminhamos juntos, sempre cumprindo os compromissos em prol da população, por isso, repetimos essa parceria agora e em 2020, não tenho a menor dúvida, Alan voltará pro lugar de onde nunca deveria ter saído.” Destacou o deputado estadual.

Gil Cutrim, que disputa uma vaga na Câmara Federal exaltou as qualidades de Alan durante o período que governou Bacabeira e reafirmou o compromisso com a população do município.

“Durante o período que fui presidente da Famem, Alan esteve ao meu lado e acompanhei o belíssimo trabalho que ele fez à frente de Bacabeira, sempre em favor do trabalhador. Essa também é uma bandeira minha e do nosso partido, por isso, juntos, iremos ajudar Bacabeira a voltar pro rumo certo.” Concluiu o candidato a deputado federal.

Donos da BioSaúde são presos após calote de R$ 39 milhões no MA

Maria Renata, Adriana, Luiz Fernando e Carlos Guilherme, presos em São Paulo

Luiz Fernando Giazzi Nassri, Carlos Guilherme Giazzi Nassri, Maria Renata Giazzi Nassri e Adriana Bassani Nassri, foram presos na quinta-feira, 23, pela Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor), em Mogi das Cruzes, São Paulo, devem ser transferidos a qualquer momento para a capital maranhense. Eles são acusados de serem os responsáveis de uma empresa de teria desviado cerca de R$ 39 milhões de verbas trabalhistas de funcionários da saúde do Maranhão.

Ainda nesta sexta-feira, 24, os detidos permaneciam na sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em São Paulo, onde estavam no aguardo da transferência para São Luís. A polícia informou que eles devem responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso.

O caso continua sob investigação da Polícia Civil que visa encontrar o dinheiro desviado, tendo, inclusive, solicitado à Justiça, o bloqueio de bens e contas bancárias dos acusados, a fim de restituir aos cofres públicos os valores que teriam sido desviados. O advogado de um dos detidos, nome não revelado, declarou que vai entrar com o pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Maranhão visando a liberdade do seu cliente.

Investigação

A Polícia Civil começou a investigar essa ação criminosa nos primeiros meses deste ano, quando a própria Emserh denunciou o caso. No início do ano passado, o Ministério Público orientou a Emserh a contratar uma empresa para gerir a saúde no estado. O Instituto Biosaúde foi o vencedor do certame passando a gerir 60 unidades públicas. No entanto, segundo a polícia, entre abril e dezembro de 2017, a Biosaúde teria deixado de pagar cerca de R$ 40 milhões de encargos trabalhistas e previdenciários dos funcionários.

O desfalque ocasionou, inclusive, o rompimento do contrato com o Biosaúde. Na ocasião, segundo a polícia, a Emserh aplicou à entidade uma multa contratual de 5%. A apuração policial constatou ainda que o instituto estava registrado em nome de laranjas e que as pessoas presas em Mogi, embora não aparecessem nos documentos constitutivos da Biosaúde, eram efetivamente os seus controladores.

Moradores pedem apoio de Astro para recuperação de ponte no Cema

O presidente da Câmara de São Luís, vereador Astro de Ogum (PR), visitou na quinta-feira (23) o bairro do Cema Detran e conheceu de perto a situação de uma ponte que fica na Rua São Raimundo.

Os moradores pediram a ele para interceder junto ao poder público visando à construção de uma nova ponte pela falta de estrutura da atual, que é de madeira e dificulta o acesso dos moradores para o lado oposto da via.

Em seguida, o chefe do legislativo se dirigiu à comunidade da Santa Julia que recebe obras do Mais Asfalto, programa desenvolvido através de uma parceria entre Prefeitura e Governo do Estado.

IstoÉ repercute escândalo no governo Flávio Dino

Revista IstoÉ

Com um discurso centrado no combate à corrupção e privilégios, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, vem cortando um dobrado para explicar por que tinha uma funcionária em seu gabinete, Walderice Santos da Conceição, que vende açaí na Vila de Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ), na hora do expediente — popularmente conhecida como Wal do Açaí. No Maranhão, ISTOÉ localizou outra Val, que deverá dar dor de cabeça a outro candidato, o governador Flávio Dino (PCdoB), aspirante à reeleição. Valquíria dos Santos é personagem de uma representação contra Dino que tramita na Procuradoria Geral da República (PGR). De acordo com a denúncia, Dino teria utilizado uma empresa de fachada para dissimular a destinação de R$ 1,3 milhão recebidos na sua campanha para governador em 2014. As notas fiscais para justificar o pagamento foram emitidas por uma produtora de vídeo que funcionaria num modesto sobrado de um bairro da periferia de São Luís. No local, não funciona nem nunca funcionou produtora de vídeo. O que lá existe é uma pequena quitanda, que vende alimentos e onde, à noite, Valquíria, a Val de Flávio Dino, vende mingau de milho. De dia, comercializa picolés.

Produtora fantasma – A representação foi movida por um blogueiro do Maranhão, Caio Hostílio, ligado ao grupo de José Sarney, cuja filha, Roseana, disputa com Dino as eleições. Poderia ser mera querela política local se não houvesse de fato elementos que apontam para irregularidades na prestação de contas do governador. Na campanha de 2014, Dino apresentou à Justiça Eleitoral duas notas para a empresa Aldo Oberdan Pinheiro Montenegro–ME, um empreendimento com capital social de R$ 30 mil —, para justificar o gasto de R$ 1,3 milhão feito junto à suposta produtora de vídeo.

Segundo a representação, no dia 9 de julho de 2014 o Comitê Estadual do PCdoB recebeu créditos da ordem de R$ 1,3 milhão. No mesmo dia, o Comitê de campanha de Dino repassou igual valor à empresa Aldo Oberdan por meio do pagamento de duas notas fiscais, uma de R$ 800 mil e outra de R$ 500 mil. Como endereço da empresa, constava o sobrado amarelo no bairro Tirirical, na periferia de São Luis.

ISTOÉ esteve no local. Ali moram pessoas humildes, e nenhuma delas sabe operar uma câmera de vídeo. Em vez de produtora, o que existe ali é um pequeno comércio, que vende apenas produtos enlatados, itens de limpeza, picolés baratos e água mineral. À noite, Valquíria dos Santos, de 31 anos, a Val de Flávio Dino, a dona do comércio, aumenta sua renda vendendo mingau de milho. Quando dá tempo, ela também faz churrasquinhos.

Val é conhecida na região. Não como comunicadora, mas pelo sabor de seu mingau. Ela mora no sobrado desde criança. Viu a localidade crescer e hoje está desempregada, motivo pelo qual resolveu criar a pequena lojinha que toca com a mãe. Campanha política? Val nunca fez. “Só vejo pela TV”, disse Val. Obviamente, ela não tem a menor ideia do destino dos R$ 1,3 milhão que tinham como endereço uma firma “instalada” na sua casa. “Se tivesse pelo menos uma parte desse dinheiro, eu não estaria aqui com este comércio. Estaria em um spa, cuidando da beleza”, brincou Val, em conversa com ISTOÉ.

Aldo Oberdan, pelo menos, é alguém que existe, de fato. É funcionário do governo do Maranhão. Na época da suposta contratação do serviço, recebia da Secretaria de Saúde do Maranhão um salário de R$ 2,7 mil. Oberdan até faz vídeos para complementar sua renda. Não para campanhas, mas de festas de aniversário e casamentos, por valores irrisórios. Em sua defesa, Oberdan afirmou que, na realidade, emprestou o CNPJ de sua empresa para outra pessoa, Carlos Miranda, empresário do meio de comunicação que também já fez serviços para o governo maranhense. “Eu não sabia que na época da campanha, eles (PCdoB) tinham feito um depósito no nome da empresa”, explicou Aldo ao MP. “Não dei autorização para que meu nome fosse usado dessa forma”, complementou.

O comitê estadual do PcdoB destacou que o episódio “é mais um, dentre tantos outros, patrocinados pelo grupo político que dominou por mais de 50 anos o Maranhão e que tenta macular o processo eleitoral, em face da iminente derrota”. Pode até ser que o caso tenha sido explorado pela família Sarney, mas está cada vez mais difícil para Flávio Dino explicar por que a produtora da campanha foi parar na casa da Val, a moça do mingau do bairro Tirirical.

A “laranja” do governador – Segundo denúncia, no dia 9 de julho de 2014, o diretório do PCdoB do Maranhão, que patrocinava a candidatura de Flávio Dino, recebeu créditos de R$ 1,3 milhão. No mesmo dia, repassou igual valor à empresa Aldo Oberdan Pinheiro Montenegro – ME

A empresa de Oberdan fazia vídeos de casamentos, mas nesse dia emitiu duas notas fiscais para o comitê de campanha do PCdoB-MA: uma de R$ 800 mil e outra de R$ 500 mil. Nas notas fiscais, o valor era referente ao pagamento de “produção de material audiovisual para veiculação no horário eleitoral gratuito n rádio e TV”

À Receita, a empresa disse funcionar no bairro Tirirical, periferia de São Luis, mas na verdade lá funcionava e ainda funciona um mercadinho que vende mingau à noite e sorvete e outros mantimentos de dia, pertencente à Valquíria dos Santos, a Val de Flávio Dino.