A verdadeira história da Gangue da Bota Preta

Influenciados pela eclosão do movimento de pichação do sudeste do país, no início da década de 1990, a cidade de São Luís foi aterrorizada por um grupo que se intitulavam “Garotos da Bota Preta”. Contudo, ainda há muita controvérsia sobre a história do grupo.

Os “Botas Pretas” eram adolescentes e jovens, entre 16 e 23 anos, residentes da região dos bairros Ivar Saldanha, João Paulo e Alemanha. Quando iam às festas da cidade, eles usaram coturnos e roupas pretas – daí o nome.

De acordo com um ex-participante do BP, o grupo nunca teve o intuito de praticar contravenções na cidade. “A gente se reunia para ouvir rock, ir no Casino Maranhense”, conta Fabiano Corrêa, 32 anos, que hoje é publicitário. Porém, com o crescimento descontrolado, que fugiu ao controle dos “líderes” do grupo, a Bota Preta adquiriu outras vertentes.

Logo, a Gangue da Bota Preta ganhou fama na cidade. “No meio de tudo isso, sempre tem uma pessoa que usa de má-fé. Várias pessoas, marginais do próprio bairro, usavam o nome para cometer assaltos”, garante Fabiano.

O bico do peito das meninas

O historiador Antônio Marcos, que possui uma pesquisa sobre as gangues de São Luís, arremata de antemão: “Nenhuma estudante teve o seio cortado”.

Mas o que realmente aconteceu?

De acordo com a pesquisa de Antônio, a mídia local teve uma parcela considerável de culpa ao disseminar a informação desencontrada e deixar a cidade em pânico. “O que aconteceu foi que o pessoal da Bota Preta tinha seguidores, pessoas de outras gangues. Um desses seguidores estava com sua namorada consumindo drogas. Alucinada, ela pediu, como desejo sexual, que gostaria de ter o bico do seio arranhado com um caco de telha. Ele realizou o desejo”, explica o historiador Antônio Marcos.

Aqui entra a participação da mídia local, que, ao saber que o rapaz tinha apreciação pelos Garotos da Bota Preta, estampou os jornais com o título “Bota Preta corta seio de estudantes”.

A partir daí a situação ficou descontrolada. “Os participantes da gangue, ver seu nome na mídia era um troféu. Alguns outros jovens entraram na onda e ficavam passando trotes para as escolas. O que fortaleceu o clima de insegurança na cidade.”

Foi então que o diretor-chefe da Polícia Metropolitana à época, Luis Moura, decidiu direcionar toda a força militar no combate ao boato. Repreendidos e difamados, os garotos decidiram – ou foram obrigados – acabar com a Bota Preta.

Saudoso, Fabiano, o ex-integrante do grupo, finaliza: “Eu seria capaz de repetir tudo novamente. Mas não em uma época como essa.”

Dom Pedro tem novo prefeito, define TSE em votação unânime

Por votação unânime na noite desta terça-feira (10), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu corrigir um erro do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) e validou os votos do candidato a prefeito mais votado no município de Dom Pedro na eleição 2016, Alexandre Costa (PSC).

Com voto favorável do Ministro Heran Benjami, Alexandre que obteve 7.997 votos na eleição do ano passado deverá assumir o mandato nos próximos dias.

Em contato com o advogado do prefeito, Dr. Frederico Campos, ele mostrou felicidade pelo fato do TSE ter feito Justiça colocando no cargo quem realmente foi eleito pela vontade esmagadora das urnas.

Fred ainda relatou estar triste por outro lado, em saber que Alexandre ficou dez meses fora do cargo por um erro gravíssimo TRE-MA. “O TSE deferiu o registro de candidatura do mais votado por unanimidade. Isto é, todos os Ministros deferiram o registro de sua candidatura. Parabenizo o brilhante voto do Ministro Herman Benjamim.”, afirmou o advogado.

E mais…

Desde janeiro, o município é governado pela presidente da Câmara, a “vereadora/prefeita interina” Rosa Nogueira (PSDC), controlada pelo marido, o ex-presidente da Câmara Farys Miguel.

Hildo Rocha, André Fufuca e a Polícia Federal

André Fufuca – Me respeite!!

Hildo Rocha – Como? Se você faz esse tipo de bandidagem conosco

André Fufuca – Você tem por obrigação encaminhar esse áudio para a polícia federal

Hildo Rocha – Sim, já fiz isso. Antes do que você imagina.

André Fufuca – Se não o fez, não se preocupe eu mesmo irei fazer amanhã o encaminhamento desse áudio.

Hildo Rocha denuncia colegas de bancada à Polícia Federal

O deputado federal Hildo Rocha (PMDB) anunciou ontem num grupo de WhatsApp da bancada maranhense que denunciou à Polícia Federal a troca de emendas por propinas. O peemedebista acusou os colegas André Fufuca (PP), Juscelino Filho (DEM) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB), de “só pensarem em dinheiro, e quererem se dar bem”.

Segundo as mensagens trocadas no grupo que envolveu os quatro deputados já citados e mais Aluísio Mendes, o peemedebista Hildo Rocha afirmou que houve um empenho de R$ 40 milhões para a Saúde – paga no fim de 2016 – e a verba foi dividida para alguns municípios de indicação dos parlamentares André Fufuca, Juscelino Filho e Rubens Pereira Jr.

André Fufuca pediu a Hildo Rocha que apresentasse provas ou levasse o caso a Polícia Federal. Rocha apresentou documentos no grupo de WhatsApp e afirmou que já havia denunciado o caso à Polícia Federal.

Rubens Pereira Júnior disse que “acusações assim não ajudam em nada. Especialmente por ser conhecidamente falsa”, Hildo Rocha rebateu sugerindo que “se pedisse uma fiscalização na Comissão de fiscalização da Câmara”. Nenhum dos deputados se manifestou.

Num outro trecho da conversa, o deputado do PMDB afirma que, “a jogada era pegar o dinheiro da retaguarda nos municípios beneficiados.Tem até pedido de propinas. Tenho até as gravações de áudio”, afirmou Hildo Rocha.

O ambiente na bancada maranhense não é dos melhores. O deputado do PMDB contou hoje a O BLOG que , no início do ano houve um problema semelhante com o deputado Victor Mendes (PSD) também provocado por André Fufuca e Juscelino Filho.

Reprovação de contas do PV desmoraliza ‘economista’ Adriano Sarney

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Eleitoral a reprovação das contas do PV maranhense por irregularidades referentes a 2013 e 2014, ano em que o partido elegeu os deputados Hemeterio Weba, Edilázio Júnior Adriano Sarney, para a Assembleia; e Sarney Filho, para a Câmara Federal.

O pedido se baseia em “falhas que comprometem a regularidade das contas, impedindo o efetivo controle destas pela Justiça Eleitoral”. Essas falhas, segundo o órgão ministerial, causaram a reprovação das contas do partido.
A Justiça Eleitoral acolheu os pedidos formulados pelo MPF e determinou a suspensão do repasse de novas cotas do Fundo Partidário por quatro meses e a devolução dos recursos do Fundo que não tiveram sua aplicação comprovada por meio de prestação de contas.

A reprovação deixa a bancada verde envergonhada, mas desmoraliza principalmente um dos parlamentares da legenda: José Adriano Cordeiro Sarney que é economista e administrador.

‘Mestre’ em Economia pela Université Paris I Sorbone, na França e Pós Graduado em Gestão pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, o deputado que é um dos dirigentes do PV no Maranhão, não conseguiu colocar na prática, administrando o partido do seu gabinete, o que aprendeu na teoria durante o período em que passou na faculdade.

Adriano Sarney fará uma palestra na Associação Comercial do Maranhão (ACM), Centro, nesta quarta-feira (11), às 19h, para falar dos objetivos e ações da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa (FPME) em prol do Maranhão. O difícil mesmo vai ser explicar porque não consegue colocar na prática o que costuma dizer na tribuna e em suas palestras.

Além de desmoralizar o ‘economista’, a reprovação das contas do PV também comprova o ditado que diz que “em casa de ferreiro o espeto é de pau”, cujo significado do senso comum é que, em dada circunstância, dificilmente as habilidades profissionais que uma pessoa dispõe conseguem ser colocadas em prática de maneira eficiente quando levadas para dentro do círculo familiar ou até mesmo quando estão diretamente envolvidos nos próprios problemas.

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