Maura Jorge apoia candidatos de partidos não aliados

A pré-candidata do PSL, Maura Jorge, tem se dedicado mais aos candidatos dos partidos que não são aliados do que os das duas siglas que integram sua coligação.

Ela tem se voltado mais a candidaturas do Podemos, como a de Aluiso Mendes, que está coligado ao PSDB, cujo candidato ao governo é o senador Roberto Rocha.

A união entre Maura Jorge e Aluisio Mendes vem desde que a primeira era dos quadros do Podemos e, por esta sigla, pretendia disputar o governo do Maranhão.

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Eleições 2018: Campanha de rua começa na quinta-feira

A partir desta quinta-feira (16), os candidatos ao governo do Maranhão e também ao Senado e a deputado estadual e federal estarão livres para fazer a campanha oficial de 2018. Serão cerca de 50 dias de propaganda no rádio e televisão e mais os atos políticos mais tradicionais em municípios como comícios, passeatas, apitaços, panfletagens e até os bandeiraços.

No Maranhão, apesar de flagrantes campanhas abertas em busca do eleitorado, a disputa terá início oficial nesta semana. Estão com pedido de registro já oficializado os candidatos Ramon Zapata (PSTU), Flávio Dino (PCdoB) e Roseana Sarney (MDB).

Ainda estão sem pedido de registro o PSOL de Odívio Netto, PSDB de Roberto Rocha e PSL de Maura Jorge. O único que ainda depende de consolidar sua chapa majoritária é o senador Roberto Rocha. Ele ainda conversa com lideranças da região tocantina para fechar o nome que comporá com ele para chapa, que já tem outros nomes definidos, como Alexandre Almeida e Zé Reinaldo Tavares para senador.

Maura Jorge já se definiu, assim como Odivio Netto, quanto à composição da chapa majoritária e aguarda somente reunir os documentos necessários para pedir o registro de candidatura. Odívio do PSOL registra hoje no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A candidata do PSL somente no dia 15, último dia do prazo.

Enquanto isso, Roseana Sarney, Ramon Zapata e Flávio Dino já se organizam para entrar na campanha sem perder um dia sequer do curto prazo para mostrar aos eleitores suas propostas para gerir o estado nos próximos 4 anos.

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MPE impugna registro de candidatura de Júnior Lourenço

início do mês, o Blog escreveu a seguinte postagem: “A difícil situação de Júnior Lourenço”. Na oportunidade, era retratada a dificuldade que o ex-prefeito de Miranda do Norte teria para confirmar sua candidatura a deputado federal.

O Blog do Jorge Aragão demonstrou que o nome de Júnior Lourenço constava nas listas do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e TCU (Tribunal de Contas da União) e por conta disso, o ex-prefeito enfrentaria dificuldades na Justiça Eleitoral (reveja aqui).

Nesta semana, mas precisamente na segunda-feira (13), o Ministério Público Eleitoral (MPE), através do procurador Regional Eleitoral, Pedro Henrique Castelo Branco, impugnou o registro de candidatura de Júnior Lourenço.

O pedido do MPE, já encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral foi feito baseado na lista do TCU. Veja abaixo trecho da impugnação do registro de candidatura de Júnior Lourenço.

“O impugnado pleiteou registro de candidatura perante esse Tribunal Regional Eleitoral, conforme edital publicado pela Justiça Eleitoral. Entretanto, o pretenso candidato encontra-se inelegível porque teve contas relativas ao exercício do cargo de Prefeito Municipal de Miranda do Norte/MA (2009-2012; 2013-2016) rejeitadas por decisão irrecorrível do Tribunal de Contas da União em razão de irregularidades insanáveis que configuram ato doloso de improbidade administrativa”, clique aqui para ter acesso a impugnação.

Roseana declara mais de R$ 11 milhões em bens

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) teve incluído hoje, no sistema eletrônico DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o seu pedido de candidatura para concorrer ao seu quinto mandato como autoridade máxima do Maranhão.

A emedebista registou um crescimento do seu patrimônio, segundo declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral.

Roseana afirmou possuir R$ 11.427,380,30 em bens, valor bem superior ao que foi informado na campanha de 2010, quando ela elegeu-se no primeiro turno. À época, a então governadora afirmou possuir R$ 7.838.530,34.

A evolução patrimonial de Roseana é ainda maior quando é feito um comparativo com o ano de 2006, quando ela perdeu o pleito para o pedetista Jackson Lago, já falecido.

Na ocasião, a filha do ex-presidente José Sarney, que já havia governado o Maranhão por dois mandatos, garantiu possuir apenas R$ 143. 238,38.

Vice milionário – O empresário Ribinha Cunha (PSC), candidato a vice-governador na chapa de Roseana, também apresentou uma prestação de contas bem aquinhoada, diferentemente de Carlos Brandão, atual vice-governador e que empobreceu, juntamente com o governador Flávio Dino (PC do B), nestes três anos e oito meses no comando do Palácio dos Leões.

Irmão do deputado estadual Leo Cunha (PSC), o empresário da região Tocantina afirmou possuir R$ 3.447.398,10.

Ribinha também ficou mais pobre se comparado ao ano de 2016, quando disputou o cargo de prefeito de Imperatriz.

Nesta campanha, ele apresentou uma declaração da ordem de R$ 4.594.138,62.

Senadores – O senador Edison Lobão (MDB) e o deputado federal Sarney Filho (PV), candidatos do grupo Sarney ao Senado, também tiveram evolução patrimonial.

Lobão afirmou possuir R$ 8.632.545,69 em bens. Em 2010, sua fortuna estava avaliada em R$ 5. 093.842,25.

Sarney Filho declarou R$ 6.163.599,06. Em 2014, seu patrimônio era de R$ 4.752.376,77.

Em 2010 e 2006, os valores divulgados foram menores – R$ 4.077.996,92 e R$ 4.102.728,39, respectivamente.

Roberto Rocha sai em defesa de juíza e questiona parecer de promotora de Justiça

Desafeto político do governador Flávio Dino (PC do B), o senador Roberto Rocha, candidato ao governo do Maranhão pelo PSDB, resolveu sair em defesa da juíza Anelise Nogueira Reginato, da 8ª Zonal Eleitoral do município de Coroatá, e questionou parecer da promotora de Justiça Aline Silva Albuquerque, titular da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Codó.

Anelise é autora de sentença, divulgada na semana passada, que imputou ao comunista inelegibilidade por um período de oito anos sob a acusação de que o mesmo utilizou de abuso de poder político e econômico na eleição municipal de 2016, em Coroatá.

Aline Silva, em seu parecer sobre o caso, julgou improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral, interposta pela coligação da candidata derrotada Teresa Murad, que resultou na condenação do governador em primeiro grau.

Rocha encaminhou ontem à ministra Carmem Lúcia, presidente do Conselho Nacional de Justiça, ofício solicitando que Anelise tenha resguardada sua independência no caso e que também sejam apuradas pela Polícia Federal supostas notícias falsas (fake news) divulgadas contra a magistrada.

Já sobre a promotora, o candidato tucano enviou expediente à procuradora-geral da República e presidente do Conselho Nacional do Ministério Público, Raquel Dodge, pedindo providências no que diz respeito ao seu despacho ministerial.

Para o senador, Aline Silva, ao fundamentar seu entendimento contrário à sentença da juíza, pode ter burlado diretrizes previstas no artigo 43, da Lei Orgânica Nacional do MP.